30 abril, 2014

Laughbanging entrevista Midnight Priest

Os Midnight Priest são uma banda que nos faz voltar aos anos 80 sem precisarmos de um DeLorean movido a lixo. Heavy metal, cabedal, cerveja e mulheres são o seu modo de vida e estão neste momento a gravar o seu próximo álbum a sair ainda este ano (se entretanto largarem as cervejas de vez em quando).
O Laughbanging conversou com o baterista Alex War Tank e o guitarrista Tiago Steelbringer.


Estamos confusos! Vocês são mesmo uma banda de Heavy Metal? É que nós percebemos o que o vosso vocalista diz…

Alex War Tank - Nós é que somos a banda de heavy metal! O resto são subgéneros. Olhando para as raízes, as coisas só deixaram de se perceber lá para os 80´s, quando a malta zangada quis começar a berraria. Mas no entanto faço-te um reparo: em 80% dos concertos não entenderás o que o vocalista diz devido ao som da treta que costuma haver.
Tiago Steelbringer - Não! Somos uma banda de proto folk grind minhoto com passagens de prog pimba!

Mas afinal o que é que anda um padre a fazer à meia-noite?Tiago Steelbringer - É a hora em que as almas perdidas saem a rua e precisam que alguém lhes mostre o caminho para o bar, fora isso costuma andar a beber o sangue de deus que é coisa boa.
Alex War Tank - O padre é a lei. Ele anda na rua às horas que quis.

É difícil ter uma banda de Heavy Metal em Coimbra? Ou seja, pelo facto de vocês se vestirem de preto e serem músicos, as pessoas veem-vos como uma banda ou como uma tuna?
Alex War Tank - A banda neste momento já não está em Coimbra, está distribuída por Lisboa, Coimbra e Aveiro. Mas como nós somos provenientes duma republica anti praxe, mais depressa nos confundiam com uma banda de ska reggae do que com uma tuna.
Tiago Steelbringer - Quando pedem uma serenata à antiga a gente faz a vontade e cantamos a rainha da magia negra para animar as velhotas.

Sentem-se pressionados para que o vosso próximo álbum seja um sucesso? Afinal de contas vocês são da terra que deu ao mundo o André Sardet…
Alex War Tank - Estamos condenados ao sucesso, a partir dai não há muito a fazer. É como eu ser belo percebes? Vou quê, mutilar-me?
Tiago Steelbringer - Estamos a seguir as pisadas dele e fazer um album direcionado às crianças, com historias de terror, florestas malditas e bebedeiras na cripta de morto, para que possam ter uma noite descansada e sonharem com cenas cor de rosa e o caralho que eles sonham.

Vocês foram tocar ao Wacken só por causa da cerveja, não foi? Vá lá, confessem.
Alex War Tank - Nós nem direito a cerveja tivemos. Em termos oficiais claro, porque fizemos questão de roubar umas grades de cerveja a uns dinamarqueses. Que se lixem, ganham o triplo de nós, fomos uma espécie de midnight robin hood.
Tiago Steelbringer - Eu bem queria mas houve um cabeludo que foi por mim!
Alex War Tank - Querias! Agora nem ao Vagos vais, vais tocar Discharge ao palco Z do Barroselas , ou nem isso! Eu e o Tiago nem conseguimos tocar no palco punk do Barroselas. A nossa popularidade está neste nível hoje em dia.

Há quanto tempo é que foi a vossa última confissão?
Alex War Tank - Neste momento. E uma confissão do coração. Mas também me confesso regularmente ao padre, embora ele já não esteja na banda. Faz aquela consulta por telefone, e perdoa-me pelos pecados que não cheguei a cometer.
Tiago Steelbringer - Ora bem, a ultima vez que lá fui roubei o cesto das esmolas depois fui confessar e a coisa n deu certo, pensei que o padreco não podia contar as merdas que a malta faz!

O que vocês fariam se de repente deixasse de existir cerveja em todo o mundo?
Alex War Tank - Deixava eu de existir. Sinceramente, que cenário apocalíptico, como te atreves a descrever-me semelhante agonia? Isso era o inferno na terra.
Tiago Steelbringer - Aproveitava para criar a minha marca de cerveja e obter o monopólio do negócio, pouco depois dominava e mundo.

No vosso álbum de estreia, têm uma música chamada "À Boleia Com O Diabo". Quem foi o político que vos deu boleia?
Alex War Tank - O Narana Coissoró. Ou então o Durão Barroso na sua fase maoista.

Quantas vezes é que o vosso baterista já vos aleijou nas mãos ao tentar recriar com as baquetas aquela cena da faca no filme “Aliens”?
Tiago Steelbringer - N
ão aleija porque precisa dos dedinhos da malta pa tocar e pra outras coisas pouco ortodoxas.
Alex War Tank - Nunca me lembrei disso, mas agradeço-te a dica. Normalmente o registo cinematográfico que mais associo à minha pessoa e eu a tentar tocar algo de jeito, e pareço o Eduardo mãos de tesoura a segurar nuns talheres.

Vamos jogar ao jogo Marry-Fuck-Kill. Ou seja, com quem é que vocês casavam, fodiam ou matavam? a) King Diamond; b)Bruce Dickinson; c)Rob Halford.
Alex War Tank - a) King Diamond: casava; b) Bruce Dickinson: fodia; c) Rob Halford: era fodido
Tiago Steelbringer - a) King Diamond: marry; b) Bruce Dickinson: kill; c) Rob Halford: fuck

Últimos comentários.
Alex War Tank - Estamos de volta, portanto se esperam musica brutal, altamente técnica, carregada de groove (o que raio é groove metal?), com passagens infinitas, vozes brutais e composições inovadoras venham ao nosso concerto. Há grande probabilidades que partilhemos o palco com uma banda dessas.
Tiago Steelbringer - Drink, fight, and fuck, drink fight and fuck.


Género:
Heavy Metal

Line-up:
Lex Thunder - Voz
Tiago Steelbringer - Guitarra
Iron Fist - Guitarra
Widowmaker - Baixo
Alex War Tank - Bateria


Discografia:
2009 - The Priest Is Back (demo)
2009 - Rainha da Magia Negra (EP)
2011 - Midnight Priest

Páginas oficiais:



15 abril, 2014

14 abril, 2014

Laughbanging entrevista Perpetratör

Os Perpetratör são uma bomba thrash. Bomba por terem aparecido na cena nacional tão de repente e com um som poderoso daqueles. Tal como uma bomba, o pessoal deve ter pensado: "Perpetratör? Não conheço? BUM!!!! Eeeeepáááá´.... Mas o que é isto??? Tenho os cabelos em pé!"
A banda foi formada em 2008 pelo Rick mas foi em 2013 que, com ajuda do Paulão e Marouco é que levantaram o rabo do sofá para thrashar a sério como se não houvesse amanhã.
O Laughbanging entrevistou a banda onde participaram todos os elementos para esta conversa: Rick, Marouco, Paulão e até o baterista de sessão Ângelo Sexo.


Estão satisfeitos com este vosso 1º álbum? Se ele estivesse à venda no Continente, quanto acham que daria de desconto em cartão?
Marouco - Não estamos satisfeitos porque não gostamos muito das músicas e só por isso é que poderíamos equacionar um desconto no Continente de, vá, 0,5% para poupar os ouvintes acérrimos de metal que vão ao continente.
Paulão - Estou satisfeito apenas com a prestação do Ângelo Sexo. No Continente daria desconto sim, assim como tickets de cabeleireiro e um six-pack de cerveja entregue em mão pela Leopoldina.
Rick - Eu estou satisfeito e acho que o álbum poderia dar desconto em cartão, ou seja, quem o comprasse poderia depois ir à secção de papelaria comprar cartão e ter um desconto substancial (talvez 66,6%). Ângelo - Eu por mim gosto. Eu nem sou muito da cena do Metal, mas como o resto da banda acha que eu sou uma máquina a tocar, lá lhes vou safando as gravações e acho que até ficou bom.

Normalmente o trajecto de uma banda é: ensaiar, dar concertos, lançar demo-tapes, depois gravar um single ou um EP e só depois um álbum. Curiosamente, a carreira dos Perpetratör está ser no sentido inverso pois começaram por gravar um álbum. A pergunta que se faz é: há planos para ensaiar?
Marouco - Somos muito à frente; tivemos uma visão de dois álbuns. Sim, já temos 2 álbuns gravados. Isso de ensaiar é para quem não tem a química inerente para ser um Perpetratör. Recentemente fomos vítimas de bullying para tocar num festival. Tivemos que dizer que sim senão ficávamos sem os berlindes... Acho que não vamos ensaiar, isso requer tocar e nós não estamos para aí virados.
Rick - Para não perdermos tempo resolvemos fazer as coisas ao contrário e começar logo por lançar um álbum por uma boa editora dos Estados Unidos. Agora vamos lançar um split 7” por uma editora nacional. E a seguir vamos gravar uma demo em cassette. No trabalho posso tirar fotocópias de borla desde que ninguém veja e portanto as capas estão safas! Depois disso somos capazes de formar a banda, talvez.
Paulão - Planos? Isso dá bué trabalho.
Ângelo - Não posso ensaiar muito porque tenho problemas cardíacos e tive um parente que até morreu por causa disso.

O vosso álbum não só foi lançado em CD, bem como em cassete. A caneta BIC vem incluída?
Marouco Não e estamos deveras desgostosos com a editora que optou pelo cubo mágico em vez da caneta.
Rick - Não vem a Bic mas talvez venha um bico, pelo menos para nós, uma vez que agora somos músicos e dizem que há groupies e tal.
Ângelo - Não preciso da caneta porque tenho um patrocínio de uma empresa de pilhas e portanto posso rebobinar a cassette no walkman.

O formato cassete é um formato antigo e menos utilizado nestes tempos. Que outro dos seguintes formatos obsoletos vão escolher para lançar o próximo álbum e porquê: Minidisc, DAT, bobine, caixinha de música ou grafonola?
Ângelo - Qualquer coisa analógica… só não gosto de coisas digitais e programadas e tal.
Marouco Estamos muito interessados num flexi disc, aqueles vinis que de vez em quando apareciam numas revistas, é um objectivo.
Rick - Queremos lançar um daqueles cartões de Natal que quando se abriam davam música e acendiam umas luzinhas.
Paulão - E vamos ter também algumas músicas compostas em código morse que deverão ser depois transmitidas numa estação SW ou MW, talvez até em AM.

Vocês têm faixas como: "Doomed to Death", "Nothing Left to Kill", "Death to All",... O que é vos anda a irritar?
Marouco O gajo da editora que não fez o cubo mágico.
Rick - Irrita-me pensar que se me acabou a tinta da caneta de feltro molin vermelha, e que queria pintar o logotipo nas fotocópias das capas da demo tape que vamos lançar e já não vai dar. Já só tenho azul cueca, amarelo torrado e verde escarreta.
Ângelo - Irrita-me que a banda não queira que eu toque mais depressa, porque tenho muita confiança em mim próprio e sei que seria capaz de o fazer.
Paulão - Nada me irrita, se vires na perspectiva certa essas músicas falam de amor pelo próximo. 

“Diabolus In Musica” de Slayer, “Roots” de Sepultura e “Endorama” de Kreator, quais destes icónicos álbuns thrash mais vos influencia?
Paulão - Muito bons esses, mas o que mais me influencia é, claro, o "Push", dos grandes Thrashers "Bros".
Marouco Sinceramente não conheço nenhuma dessas bandas, estás mesmo a falar de bandas de Thrash metal?
Rick - Todos esses álbuns são enormes influências porque bem demonstram que mesmo os maiores podem descer à merda mais completa, se andarem atrás do lucro. Portanto são álbuns icónicos dessa realidade. Hoje em dia as modas do pseudo-Metal são outras, portanto talvez tenhamos de fazer um álbum de djent, que parece nome de casa de banho de homens, ou de shoegaze, que nem faço ideia do que seja.
Ângelo - Prefiro músicas sobre piratas. O meu sonho é lançar um álbum pirata.

Sendo vocês uma banda retro até na maneira de vestir, também usam calças apertadas ou isso são mesmo leggings?
Marouco Tecnicamente o nome é lycra mas para o vulgar dos mortais são leggings. Graças às lojas dos chineses temos uma grande variedade de escolha, e para o concerto estamos a pensar mudar de indumentária a cada meia música, por isso o chinês aqui da esquina vai ter uma páscoa jeitosa.
Rick - Nunca aderi muito à lycra porque sempre achei que a lycra aderia muito a mim.
Ângelo - Não posso usar lycra, faz-me mal à circulação.

Há quanto tempo é que não lavam os vossos casacos de ganga?
Marouco Aqui ninguém lava nada... quando as cuecas ficam coladas à parede decidimos ir buscar outras à gaveta.
Rick - Não o lavo, tenho medo que os patches desbotem.
Paulão - De vez em quando apanham com uns pingos da chuva, é suficiente.
Ângelo - Não costumo usar, a ganga ganha muita electricidade estática.

Tocar à borla num bar minúsculo na Cruz-de-Pau ou ganhar 2500 euros para tocar no Somos Portugal da TVI com apresentação do Nuno Eiró. Qual preferiam?
Marouco - €€€€€€€€€€€€€€€€€€€€€€€...amamos o Nuno Eiró.
Paulão - Nuno Eiró claro, até de borla.
Rick: Preferia tocar na Cruz Quebrada (aos céus).
Ângelo: Sou muito tímido, não gosto de câmaras, mas também não toco ao vivo por questões de saúde.

Se vos fosse possível ressuscitar um lendário músico thrash, qual seria: Cliff Burton, Jeff Hanneman ou James Hetfield?
Paulão - O quê? O Cliff Burton morreu?!!
Rick - Preferia matar o James Hetfield e o resto dos Metallica.
Ângelo - Ressuscitava aquele meu parente, que também era bom músico e chegou a gravar álbuns.

Últimos comentários:
Rick - Obrigado pela entrevista! Preparem-se para o ataque metálico nuclear extraterrestre do inferno! Sabem a piada da senhora que vai ao médico e pergunta: senhor doutor, posso tomar estes comprimidos com o período? E ele responde: Poder pode, mas é melhor tomar com água!

Género:
Thrash Metal

Line-up:
Rick - Voz, baixo
Paulão - Guitarra
Marouco - Guitarra
Ângelo Sexo - Baterista de sessão

Discografia:
2014 - Thermonuclear Epiphany

Página oficial:
https://www.facebook.com/perpetratorthrash





Anal Blast

Anal Blast: a banda preferida de um proctologista.



13 abril, 2014

Laughbanging entrevista Ravensire

Os Ravensire são uma banda de puro heavy metal. Há tanto metal na música da banda que há detectores de metais que vão começar a chamar-se de detectores de Ravensire.
Recentemente foram tocar à Grécia e viram-se gregos com tanta peripécia. (Pedimos desculpa pela piada fácil e rebuscada). Mas tiveram tanto sucesso lá que até agradaram a gregos e a troianos. (Pedimos desculpa por mais uma piada fácil e rebuscada).
O Laughbanging esteve à conversa com o Nuno Mordred.



Tendo em conta o estado do país, não acham que o vosso álbum “We March Forward” se devia chamar “We March Backwards”?

Depende do que vem a seguir ao "Forward". Podes estar a marchar forward para o abismo e, nesse caso, faz todo o sentido! Como diria o saudoso João Pinto do FCPorto... "Estávamos à beira do abismo, mas tomámos a decisão certa: demos um passo em frente".

A vossa música está cheia de riffs galopantes pelo que ficámos na dúvida. Vocês ensaiam numa garagem ou num picadeiro?
Ensaiamos numa garagem, mas temos o cuidado, quando estamos a compor, de levar muito cavalo para as sessões, de modo a dar aquela inspiração extra. Talvez seja daí que vem o nosso som característico galopante.

Um dos vossos elementos pertenceu aos Ironsword, um dos vossos temas é Iron Pits, o vosso EP de 2012 é Iron Will... Pretendem ser a cura musical para os metaleiros com anemia?
E esqueceste-te que o álbum foi gravado no "Iron Pit studio". Por acaso, a banda esteve para se chamar Iron on Iron, mas depois achámos melhor não, pois com tanto "Iron" isto ainda enferrujava depressa. Basicamente é a nossa maneira de homenagear o nosso período histórico preferido: a idade do ferro!

A letra da música Night of the Beastslayer é dedicada a que político?
No próximo álbum é que vamos ter uma música dedicada aos nossos políticos em geral, já que não gostamos de particularizar nesse aspecto. A música vai chamar-se simplesmente "Perish in Flames while you Feel the Fire and don't expect to be Released From Agony but rather Torn To Pieces... of Death"

Nota-se que os Ravensire são fãs de música antiga devido ao heavy metal old-school que praticam. A capa a preto e branco deve-se à banda gostar do cinema dos anos 40 ou é por outra razão?
Falta de dinheiro... Sabes como é a cena portuguesa! Ninguém apoia as bandas... A malta esforça-se, esforça-se, mas ninguém dá o devido valor... As editoras não apostam no que é nacional... Os fãs preferem ver as bandas estrangeiras do que apoiar o Metal nacional (alguém se lembra de mais alguma queixa?). Assim, sem dinheiro, não se conseguiram comprar as tintas para colorir o desenho. O Pedro Rebelo (o artista) ainda pôs lá uns números, para nós sabermos qual a côr a utilizar, mas como não houve nenhum mecenas a patrocinar as tintas... Olha, chapéu...

Vamos lançar aqui um boato. Ouvimos dizer que vocês gostam de cerveja sem álcool. Comentem.
Cerveja sem álcool é como sexo sem orgasmo; ou carro sem acelerador; ou poesia sem rimas; ou guitarras sem cordas; ou aliens sem uma segunda boca cheia de dentes; ou o Zé Rockhard sem os seus off-sides; ou já chega de comentário?

Que tipo de pesadelos é que um músico de Heavy Metal pode ter quando dorme? Que desafinou num concerto, que lhe roubaram a guitarra, que é ele que está de cuecas na capa de “Into Glory Ride” dos Manowar…
Pior que isso tudo é estar a tocar um concerto de tanga, a guitarra desafinar-se e desaparecer e o som que sai das colunas é "Coz I'm on top of the world" (obrigado por teres posto um vídeo disto no teu canal, a propósito...).
Em relação à capa do "Into Glory Ride": só tenho a dizer que PILEDRIVER ao vivo no século XXI é impossível de bater.

A banda teve honras de tocar num Festival na Grécia. Posto isto, pergunta-se: o iogurte lá é bom?
Reduzir a experiência na Grécia ao iogurte é cometer um crime... Atenas é uma metrópole fascinante! Gastronomicamente falando, há outros pratos típicos que põem o iogurte a um canto! Assim de repente, lembro-me das belas pizzas... Lembro-me de umas tâmaras iranianas que levaram o Zé Rockhard ao êxtase... Lembro-me das pitas shoarmas que foram (juntamente com as pizzas) a base da nossa alimentação (havia quem quisesse das outras pitas, mas a sorte não sorriu aos audazes)... E que dizer dos croissants pela manhã??
E depois há fenómenos por lá absolutamente desconcertantes como, por exemplo, árvores que andam em sentido contrário e vão chocar contra o Zé Rockhard... Ou shots de ouzo e tsipouri que põem um guitarrista (o mesmo já referido) a cantar King Diamond em altos berros pelas ruas da cidade. Enfim, uma experiência a todos os níveis edificante!
Voltando ao Iogurte, é curioso notar que nos supermercados gregos há as prateleiras a anunciar "Iogurte" e as outras a anunciar "Iogurte não Grego".

Cuecas, boxers e soutiens Ravensire. Acham que seria uma boa ideia para o vosso merchandising ou nem por isso?
Na realidade não. Pensámos a dada altura fazer fios dentais RAVENSIRE, mas quando percebemos que só no XXXXXXXXXXXL é que dava para ver o logo completo, achámos um bocado foleiro e portanto abandonámos a ideia da roupa interior.

Para finalizar, o que dizem os vossos olhos?
Como diria o poeta, os nossos olhos dizem o que a tua boca quer ouvir!

Últimos comentários.
Já chega de burrice, por isso aqui vão umas palavras de alta elevação intelectual: STAY TRULL!


Género:
Heavy Metal

Line-up:
Rick Thor - Voz, Baixo
Nuno Mordred - Guitarra
Zé RockHard - Guitarra
F - Bateria

Discografia:
2012 - Iron Will (EP)  
2013 - We March Forward
2013 - Split com Terminus

Páginas oficiais:
http://www.facebook.com/Ravensire
http://www.myspace.com/ravensire.epic
http://www.reverbnation.com/ravensire
http://soundcloud.com/ravensire

09 abril, 2014

Laughbanging entrevista Martelo Negro

Os Martelo Negro são uma banda que não bate bem da tola. Basta visitarem a sua página de Facebook e ler as informações da banda. Por esse facto, achamos que são a banda ideal para uma entrevista no Laughbanging.
Anteriormente denominados de Black Hammer, os Martelo Negro são uma banda que afirma tocar N.W.O.P.P.O.B.S.T.M., ou seja New Wave of Portuguese Proudly Obsolete Black Speed Thrash Metal e os seus músicos já andam nestas andanças do heavy metal desde os tempos em que se usava um rádio com duplo deck para gravar álbuns usando cassetes Skyrol ou Smat (que eram as mais baratas).
O Laughbanging entrevistou o "cientista maluco" desta banda, The Beyonder.


Ao dar uma vista de olhos nas vossas letras, é impossível não falar sobre religião. No vosso entender, Deus existe ou é como aquele avião na Malásia?
Deus existe e é mais caprichoso do que se possa pensar! O desaparecimento do malfadado avião é obra de Deus, com uma pequena ajuda do Diabo e da Nova Ordem Mundial!

As vossas letras em português já são escritas conforme o Novo Acordo Ortográfico?
Claro! Como boas ovelhas de rebanho que somos, seríamos incapazes de o fazer de outra forma! Tudo em nome de uma salutar Lusofonia Pan-Lusitana Corporativo-Imperialista! Por falar nisso, a ver se nos lembramos de corrigir o titulo do album de “Equinocio Espectral” para “Equinocio Espetral”!

Mudaram o nome de Black Hammer para Martelo Negro. Foi devido a alguma transferência de patrocínio da Home Depot para a Assicomate ou foi por outra razão?
Não! Foi mesmo por razões de puro marketing! Inicialmente, queríamos mudar para Xutos e Pontapés mas alguém nos alertou para a existência de uma casa de chuto em Campo de Ourique com esse nome e acabámos por optar por Martelo Negro. Porquê? Porque não?

Todos os elementos da banda usam pseudónimos como Bwzwys Narconomikon, Arrno Maalm e Thamuz. Será requisito para pertencer à banda ter nomes de bactérias infecciosas ou poderão eventualmente um dia usar o nome que está no Cartão do Cidadão?
Posso dizer-te que quando o Bwzyws saiu da banda fizemos um casting para recrutar um novo baterista . Apareceram alguns bastante decentes mas foram todos recusados por terem nomes…vulgares! Recordo-me, com alguma pena, de ver um rapaz forte chamado Nick Barker verter algumas lágrimas depois de lhe dizermos que não havia lugar para ele na banda pelo simples facto de ter um nome básico e facilmente memorável.

The Beyonder, ainda te lembras de todas as bandas e projectos musicais que criaste ou tens de consultar a Encyclopaedia Metallum?
Não me lembro sequer dos nomes dos meus animais de estimação, quanto mais dos projectos que tenho criado ao longo dos anos! Já agora, o que é isso da Encyclopaedia Metallum? Um fórum de receitas da Bimby para metaleiros?

Se houvesse um convite para actuar no Santuário de Fátima, como seria esse concerto?
Seria algo de megalómano! Consideraríamos, inclusive, a hipótese de tocarmos com guitarras, baixo e bateria! Acho que, nessas circunstâncias, valeria a Pena! MAS….os três pastorinhos teriam que ser os roadies de serviço e teria de haver muitas groupies, mesmo que tivessem os joelhos esfolados e cera derretida sobre as mãos!

Se pudessem inventar um prato culinário chamado Martelo Negro, do que seria composto esse prato?
Muito provavelmente seria algo gourmet ao máximo, com tinta de choco, ovo de duas gemas estrelado, bacon com bolor, cerveja ARGUS do Lidl, pão de forma BIMBO, ketchup fora do prazo, crucifixos de chocolate (invertidos, claro) fiambre reles do Lidl, entremeada de galinha (preta, claro) e sementes de sésamo colhidas pelas unhas dos pés de um GNR defunto numa noite de eclipse lunar, tudo embrulhado em páginas do livro de São Cipriano e servido, com requinte, por um sacristão com acne! Seria a NECRO-FRANCESINHA MARTELO NEGRO, o prato ideal para se servir numa qualquer ceia de Páscoa.

Já fizeram algum ritual? O sangue que vocês bebem é processado, geneticamente modificado ou é de cultura biológica?
Fazemos com muita regularidade, invocamos Lúcifer e, ocasionalmente, Cristo himself, depende de quantas pessoas nos fazem falta para disputar um torneio de matrecos esotéricos nessa noite! E, não, não é processado, é mesmo sangue a valer, proveniente da menstruação de freiras noviças que curtem bués o nosso som e que nunca nos deixam faltar nada, seja sangue, sífilis ou somente apoio espiritual…

Não sabemos se é do vosso conhecimento mas está a ser preparado um filme sobre a morte de Carlos Castro. Se vos convidassem para fazer a banda sonora, estariam dispostos a mudar o vosso nome para Saca-rolhas Negro?
É do nosso conhecimento, sim! Claro que teríamos todo o gosto em fazer a banda sonora desse filme e não nos importaríamos nada de mudar, temporariamente, de nome! Se bem que a comunidade dragqueen portuguesa não iria ficar muito satisfeita…

Há quanto tempo é que não vão ao psiquiatra?
Desde a última vez que nos cruzámos nos corredores do Júlio de Matos! Recordas-te?

Últimos comentários.
Eat your vegetables, exercise, worship Satan!


Género:
Death/Black/Thrash Metal

Line-up:
The Beyonder - Voz, Baixo
Thamuz - Guitarra
Melkor - Guitarra, Voz (backing)
Arrno Maalm - Bateria

Discografia:
(Black Hammer)
2007 - Winds of Carrion (EP)
2009 - Sob os Cascos de Satã (Single)
2009 - Bela Lugosi Is Dead, Buried and Forgotten (Single)
(Martelo Negro)
2009 - Hierofante em Chamas (Demo)
2011 - Sortilégio dos Mortos
2013 - Antologia Grotesca (MMVI-MMXII) (Compilação)

Páginas oficiais: