Neste episódio escolhemos 6 músicas da nossa preferência (e para cada um) que merecem destaque pelas razões que dizemos no podcast (tem que ouvir mesmo).
Aqui vamos ouvir:
The Crown - Death metal holocaust
Mucky Pup - Knock knock
Brutal Truth - I see red
Holy Terror - No ressurection
Hateplow - Addicted to porn
Destroyers - Królestwo zla
30 janeiro, 2017
Laughbanging Podcast #46: Laughbanging recomenda
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24 janeiro, 2017
Laughbanging entrevista Mata-Ratos
Mata-Ratos, pá! Mãe, olha para mim a entrevistar aquela banda que odiavas! Se depois disto a Ultraje nos der a hipótese de entrevistar os Peste & Sida e o João Ribas (é só descobrir uma taróloga que tenha o número dele no Além), podemos morrer felizes. Mata-Ratos, pá!
Quantas vezes vocês foram expulsos de um bar?
Esta semana? Não há nenhum bar em que tenha entrado sem sofrer imediata expulsão. Na verdade já perdemos a conta dos cartões vermelhos etílicos e pensei mesmo criar um cartão de ponto para conseguirmos fazer a estatística da coisa. Acho que aquelas placas de proibido - com o desenho do que parece um cão - nos são destinadas, os gajos que se dedicam á arte da placa não sabem desenhar um infame em condições. Já agora o Real Sport Clube Massamá tem uma claque de malta mal comportada que se chama «Expulsos do Bar»
Miguel, tu que já passaste por tanta coisa em mais de 30 anos de carreira, que sonhos vês nas bandas que estão agora a começar e que gostavas de destruir?
Destruía o sonho de pensarem que a vossa banda alguma vez será um pedacinho melhor do que a ‘banda um pouco pior do que a merda’. Esqueçam, esse titulo é vosso para toda a eternidade.
Lá em casa tenho os CDs organizados por ordem alfabética. Resultado: o “Rock Radioactivo” está junto ao “Kings of Metal” de Manowar. Vêem alguma relação?
Aparentemente se há relação possível não será entre os peitos lisos e musculosos dos monarcas do metal e a barba taliban do Chico. A licra também não é o nosso forte, nem os solos épicos. Mas há quem nos ache uns bárbaros…pode ser por ai.
Além de um Tsunami de Cerveja, que outros desastres naturais gostarias que acontecessem?
Sem dúvida que, para partir em folia, se impunha desde logo um maremoto de Medronho ou uma avalanche de Caipirinhas. Desde que envolva álcool parece-me natural que termine em desastre.
(Artigo publicado na revista Ultraje #6 - Setembro / Outubro 2016)
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Master Chef Metalhead
Longe vai o tempo em que o homem não sabia cozinhar. Aliás, as mulheres querem-nos dinâmicos, expeditos, ágeis… Pedimos desculpa. Por momentos pensámos que estávamos a escrever para a Men’s Health. Continuando. Um homem do metal também tem de domar o Iron e o Steel da cozinha! Enquanto isso não acontece, é bem provável que até lá façamos algumas destas figuras:
Preparas um jantar surpresa à luz das velas para a tua namorada, mas ela foge ao achar que a estás a atrair para um ritual satânico.
Sempre que vês o 24Kitchen lamentas o facto de nunca conseguires encontrar alguns daqueles ingredientes no supermercado, nomeadamente a Filipa Gomes.
Sempre que ouves Hatebreed deixas-te levar por aquele sentimento de ”Ya, sou muita mau, sou buéda forte”, mas depois vais lanchar e bebes um Nesquick.
Gostas de ouvir o som das batatas a fritar porque te lembra as demo-tapes de bandas de grindcore e black metal que ouvias há anos atrás.
Tentas fazer um bife com molho de cerveja mas acabas por beber tudo enquanto preparas o acompanhamento.
Mexes de forma circular com a colher de pau a comida na panela, não porque na receita o diz para fazer mas porque te faz lembrar um "circle pit".
Se fizessem uma aplicação estilo Shazam que identificasse cheiros, os teus bifes seriam confundidos com o de pneu queimado.
Os gritos que dás na cozinha, pelas mais variadas situações e desastres, vão desde o gutural grave de um Chris Barnes até ao agudo estridente de um Rob Halford.
As botas da tropa que usas para ir aos concertos, também as usas na cozinha para não te cortares com os vidros partidos espalhados pelo chão devido à tua "experiência culinária".
A tua companheira está a reclamar porque a comida está a demorar muito a ser feita e tu dizes que é uma receita nova chamada "Bitoque à Desire".
Sabes que estás há tempo demais na cozinha quando dizes que viste a cara do Abbath na torrada.
Cozinhas tão mal que os teus amigos fazem desafios nas tuas costas do género: “Preferias jantar na casa do Jorge ou ouvires o último álbum de Morbid Angel?”
A comida que confeccionaste fica tão crua e mal composta no prato que mais parece uma capa dos primeiros álbuns de Cannibal Corpse.
Sempre que te sentas à mesa para comer, fazes dos talheres baquetas de bateria, batendo em tudo o que te rodeia, como se fosses uma espécie de Mike Portnoy dos Stomp.
Sempre que a tua companheira pede uma carcaça, tu entregas-lhe um álbum de Carcass. Tu riste-te sempre. Ela nem por isso.
Fazes o símbolo da cruz invertida com os talheres sempre que comes bacalhau da Noruega.
Tens medo de que te apelidem de falso metaleiro só porque não comes alimentos ricos em ferro.
Cortas fatias de pizza com um cd, mas não te importas que se estrague. Afinal de contas, é o "Lulu" dos Metallica.
(Artigo publicado na revista Ultraje #5 - Junho / Julho 2016)
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Metallica e os álbuns "Kill 'Em All" e "Ride The Lightning"
Este é provavelmente o maior desafio que alguma vez nos propuseram: falar bem de Metallica! Ao lado disto, coisas como correr uma maratona ou concluir uma licenciatura até parecem fáceis. É que as piadas não estão no “Kill ‘em All” ou “Ride the Lightning”, mas sim no “Load” e “Reload”… já para não falar do “Lulu” (Xiça! É que nem o título do álbum se aproveita!)
Trauteemos a “Ecstasy of Gold” nas vossas cabeças e vamos a isto!
Kill 'Em All (por Gustavo Vieira)
Grande nome para um álbum. A ideia para o nome deve-se a um desabafo de Cliff Burton sobre o facto das editoras terem rejeitado a ideia inicial para a capa e nome do álbum. O baixista disse: "Just kill 'em all". E assim ficou. Em Portugal, esse desabafo poderia ser para tanta coisa. O nome do álbum era para ter sido "Metal up your ass". Em Portugal, esse desabafo também poderia ser para tanta coisa.
A capa de Kill 'Em All ilustra o que parece acontecer quando se ouve o álbum pela primeira vez: é como uma machadada na cabeça que provoca danos e sangue espalhado pelo chão. É um álbum poderoso e tem tanto de violento como de calmante. É como aquela sensação de stress numa fila para entrar no recinto do concerto e quando entramos vamos direitos para o bar e bebemos uma cerveja de shot. Violento e calmante.
Como qualquer álbum de estreia, tem muitas influências das bandas preferidas dos músicos o que faz com que ainda não represente a verdadeira identidade da banda. Mas, vendo o percurso geral dos Metallica, ainda não sei bem qual é a verdadeira identidade da banda.
"Hit the Lights", "Motorbreath", Whiplash" e "Metal Militia" continuam a ser grandes músicas de furioso thrash metal que fazem com que qualquer metaleiro arranje uma dor no pescoço e parta meia dúzia de loiças e móveis em casa.
Agora quando oiço o álbum, estranho a voz jovem do James Hetfield. Parece que ainda estava na mudança de voz. Aliás, vendo os vídeos dessa altura parecia mesmo que ele ainda estava na puberdade.
Ride The Lightning (por Paulo Rodrigues)
O meu primeiro contacto com o “Ride the Lightining” aconteceu tinha eu 2 anos. Meti os dedos numa tomada eléctrica e ZZZZZZ (Perceberam? Raio? Choque? Ok…). Agora a sério… tal como muitos metaleiros, Metallica foi das primeiras bandas que ouvi quando comecei a dar os meus primeiros passos neste mundo alegre, colorido e altamente lucrativo que é o Heavy Metal. Só para contextualizar: tinha 15 anos, a minha 1ª namorada acabara comigo e as minhas notas de escola mais pareciam um nº de telefone. E este álbum compreendia toda a minha dor e revolta, especialmente a música “Fade to Black” que devo ter ouvido mais vezes do que o Ronaldo já ouviu a palavra “gay”. Contudo, o “Ride the Lightning” é muito mais que uma balada. Todas as músicas são excelentes, ou como se diz agora, “TOP”. Aliás, ao reouvir o disco para escrever este artigo dei comigo a pensar: “Porra! Isto não é um álbum. Isto é um Best Of!” Só é pena que não o possa ouvir mais vezes, pois o meu médico disse-me para evitar os fritos (Perceberam? Cadeira eléctrica? Fritos? Desisto…). Não gostava de terminar sem antes vos deixar uma convicção minha… atendendo à qualidade dos últimos discos, se os Metallica fossem portugueses, acredito que por esta altura já tinham lançado um álbum de versões em kizomba. A sério! Até já estou a imaginar o título: “Master of Kizomba”, ou “…And Kizomba for All”, ou o meu favorito “Kizomba ‘Em All”.
(Artigo publicado na revista Ultraje Especial Metallica - Junho 2016)
Sabes que estás velho quando...
Os que vêem o copo meio cheio chamam-lhe amadurecimento. Já para os mais pessimistas, o avançar da idade não é mais do que ficar velho, podre e decrépito. Enfim, coisa digna de uma capa de Cannibal Corpse. Está atento aos sinais!
Sabes que estás velho quando:
Mal entras no recinto de um concerto, procuras por um espaço para te poderes sentar.
Estás tão feio ao ponto de desconhecidos te perguntarem se tocas em Slipknot.
Outrora ágil e rápido, a tua mobilidade é cada vez mais parecida à de um álbum de Desire.
O teu casamento foi numa altura em que o heavy metal ainda não tinha sido inventado.
Usas cada vez mais roupa preta, não só porque és metaleiro, mas também porque os teus amigos de infância começam a falecer.
A última vez que fizeste headbanging foi quanto estiveste com gripe e a tua mãe te perguntou se querias uma canja de galinha, e tu, de termómetro na boca, abanaste a cabeça dizendo que sim.
Ao assistir a um concerto, preferes ficar o mais atrás possível para evitar a confusão, mesmo que não consigas ver nada.
O zumbido nos ouvidos após o concerto demora 1 semana a passar.
Ficas doente com mais facilidade, ao ponto de te poderes constipar só porque estiveste a ouvir Immortal.
Os teus exames médicos mais parecem as letras de Carcass.
Adoras passar boa parte do dia a conversar sobre os bons tempos da cassete e da fanzine a preto e branco.
Queres ouvir uma banda na qual tens o cd e mesmo assim sacas o álbum pela internet só para não ter de levantar e ir à estante buscá-lo.
A tua visão começa a falhar, podendo dar-se o caso de olhares para o vocalista de Anthrax e te questionares quem é aquela gaja.
Começas a trocar o nome dos álbuns das bandas, sendo provável que venhas a dizer coisas do género: “O meu álbum favorito de Slayer é o “Roots.””
Substituis o headbanging e o slamdancing por simplesmente bater com o pézinho.
Falam-te de uma banda nova que não conheces e, para não dares parte fraca, aproveitas-te do facto de estares velho e dizes “Bem, já são 9 da noite. Tenho de me ir deitar.”
Chocas as pessoas com as tuas opiniões controversas, do género: “Estou-te a dizer! O Rob Halford só consegue fazer aqueles agudos porque é maricas.”
O médico proíbe-te de ouvires Dragonforce. Faz-te subir a tensão.
Vibras quando a banda diz que vai tocar a última música, mesmo que seja a tua banda preferida, só porque queres ir para casa.
O guitarrista atira uma palheta que cai mesmo ao teu lado e não te apetece baixar para apanhá-la.
Fazes crowdsurfing e adormeces a meio.
Demoras mais tempo a beber uma cerveja porque estás cansado.
Estás com vontade de ir ver um concerto mas sempre que chega o dia não te apetece ir.
As tuas idas à casa de banho são uma mistura entre Extreme Noise Terror e Nuclear Assault.
Já não consegues ouvir o baixo em Overkill.
(Artigo publicado na revista Ultraje #4 - Abril / Maio 2016)
10 coisas que um metaleiro deve fazer antes de morrer
A morte, inevitavelmente, acabará por chegar. Podemos tentar adiar… comer de forma saudável, fazer exercício físico, mas não há como escapar. Um dia ela bater-nos-á à porta, de phones, a ouvir 30 Seconds to Mars (é assim que a imaginamos). Até lá, façamos isto:
Ir a um grande festival: atenção, não estamos a falar do Rock in Rio, do SuperBock SuperRock ou da Festa do Avante! Estamos a falar de festivais a sério! O Wacken, na Alemanha; o Hell Fest, em França ou, se tiveres dinheiro para fazer mais uns quilómetros, o VOA em Corroios.
Conhecer a história do heavy metal: é educativo e interessante saber como tudo começou e o que se tem passado até aos dias de hoje. Nem que seja para evitar dizer barabaridades como: "Limp Bizkit é uma banda de heavy metal", "o heavy metal renasceu nos anos 90 com o Black Album dos Metallica" ou "NWOBHM é uma banda de Inglaterra".
Ver um concerto sóbrio: isso mesmo! Sem nada no teu organismo que deturpe os teus sentidos. Portanto, nada de álcool, tabaco ou bifanas. Existe só um senão: os teus amigos, os teus pais… todos vão passar a chamar-te “João Manzarra”.
Fazer um mosh: é a celebração obrigatória para um metaleiro. Convém observar como se faz, antes de fazeres tu próprio. Saltar do palco sem que haja pessoas para te aparar não costuma resultar bem.
Assistir a um de ensaio de uma banda: para quem nunca esteve numa banda, é curioso ver como eles compõe as músicas, como se comportam numa sala de ensaios, ver as ideias fluir, assistir às discussões, às bebedeiras, às ganzas... Enfim, é quase como se estivesses a ver um reality show da MTV.
Ouvir música em vinil: para muitos dos jovens que nem sabem o que é um disco vinil, isto é algo a experimentar. Além do som ser diferente do cd, nada melhor que colocar aquela agulha no disco, ouvir 10 segundos iniciais de som de batatas a fritar e, de vez em quando, ouvir músicas na rotação mais rápida para sacar umas risadas.
Aprender a tocar um instrumento musical: qualquer metaleiro tem sempre o sonho de tocar numa banda. Já chega de air-guitar, air-bass ou air-drum e passar a usar um instrumento a sério. Nem que só toques 1 acorde na guitarra e a deixas ligada durante 2 horas. Assim até podes dizer que já sabes tocar drone metal.
Levar os pais a um concerto de metal: e filmar tudo! Desde as suas expressões, às suas opiniões, garantimos-vos que nada vos fará rir mais nesta vida!
Viver um dia na vida do teu ídolo: já te imaginaste a viver a vida glamorosa dos teus músicos favoritos? A fazer o que eles fazem? Isso é possível! Se idolatras o Lemmy, troca o café da manhã por whisky. Se és fã de Max Cavalera, deixa de tomar banho. Ou, se quiseres ter um dia igual ao de um músico metalcore, passa-o no psiquiatra.
Fazer uma serenata metaleira: com ela à janela, esfola os teus joelhos na calçada enquanto cantas “Hammer Smashed Face” dos Cannibal Corpse. Ela vai apreciar o teu gosto por bricolage. Depois “Exhume to Consume” de Carcass. Elas adoram um homem que saiba cozinhar. Por fim, “Pleasure Slave” dos Manowar, para que fique claro quem é que manda!
(Artigo publicado na revista Ultraje #3 - Fevereiro / Março 2016)
23 janeiro, 2017
Laughbanging Podcast #45: Bandas que andamos a ouvir
Neste episódio partilhamos a salganhada de coisas que nos têm entrado pelo ouvido adentro nos últimos tempos.
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16 janeiro, 2017
Laughbanging Podcast #44: Bandas ideais para ouvir no Inverno
Está frio. Quais são as bandas ideias para ouvir nesta altura? Bem, basicamente vai dar tudo ao Black Metal nórdico. Falamos aqui de algumas delas.
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09 janeiro, 2017
Laughbanging Podcast #43: Resoluções de Ano Novo
Neste primeiro episódio de 2017, analisamos como foi o ano de 2016 em termos pessoais e profissionais no que diz respeito ao Metal e ao Laughbanging e também fazemos as nossas resoluções para 2017. Basicamente dizer o que queremos fazer mas provavelmente não vai acontecer, como é normal.
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