27 janeiro, 2011

Laughbanging entrevista Dark Wings Syndrome

Os Dark Wings Syndrome vêm de Guimarães e tocam uma mistura de metal com... rock... ou é thrash? Acho que tem algum death metal também... E experimentam sons industriais, achamos nós... Ou não? Enfim. Aqui fica a entrevista ao Barros, para perceberem melhor... ou não.


O vosso álbum de estreia, "Arcane", conta com a participação de 9 convidados. Posto isto, a questão impõe-se: vocês fizeram alguma coisa neste álbum?
Quer dizer… coiso… 9 convidados… pois exacto… mas sim trabalhar cansa, chegou para os nove convidados e para todos nós. Esta foi a maneira que arranjámos de pôr americanos, belgas, norueguesas a trabalhar de borla, pois normalmente é sempre o contrário.

Ainda acerca dos vossos convidados, estive a ver a lista dos mesmos e não vi lá nem Sting, nem Bono Vox. Querem explicar esta ausência?
Pois esta ausência… o Sting adoraria ter participado no nosso álbum mas à última hora teve uma disenteria que para sua tristeza não conseguiu dar o seu contributo. Quanto ao Bono Vox… coiso… banheira… tás a ver humidade… tau, xau e pimba! E pronto tás a ver a coisa né!

O vosso som é um bocado obscuro, um pouco dark. Posto isto, porque razão colocaram a palavra Wings no nome da banda?
Mas então não estás a ver? É tão óbvio, para dar um pouco mais de leveza à coisa.

Sendo vocês de Guimarães, é correcto dizer que onde têm mais fãs é em Braga?
Claro que é correcto desde que sejam muitos fãs podem ser do concelho de Braga e de todo o lado e arredores!

Sinceramente, não percebo o porquê de terem estreado o vosso videoclip "Spiritual Emotions" na Sic Radical. Então, o objectivo não era ser visto?
Sim era mas era sem roupa, mas por alguma razão alguém enviou o vídeo onde já tínhamos todos a nossa roupinha de domingo. Ficámos mesmo muito envergonhados, mas estamos a ultrapassar este incidente com muita ajuda psiquiátrica.

No vosso site oficial, têm uma foto da banda na página inicial, onde só 1 elemento é que olha para a frente. Os outros elementos não sabiam onde era a câmara ou estava uma modelo a despir-se no estúdio?
Para ser o mais sincero possível, aquele dia da sessão de fotografia ainda está muito presente na minha memória. Foi mesmo terrível, o fotógrafo informou que no dia da sessão iam estar no estúdio vários modelos do mundo fantástico da pornografia. Estávamos todos muito entusiasmados para poder começar o trabalho, pois durante e depois deste trabalhinho estávamos a imaginar que ia ser o paraíso. O mal é que ele não informou que as modelos eram da secção “granny” (velhas, gordas e desdentadas). Por isso durante a sessão de fotografia estávamos todos a olhar para sítios diferente para não ver as velhas aos saltos.

Quem é o cabeleireiro do vocalista?
Será que a pergunta se deve a quereres frequentar o mesmo cabeleireiro?! É um cabeleireiro de muita fama e prestígio, no entanto prefere ficar no anonimato.

Últimos comentários.
Gostei da forma divertida que as questões foram colocadas.


Género:
Experimental / Metal / Rock

Line-up
Barros Onyx - Voz
David - Guitarra
Rui - Baixo e Teclado
Carlos - Bateria

Discografia
2010 - Spiritual Emotions (Single)
2010 - Arcane

Página oficial
www.myspace.com/darkwingssyndrome


24 dezembro, 2010

Aparelhagem

O chato de ter uma aparelhagem que não nos permita marcar o número da música que mais gostamos, é estarmos a ouvir o 1º álbum dos Napalm Death e a nossa música favorita ser a nº 27.

29 novembro, 2010

Rick Astley (death metal)

Andy Rehfeldt mistura mais uma obra-prima. Rick Astley em death metal. Excelente. Se ele fizesse essa versão ele próprio, teria mais sucesso do que teve nos anos 80.

22 novembro, 2010

Um deficiente e Cannibal Corpse

Ainda há quem diga que o heavy metal é diabólico. Aqui há uma prova em que dá alegrias até a um deficiente motor.

19 novembro, 2010

Laughbanging entrevista HEAD:STONED

Os HEAD:STONED são uma banda do Porto que estão prestes a lançar o seu 1º álbum... a qualquer altura... pensamos todos.
Já fizeram a primeira parte dos thrashers Onslaught, facto de que essa banda inglesa ainda recordou... mas depois esqueceu-se minutos depois.
Falámos com o Vitor Franco (Vt) e o Augusto Peixoto (Ag) que nos esclareceram muitas coisas sobre a banda... ou não.



Por questões legais, vocês tiveram de alterar o nome da banda de HEADSTONE para HEAD:STONED. Qual a razão de terem colocado um smiley sem boca no meio da palavra? Foi para apelar a esta nova geração de jovens para comprarem o cd?
Vt - Na verdade, o smiley até tem boca. Se reparares, Headstone + :D = HEAD:STONED, noves fora qualquer coisa… Mesmo assim, não sei até que ponto agradaremos a esta nova geração. Talvez se tivessemos metido um X’s e uns K’s lá para o meio… era capaz de ser melhor ideia!
Ag – Canudo! Olha que eu vejo antes este smiley :S
Vt – Ya… deve ser da crise!

Sendo vós do Porto, gostávamos de saber qual de vocês é que atira as pedras ao autocarro do Benfica quando eles vão aí jogar?
Vt – Agora que falas disso… tenho quase a certeza que é a Vera! Isso explicaria o facto de ela só comparecer a cerca de metade dos ensaios. O Pedro não deve ser, porque ele é lampião.
Ag – Eu atirava era ao Orelhas, o Dumbo da mouraria! O bus não tem culpa!

Se tivessem de escolher, o que é que preferiam: dar um concerto para um grupo de 4 ou 5 metaleiros no máximo ou tocar para todo o Mercado do Bolhão?
Vt – Ah, sem dúvida, tocar para 4 ou 5 metaleiros… no Mercado do Bolhão! Não há nada como uma metalada com o aroma misto de peixe e fruta… e pouca gente a ver, como estamos habituados.
Ag – Era uma peixeirada com fruta à mistura! Até as cotas moshavam!

Actualmente têm uma baixista, a Vera. Para além de tocar baixo, ela também vos dá dicas de como deixar crescer o cabelo, mantendo-o sempre limpo e brilhante?
Vt – Evidentemente! Aliás, sem ela, a figura do Nuno e do Pedro nunca seria a mesma. Para o Gusto é que não há remédio e eu, porque me apetece, aplico essas dicas no crescimento da minha farta e lustrosa barba.
Ag – Oh Vitice, não será por causa da limpeza e brilho que ela chega sempre atrasada aos ensaios, ou nem aparece, sequer?!
Vt – Espero que não. Prefiro a teoria do slbus…

Vocês começaram por lançar um EP, sendo que em breve vão lançar o vosso 1º álbum. Depois deste estar cá fora, não temem seguir o percurso normal das bandas portuguesas assim que lançam um CD, ou seja, acabar?
Vt – A ideia é mesmo essa e já andamos a pensar em formas de acabar em grande. Expulsar o Nuno a meio duma tour transribatejana por abuso de substâncias ou ver o Gusto abandonar a banda para se dedicar a uma seita islandesa, são acontecimentos perfeitamente expectáveis num futuro mais ou menos próximo dos HEAD:STONED.
Ag – Isto se o álbum for editado! Ahah!

Em que personalidade do jet-set é que se inspiraram para fazer a capa do 1º álbum "I Am all"?
Vt – “Aquilo” parece-me ter feições do Goucha, mas só o Gusto é que pode confirmá-lo – ou não – pois foi ele o criador da coisa.
Ag – Nope! É o Bolachas, mas sem chicha!

Algumas das vossas adições em concerto é o facto de terem começado a usar uma mascote chamada Maria Alice que é uma boneca insuflável e o vocalista usar um kilt, provavelmente sem nada por baixo. Perguntamos: será por isso que se chamam Pedrados da Cabeça?
Vt – Ia jurar que o nome queria dizer Pedra nos Rins, olha que cena… Não pá, isso faz tudo parte de uma brilhante jogada de marketing – a boneca, claro! A cena do kilt (e obviamente que não revelo se uso ou não alguma coisa por baixo), aliada a um elevado estado de embriaguez, é uma técnica minha para me sentir mais à vontade em palco. Algo que recomendo vivamente a toda a pequenada que desejar vingar neste meio. Tomem nota: saias e cerveja... De nada, ora essa!
Ag – Fogo! Se não usares nada por baixo és afanado!

Porque é que é o vocalista passou a usar saias nos concertos e a baixista usa calças?
Vt – Também não entendo porque é que a Vera usa calças mas isso é problema dela. Raio de feitio…
Ag - A Verice de saia à escocês ia ser lindo, ia! Aposto que seriam só gajos à frente do palco a assoprar!

Últimos comentários.
Vt – Obrigado pela entrevista mas, numa próxima oportunidade, queremos a coisa feita em pessoa e por uma repórter podre de boa. Um pouco de profissionalismo fica sempre bem!
Ag - MAI NADA! Mas seria preferível ser só boa! Podre é que não! Para podre bastam as nossas flatulências (é uma ventosidade anal que pode ser ruidosa ou não e tem um cheiro fétido) na sala de ensaio!


Género:
Thrash Metal

Line-up
Vitor Franco - Voz
Pedro Vieira - Guitarra
Nuno Silva - Guitarra
Vera Sá - Baixo
Augusto Peixoto - Bateria

Discografia
2009 - Within the dark (EP)

Página oficial
www.myspace.com/headstonemetal


13 novembro, 2010

Cancelamentos

Notícias típicas sobre os concertos em Portugal: o concerto dos D.R.I. foi adiado para Março e Alice Cooper já não vem a Portugal. E ainda é Sábado.

09 novembro, 2010

Bêbado

Um metaleiro bêbado é capaz de dizer coisas do género: "A minha música preferida dos Death é a sexual healing".

08 novembro, 2010

07 novembro, 2010

Chuck Schuldiner

Ao ler com mais atenção as letras de Death, fiquei com a impressão que se Chuck Schuldiner não fosse músico, muito provavelmente teria sido agente funerário.

26 outubro, 2010

Laughbanging entrevista Biolence

Os Biolence são uma banda do norte. Parece óbvio? Irão ler tudo na entrevista.
Banda formada em 1998 por Pedro, César, Dani e Jaime, onde o thrash metal e algumas "ervas medicinais" são o género predominante.
Depois de algumas alterações de line-up, estão actualmente a promover o seu mais recente EP "Melodic Thrashing Mayhem".
Aqui vai a entrevista com o nortenho César.

Biolence
O facto de se chamarem Biolence e não Violence, tem que ver com o facto de serem de Vila Nova de Gaia?
Não, por acaso sermos de Bila Noba de Gaia não teve qualquer tipo de influência. Quando a banda estava a começar queríamos ter um nome relacionado com violência, mas Violence já existia...e o nosso vocalista da altura lembrou-se de fazer o trocadilho para dar a entender "Violência biológica". Todos gostaram e ficou até hoje.

Notamos que, pelo vosso som, devem ter sido fãs de bandas como Biolent Force, Benom, Birgin Steel ou até Boibod. Poderá dizer-se que está correcto?
Sim de facto gostamos de alguma dessas bandas, mas também temos algumas influências de Vathory, Venediction, Vlack Savath, Vrujeria, etc...

Tendo em conta que a formação dos Biolence já sofreu várias alterações, e que vocês são de Vila Nova de Gaia, gostávamos de saber se alguma vez tiveram uma vocalista chamada Luciana Abreu?
Por acaso não apareceu a oportunidade de ela cantar com os nossos microfones, mas por coincidência ela era vizinha de baixo do nosso baterista e ele conseguía ouvi-la cantar aos berros em casa antes de participar nos Ídolos.

Tendo em conta que abordam um pouco a temática das armas biológicas, concordam se dissermos que a mais violenta de todas é a feijoada?
Vou ter que concordar que de facto é das mais biolentas, pelo menos é das poucas que nos faz evacuar a sala de ensaios em menos de cinco segundos. Por sorte ninguém morreu até hoje.

Denominam o vosso grupo como "a última arma biológica programada para contaminar o mundo". Querem vocês dizer que são uma arma criada ao ar livre, sem aditivos e com um sabor autêntico? Ou não é nada disso?
Só uma correcção, não é a banda que é denominada assim, mas sim o nosso último EP. O nosso intuito é divulgar ao máximo e continuar a espalhar este trabalho por vários sítios do mundo, queremos que toda a gente possa cheirar a nossa última arma biológica.

Tendo em conta que já actuaram em diversos concursos de música, gostávamos de saber o que é que a Roberta Medina achou do vosso som?
A Roberta gostou bastante... disse que a nossa música é "muito bacana", mas o Manel diz que somos uns azeitolas e não nos passou.

No vosso último registo discográfico, em estúdio, e, se não for indiscrição, quanto é que gastaram em álcool?
Não gastámos muito... só precisámos de dois ou três cocktails molotov para incendiar o estúdio.

Não receiam pelo futuro da banda, agora que vai ser mais caro adquirir medicamentos?
Não, nós somos adeptos de medicina alternativa, basta irmos à floresta falar com os elfos e eles fornecem-nos plantas medicinais.

Últimos comentários
Obrigado pelo interesse em entrevistar-nos. É sem dúvida uma abordagem diferente e cómica.
Para quem nos tem seguido, esperamos que continuem a aparecer e a apoiar-nos nos concertos. Vemo-nos lá!!!
Stay True

Biolence

Género:
Thrash / Death Metal

Line-up
César - Voz e Guitarra
David - Guitarra
Markito - Baixo
Dani - Bateria

Discografia
2004 - Biolence (demo)
2010 - Melodic Thrashing Mayhem (EP)

Página oficial
www.myspace.com/biolence

24 outubro, 2010

Iron Maiden tocam Bossa Nova

Os Iron Maiden fartaram-se do Heavy Metal. Últimos concertos da banda mostram já o novo estilo de música que abraçaram: a Bossa Nova.

22 outubro, 2010

Laughbanging entrevista Machinergy

De Arruda dos Vinhos chegam-nos os Machinergy, banda que conta com elementos que vieram de projectos como Mortalha e Imunity (nomes de bandas que ficam bem na mesma frase).
Desde 2006 que debitam a sua mistura de thrash, death e industrial metal aos milhões de habitantes de Arruda dos Vinhos... e arredores (por arredores, entenda-se todas as localidades do mundo que não seja Arruda dos Vinhos).
Aqui fica a conversa com o vocalista e guitarrista Ruy.

Machinergy
Os Machinergy são a melhor banda de metal de Arruda dos Vinhos, pelo que gostávamos de saber se isso tem que ver com o facto de serem a única banda de metal de Arruda dos Vinhos?
De facto, feliz ou infelizmente, somos os únicos por lá, pelo menos que eu saiba! Aliás, há mais bandas: de baile e uns putos que tocam umas couves, acho eu. Ah... e também há mais umas de grind e punk/crust mas com o pequeno pormenor de serem os mesmos gajos em todas elas, ahah! Já sabem, se aparecer uma banda de peso em Arruda, seja qual for o estilo, é muito provável (talvez 99.9%) que seja um novo projecto nosso! A sério, o mais engraçado é que nada mudou de há 20 anos para cá, a não ser o crescimento do betão, bancos e supermercados. Em 1990 começámos a brincar às bandas e fundámos os (nunca) lendários Mortalha e agora, duas décadas depois, ou mais concretamente em Junho de 2006, nascem os Machinergy. Arruda é um sítio agradável para viver mas é hiper-mega fracassado em termos de oferta cultural ou quaisquer incentivos para a cultura, neste caso, musical. O problema não é só de Arruda, é da generalidade dos concelhos deste país-modelo de catástrofe cultural. A cultura é o filho menor deste país, só preocupado com números e défices. Não há investimento em cultura, em salas de ensaio e ensino, oferta variada de bandas e concertos, maior facilidade no acesso a instrumentos musicais, etc. Enfim... Cultura PT = Morta e enterrada!

Os músicos da banda remontam a um projecto chamado Mortalha, fundado na Arruda dos Vinhos. Não serão os Machinergy uma perfeita combinação de Vinhos e Mortalha?
Machinergy pode ser a perfeita combinação de Metal e cerveja, isso sim! Vinho, assim avulso, não é grande apanágio da banda embora Arruda tenha bons e premiados vinhos e, passo a publicidade, provem o Náutico branco. É moca garantida! O nome Mortalha era um karma do caraças! Toda a gente levava o nome para aquilo que sabemos, embora isto seja tudo gente muito asseadinha, mas o que significava, na verdade, era algo como o manto que cobre, não o cadáver mas a Terra... morta! Fuck... até eu me assustei agora!!

Tinham uma banda chamada Groundustry (uma mistura de 2 palavras Ground e Industry), a banda chama-se Machinergy (uma mistura de 2 palavras Machine e Energy) e o álbum Rhythmotion (uma mistura de 2 palavras Rhythm e Motion). Posto isto, será que irão fazer concertours pela Europanamá onde farão bassoundchecks aos vossos guitaracks, ou os vossos planos são diferentes?
Vês? O nosso plano está a resultar, eheh! Tu próprio já criaste algumas palavras novas! É disso que se trata, criar algo diferente, único e teu. Sempre tentámos ir por esse caminho, embora tenhamos todos as nossas influências, mais ou menos óbvias. Sobre os nomes das bandas, é verdade, não só esses espectaculares trocadilhos 2 em 1 mas o facto de todas acabarem em Y: Imunity, Groundustry e Machinergy! Não foi de propósito, calhou! Tal como os caracteres chineses, pretendemos construir um dicionário inteiro com o máximo de frases/expressões numa só palavra, compreendesoquequerodizer?

O vosso primeiro álbum, "Rhythmotion", é uma edição de autor, o que com certeza significou um investimento avultado de vossa parte. Como tal, e de forma a apoiar-vos, gostávamos de saber onde é podemos fazer o download ilegal do mesmo?
Sim, foi um investimento avultado mas como dizem os mais velhos: "Antes para isto do que para a pharmácia!". Na verdade, com todo este investimento (que continua) andamos quase falidos e... mal pagos, eheh! Decidimos fazer tudo num espírito D.I.Y., (aliás, como sempre) sem estarmos dependentes de ninguém. Não queríamos perder mais tempo com o álbum e urgia (???) mandá-lo cá para fora sem estar à espera deste ou daquele pormenor, editora ou o que quer que fosse. Estamos satisfeitos e assim fazemos as coisas à nossa maneira e controlamos melhor a nossa arte. Amanhã poderemos trabalhar com alguém mas esse alguém terá que dar muito mais que nós senão não valerá sequer a pena! Há muitos anos que gastamos dinheiro a rodos nisto mas é por puro prazer e amor à camisola. Apesar de tudo, o retorno, nem sempre mensurável, é bom e faz bem ao espírito. Sobre os downloads, o que posso dizer é que o download é uma realidade inevitável mas é como que "puxar as orelhas ao macaco"! :P Podes ter o prazer virtual que quiseres mas o tacto, o cheiro, a realidade não tens. Eu tinha o "... And Justice For All" numa cassete Sonovox de ferro gravado a partir do Rock Em Stock mas quando tive o disco nas mãos até me espumei todo!! Essa é a diferença! Portanto, vão mas é aos concertos, aproveitem esse momento, comprem os CD's e as t-shirts, não se acanhem e falem com as bandas, etc. Não sabem o quanto isso motiva as bandas e as faz, inclusivamente, evoluir.

O vosso 1º álbum, "Rhythmotion", em português significa "ritmo e movimento", pelo que gostávamos de saber se não receiam que o público ache que se trata de música latina?
É engraçado que algumas pessoas fora do quadrante metálico, por assim dizer, até gostam da sonoridade de Machinergy. Se calhar, é por ter o tal "ritmo e movimento" que, independentemente do estilo mais pesado, agrada a essas pessoas. Para nós, as coisas têm de ter movimento, vida, dinâmica. Daí o thrash ser o nosso género de eleição, por exemplo. Quanto ao ser latino, é óbvio, isto é música feita por verdadeiros machos latinos! :P

A música "Rewine" é um tributo à vossa terra: Arruda dos Vinhos?
A música "Rewine" é barra-pesada, meu velho! A letra fala de uma espécie de vingança. Vingança das agruras da vida através, neste caso, do álcool mas pode ser com qualquer outra substância auto-destruidora. É um escape, uma fuga para a frente, neste caso, para o abismo! Uma forma que algumas pessoas encontram para pensarem menos nas coisas sérias da vida e ganharem uma certa coragem ilusória ou um poder temporário, mas algo do qual ficam dependentes depois mergulhando completamente na lama. No fundo, é uma espécie de "repeat", rebobinas e voltas ao mesmo (vício)...

Falemos do tema "Incendiário": podemos considerá-lo o vosso hit de Verão?
Não é um hit de Verão mas antes uma sina de Verão, Inverno, Outono e Primavera que todos temos e que cada vez mais nos vai tramar neste país chamado "Corruptugal"! No fundo, "Incendiário" é um adjectivo e ao mesmo tempo uma metáfora de algo/alguém que nos está a queimar à força toda! São os políticos e suas políticas falhadas, os média e o seu jornalismo completamente obnóxio, a cultura do futebol que tudo domina, a impunidade total dos corruptos, a cultura assassinada e enterrada, lobbies da igreja, militares, o dinheiro que tudo corrompe, etc. É o retrato do nosso país, do nosso (triste) fado! Portanto, ardam todos no Inferno, FDP!!

Além do vosso som enquadrar-se nas sonoridades thrash e death metal, também tem elementos de metal industrial. Não receiam pelo futuro da vossa banda, tendo em conta o encerramento de várias fábricas industriais no país, como a Indelma ou a Delphi?
O problema de algo fechar ou acabar, está sempre presente mas é por isso que temos que lutar e trabalhar todos os dias, exactamente para que isso não aconteça. Os gestores/CEO's da fábrica Machinergy não recebem um único tusto mas pretendem manter esta fábrica em pleno funcionamento e a todo gás, ao contrário dos "gestores" dessas empresas que mencionaste, que só pensaram neles e no seu lucro fácil! Em suma, o futuro da unidade fabril Machinergy só pode ser bom, estamos a fazer por isso! Não haverá despedimentos! ;)

Últimos comentários.
Obrigado pela oportunidade. Foi um enorme prazer e louvo este tipo de iniciativas, um pouco diferentes das habituais perguntas pelo que dá um interesse acrescido. Talvez as respostas tenham sido demasiado sérias para o tom mais descontraído da conversa mas para mim tudo é uma oportunidade para se poder transmitir uma mensagem, nem que as perguntas sejam a "brincar", que não foi o caso. Afinal, a música deve ter essa missão! É dos últimos meios (ainda) não-censurados que temos neste país!
Sucesso para o Laughbanging, para ti e os teus projectos!

Machinergy


Género:
Thrash metal
Line-up

Ruy - Voz e Guitarra
Helder - Bateria
João - Baixo

Discografia
2010 - Rhythmotion

Página oficial
www.machinergy.com

21 outubro, 2010

Entrevistas humorísticas

O Laughbanging está a efectuar entrevistas humorísticas a bandas.
A entrevista será feita por email, terá perguntas inéditas, nunca antes feitas, tudo com tom humorístico, satírico, puro divertimento, para ser levado na boa.
Bandas que queiram ser entrevistadas, enviem-nos um email mostrando esse interesse e juntando informações que possam fornecer sobre a banda: link da página oficial, foto, logotipo, local onde se possa ouvir algumas músicas, biografia, etc. Essas informações também terão publicação no blog e na página do Facebook com o devido destaque.

18 outubro, 2010

Laughbanging entrevista PussyVibes

Girls, Gore, Grind é o que apregoam os PussyVibes. É mesmo assim, pá...
Tudo começou como um projecto de 1 pessoa, o Nelson, que programou a bateria, tocou todos os instrumentos e bebeu as litrosas de cerveja sozinho.
Depois de algum tempo, começou a procurar elementos para a banda, no qual resultou na descarga de grindcore e letras sobre pornografia e mulheres que conhecemos hoje.
O Laughbanging, sempre interessado em música bonita, foi falar com o demente Nelson sobre os PussyVibes.

PussyVibes

Não vos entristece o facto de serem a única banda grindcore no mundo que ainda não lançou um split com Agathocles?
Não, não! Eles já nos contactaram mesmo com aquela conversa: "Ah e tal, vocês são a única banda grindcore do mundo que nunca lançou um split connosco, vá lá, lancem algo com Agathocles, não precisa ter qualidade, é só para bater o recorde e tal". Mas nós somos uma banda do contra e eu disse: "Epá, nós até temos ali uma gravação feita na casa de banho numa cassete que antes era do Nel Monteiro mas, epá, aquilo se calhar tem qualidade a mais para o que querem. Então não vai dar". Mas foi mesmo naquela, não queremos fazer mais splits, agora é para gravar outro álbum!

Em que animais é que se inspiraram para as vozes?
Isso é uma pergunta muito boa e pertinente, até porque a nossa principal inspiração em PussyVibes é o National Geographic. Portanto as maiores influências são os leões, os grilos, as rãs, as fêmeas, os ursos, as águias, os dragões e os porcos.

Já pensaram em usar o efeito auto-tune para a voz ficar mais afinada?
Claro! Aliás, usamos sempre em todas as gravações porque nunca tivemos aulas de canto e cantar em PussyVibes, como todos sabem, é uma arte muito refinada. Se por vezes sairmos de tom, nem que seja um bocadinho, o nosso guitarrista, que é daqueles virtuosos estilo Steve Vai, manda parar logo tudo para repetirmos. Assim, pelos menos quando está a ouvir o CD já não refila comigo e o Bruno.

Quantas vezes é que vocês tocaram a mesma música num concerto e ninguém deu por isso? Vá, confessem...
Hmmm... Essa é difícil de responder. É que nós não temos músicas diferentes. O que fazemos é começar todos ao mesmo tempo e cada um improvisa qualquer coisa e depois tentamos acabar todos ao mesmo tempo. O que fazemos pelo meio não interessa! Desde que consigamos parar todos ao mesmo tempo ficamos todos contentes e achamos que demos um bom concerto. É todos ao mesmo tempo.

Se vos dessem a oportunidade de fazer a banda sonora de uma série de desenhos animados, qual escolheriam e porquê?
Não sei o que o resto da banda acha, mas eu curtia fazer a banda sonora do South Park porque os desenhos animados são tão desajeitados como nós.

"Three Dogs in Heat", "Choke on this", "Finger Licking Good". Porque é que nas vossas letras falam tanto sobre a Elsa Raposo?
Porque é a minha mãe.

Tendo em conta o conteúdo das vossas letras, têm a noção de que se o Taveira gostasse de Metal, vocês seriam provavelmente a sua banda preferida?
Sim, sim. Houve um concerto que demos em Braga, no estádio AXA, a convite dele mesmo. Depois do concerto fomos todos para casa dele ver cassetes de vídeo. Foi muito fixe.

As vossas letras estão já escritas tendo em conta o novo acordo ortográfico?
Nós tentamos sempre cumprir a lei, por isso contratámos um brasileiro para fazer a tradução das nossas letras para esse novo acordo.

No festival Barroselas Metal Fest, tocaram com várias bandas, entre as quais os lendários Napalm Death. Estamos curiosos: antes dos Napalm subirem ao palco, qual de vocês é que lhes mudou as fraldas?
Fraldas? Naaaa, Napalm não usa fraldas. Eles gostam de se cagar em palco mesmo à GG Allin. É por isso que o Barney Greenway anda aos saltos dum lado do palco para outro, não quer que o cheiro fique ao pé dele. Então espalha ao pé dos outros e chama pessoal para o palco para disfarçar que foi ele que se cagou.

O que os vossos pais pensam da vossa música?
Acham muito relevante e educativa para a juventude de hoje. Como músicos, temos a responsabilidade de passar uma mensagem para o público e para os nossos milhões de fãs, por isso deixamos sempre a nossa mensagem de merda: barulho é que é bom!

Últimos comentários.
Obrigado pela oportunidade de nos expressar de maneira mais honesta e pura nesta entrevista. Esperamos que os nossos fãs se masturbem a ler isto e a ouvir o nosso cd PUSSY GORE GALORE (ainda temos 5 cópias para vender), o nosso split com GROG e ROADSIDE BURIAL (temos paletes disto para vender ainda, os australianos lembraram-se de fazer um repress não sei porquê, acho que lhes está a correr bem), e o nosso split com NAMEK (muito limitado, acho que já só temos 10 para vender). GIRLS! GORE! GRIND!

PussyVibes

Género:Grindcore
Line-up

Nelson Cravo - Voz
Bruno - Voz
Paulo Alexandre - Guitarras
Miguel Batista - Baixo
Paulo Santos - Bateria

Discografia
2000 - Can you smell it? (demo)
2009 - Pussy Gore Galore
2010 - Grog / Roadside Burial / Pussyvibes (split)

Página oficial
www.myspace.com/pussyvibes


01 outubro, 2010

Hevisaurus: heavy metal infantil

Os finlandeses cada vez mais têm o metal nas veias. Já nascem com aquilo... literalmente. É que até as criancinhas já vão a concertos. Isto porquê? Porque até há bandas de heavy metal... para crianças.
Parece que há lá muitas bandas. A de maior sucesso dá pelo nome de Hevisaurus e conta com músicos de bandas como Thunderstone, Stratovarius e outros.
Na Finlândia apostam em tantas bandas que até já nem sabem o que inventar mais.
Em Portugal lixam-se para tantas bandas que até já nem sabem o que inventar mais.

Aqui vai um video de uma actuação de Hevisaurus.

28 setembro, 2010

Outono / Inverno

Vem aí o tempo frio. Há que preparar a hibernação e reunir uma colecção de cd's de black metal nórdico.

26 setembro, 2010

Laughbanging entrevista Time Out

Time Out é um projecto de heavy/speed/power metal melódico bem ao estilo europeu e que provém dessa localidade tão conhecida pelo seu ambiente pacífico que é... Amora, na Margem Sul.
O projecto surgiu em meados de 1998 pela mão de Ricardo Vieira que compôs e escreveu as letras com a ajuda do irmão Paulo Vieira, para depois gravar a 1ª demo-tape Reality, em 1998 e depois em 2001 com som melhorado.
Como não havia mais elementos da banda para conversar e o Paulo estava ocupado, o Laughbanging foi forçado a falar com o Ricardo.

Time Out - Foto
Quem são os Time Out?
Time Out é um projecto musical de Speed Power Metal Melódico idealizado por mim em 1998. Gravei uma Demo-Tape nessa mesma data, utilizando bateria sequenciada e com a ajuda do meu irmão Paulo Vieira (Ex-The Firstborn) nas guitarras.
A ideia inicial seria para formar uma banda e tocar ao vivo, mas na altura não foi fácil encontrar elementos que estivessem à altura para executar as músicas da Demo-Tape, especialmente na bateria. Entretanto fui tocando em várias bandas de outros estilos e o projecto Time Out ficou na gaveta até agora.

Em 1998 gravaram uma demo com 4 músicas. Depois, só em 2001 é que gravaram outra demo... com as mesmas 4 músicas. Para quando um álbum com as mesmas 4 músicas?
A primeira Demo-Tape foi gravada com muito más condições de material, foi o que tinha na altura. Por exemplo, foi tudo gravado num Mini-disc, a voz principal foi gravada através de um pedal de guitarra, etc.
A Demo-CD de 2001 já tinha melhores condições mas já haviam novas músicas, mas sem letra, e como sou preguiçoso demais para as fazer, regravei as mesmas músicas. A proxima edição será um CD a sério, com uma edição a sério e com cerca de 10 músicas. Provavelmente serão 6 músicas novas e... a regravação das mesmas 4 da DEMO.

Escusado será perguntar qual o alinhamento para um concerto dos Time Out. Serão as mesmas 4 músicas?
Já imaginei como será, talvez umas 3 covers de Helloween ou Gammaray, umas 2 músicas novas, e ... as mesmas 4 músicas da Demo.

Time Out é uma banda portuguesa, gravou 2 demos em 3 anos, nunca deu concertos, nunca apareceu numa revista, só tem sido divulgado numa rádio de Pinhal Novo e a banda aparentemente acabou. Será por isso que a demo se chama Reality?
Chegou a aparecer na Revista Pro-Música que entretanto acabou. Reality é o nome da Demo-Tape porque achei que era a música mais gira das quatro na altura.

Na vossa biografia fazem referência ao facto da demo "Reality" ter sido gravada "num quarto, com material caseiro". Vocês têm noção que foi assim que surgiu a pornografia?
Nunca foi o meu objectivo comparar-me com a pornografia, mas fico lisonjeado pela comparação. Obrigado!

Até que ponto a letra do tema "No Band to Play" fala sobre a cena metaleira em África?
"No Band to Play" é uma música que fala sobre o facto de Time Out nunca ser um grupo e de ser apenas eu o único elemento. Mas a letra foi escrita pelo meu irmão Paulo, que se inspirou em... mim.

Tendo em conta que na vossa demo utilizaram um sequenciador de bateria, não acharam que seria no mínimo justo ele aparecer na vossa fotografia de grupo? Não me digam que saiu da banda?
Tens razão! Vou tratar disso.

Os Time Out são constituídos por dois irmãos, tal como os Tokyo Hotel. Não receiam comparações? É por isso que vocês não usam maquilhagem?
Não, até porque queremos continuar com aspecto de homens.

Mais uma vez, porque ainda não percebemos: quem são os Time Out?
É um projecto que brevemente irá lançar um CD Single com 2 músicas e, se tudo correr bem, gravar-se-há um CD como deve ser.

Ultimos comentários.
Esperem para ouvir!
Entretanto as velhinhas músicas da Demo-CD estão no Myspace : www.myspace.com/mytimeoutspace
e força aí nas entrevistas!

Time Out - Logo
Género:
Power metal melódico

Line-up:
Ricardo Vieira - voz, teclas, programação de bateria
Paulo Vieira - guitarras, baixo

Discografia:
2001 - Reality (demo)

Página Oficial:
www.myspace.com/mytimeoutspace