28 fevereiro, 2011

Slayer: Tom Araya doente

O guitarrista de Slayer, Jeff Hanneman, ainda está em recuperação por contrair Fascite Necrosante, agora o vocalista/baixista Tom Araya adoeceu repentinamente.

Estão mesmo a ficar velhos. O Laughbanging sugere a dieta Rolling Stones. Terão vida longa.

22 fevereiro, 2011

Cradle of Laugh

Era uma vez um baterista e um guitarrista que queriam tocar Death Metal / Grind Core, um Vocalista que queria cantar Black Metal e um teclista que chumbou no casting para a Igreja local. Certo dia, decidiram gravar um álbum...

16 fevereiro, 2011

Slayer: Jeff Hanneman doente

O guitarrista de Slayer, Jeff Hanneman, contraiu uma doença chamada Fascite Necrosante, cujo nome dava para um belo título de uma música de Slayer.

Esta doença é provocada por uma bactéria antropófaga, que destrói a pele e os tecidos subcutâneos, do género streptococcus, tipo A. Uma descrição que dava para um bela letra de uma música de Slayer.

06 fevereiro, 2011

Censurados

É pena que os Censurados já tenham lançado um Álbum chamado "Confusão", porque esse é o nome ideal para muitos dos Álbuns que se lançam em Portugal.

27 janeiro, 2011

Laughbanging entrevista Dark Wings Syndrome

Os Dark Wings Syndrome vêm de Guimarães e tocam uma mistura de metal com... rock... ou é thrash? Acho que tem algum death metal também... E experimentam sons industriais, achamos nós... Ou não? Enfim. Aqui fica a entrevista ao Barros, para perceberem melhor... ou não.


O vosso álbum de estreia, "Arcane", conta com a participação de 9 convidados. Posto isto, a questão impõe-se: vocês fizeram alguma coisa neste álbum?
Quer dizer… coiso… 9 convidados… pois exacto… mas sim trabalhar cansa, chegou para os nove convidados e para todos nós. Esta foi a maneira que arranjámos de pôr americanos, belgas, norueguesas a trabalhar de borla, pois normalmente é sempre o contrário.

Ainda acerca dos vossos convidados, estive a ver a lista dos mesmos e não vi lá nem Sting, nem Bono Vox. Querem explicar esta ausência?
Pois esta ausência… o Sting adoraria ter participado no nosso álbum mas à última hora teve uma disenteria que para sua tristeza não conseguiu dar o seu contributo. Quanto ao Bono Vox… coiso… banheira… tás a ver humidade… tau, xau e pimba! E pronto tás a ver a coisa né!

O vosso som é um bocado obscuro, um pouco dark. Posto isto, porque razão colocaram a palavra Wings no nome da banda?
Mas então não estás a ver? É tão óbvio, para dar um pouco mais de leveza à coisa.

Sendo vocês de Guimarães, é correcto dizer que onde têm mais fãs é em Braga?
Claro que é correcto desde que sejam muitos fãs podem ser do concelho de Braga e de todo o lado e arredores!

Sinceramente, não percebo o porquê de terem estreado o vosso videoclip "Spiritual Emotions" na Sic Radical. Então, o objectivo não era ser visto?
Sim era mas era sem roupa, mas por alguma razão alguém enviou o vídeo onde já tínhamos todos a nossa roupinha de domingo. Ficámos mesmo muito envergonhados, mas estamos a ultrapassar este incidente com muita ajuda psiquiátrica.

No vosso site oficial, têm uma foto da banda na página inicial, onde só 1 elemento é que olha para a frente. Os outros elementos não sabiam onde era a câmara ou estava uma modelo a despir-se no estúdio?
Para ser o mais sincero possível, aquele dia da sessão de fotografia ainda está muito presente na minha memória. Foi mesmo terrível, o fotógrafo informou que no dia da sessão iam estar no estúdio vários modelos do mundo fantástico da pornografia. Estávamos todos muito entusiasmados para poder começar o trabalho, pois durante e depois deste trabalhinho estávamos a imaginar que ia ser o paraíso. O mal é que ele não informou que as modelos eram da secção “granny” (velhas, gordas e desdentadas). Por isso durante a sessão de fotografia estávamos todos a olhar para sítios diferente para não ver as velhas aos saltos.

Quem é o cabeleireiro do vocalista?
Será que a pergunta se deve a quereres frequentar o mesmo cabeleireiro?! É um cabeleireiro de muita fama e prestígio, no entanto prefere ficar no anonimato.

Últimos comentários.
Gostei da forma divertida que as questões foram colocadas.


Género:
Experimental / Metal / Rock

Line-up
Barros Onyx - Voz
David - Guitarra
Rui - Baixo e Teclado
Carlos - Bateria

Discografia
2010 - Spiritual Emotions (Single)
2010 - Arcane

Página oficial
www.myspace.com/darkwingssyndrome


24 dezembro, 2010

Aparelhagem

O chato de ter uma aparelhagem que não nos permita marcar o número da música que mais gostamos, é estarmos a ouvir o 1º álbum dos Napalm Death e a nossa música favorita ser a nº 27.

29 novembro, 2010

Rick Astley (death metal)

Andy Rehfeldt mistura mais uma obra-prima. Rick Astley em death metal. Excelente. Se ele fizesse essa versão ele próprio, teria mais sucesso do que teve nos anos 80.

22 novembro, 2010

Um deficiente e Cannibal Corpse

Ainda há quem diga que o heavy metal é diabólico. Aqui há uma prova em que dá alegrias até a um deficiente motor.

19 novembro, 2010

Laughbanging entrevista HEAD:STONED

Os HEAD:STONED são uma banda do Porto que estão prestes a lançar o seu 1º álbum... a qualquer altura... pensamos todos.
Já fizeram a primeira parte dos thrashers Onslaught, facto de que essa banda inglesa ainda recordou... mas depois esqueceu-se minutos depois.
Falámos com o Vitor Franco (Vt) e o Augusto Peixoto (Ag) que nos esclareceram muitas coisas sobre a banda... ou não.



Por questões legais, vocês tiveram de alterar o nome da banda de HEADSTONE para HEAD:STONED. Qual a razão de terem colocado um smiley sem boca no meio da palavra? Foi para apelar a esta nova geração de jovens para comprarem o cd?
Vt - Na verdade, o smiley até tem boca. Se reparares, Headstone + :D = HEAD:STONED, noves fora qualquer coisa… Mesmo assim, não sei até que ponto agradaremos a esta nova geração. Talvez se tivessemos metido um X’s e uns K’s lá para o meio… era capaz de ser melhor ideia!
Ag – Canudo! Olha que eu vejo antes este smiley :S
Vt – Ya… deve ser da crise!

Sendo vós do Porto, gostávamos de saber qual de vocês é que atira as pedras ao autocarro do Benfica quando eles vão aí jogar?
Vt – Agora que falas disso… tenho quase a certeza que é a Vera! Isso explicaria o facto de ela só comparecer a cerca de metade dos ensaios. O Pedro não deve ser, porque ele é lampião.
Ag – Eu atirava era ao Orelhas, o Dumbo da mouraria! O bus não tem culpa!

Se tivessem de escolher, o que é que preferiam: dar um concerto para um grupo de 4 ou 5 metaleiros no máximo ou tocar para todo o Mercado do Bolhão?
Vt – Ah, sem dúvida, tocar para 4 ou 5 metaleiros… no Mercado do Bolhão! Não há nada como uma metalada com o aroma misto de peixe e fruta… e pouca gente a ver, como estamos habituados.
Ag – Era uma peixeirada com fruta à mistura! Até as cotas moshavam!

Actualmente têm uma baixista, a Vera. Para além de tocar baixo, ela também vos dá dicas de como deixar crescer o cabelo, mantendo-o sempre limpo e brilhante?
Vt – Evidentemente! Aliás, sem ela, a figura do Nuno e do Pedro nunca seria a mesma. Para o Gusto é que não há remédio e eu, porque me apetece, aplico essas dicas no crescimento da minha farta e lustrosa barba.
Ag – Oh Vitice, não será por causa da limpeza e brilho que ela chega sempre atrasada aos ensaios, ou nem aparece, sequer?!
Vt – Espero que não. Prefiro a teoria do slbus…

Vocês começaram por lançar um EP, sendo que em breve vão lançar o vosso 1º álbum. Depois deste estar cá fora, não temem seguir o percurso normal das bandas portuguesas assim que lançam um CD, ou seja, acabar?
Vt – A ideia é mesmo essa e já andamos a pensar em formas de acabar em grande. Expulsar o Nuno a meio duma tour transribatejana por abuso de substâncias ou ver o Gusto abandonar a banda para se dedicar a uma seita islandesa, são acontecimentos perfeitamente expectáveis num futuro mais ou menos próximo dos HEAD:STONED.
Ag – Isto se o álbum for editado! Ahah!

Em que personalidade do jet-set é que se inspiraram para fazer a capa do 1º álbum "I Am all"?
Vt – “Aquilo” parece-me ter feições do Goucha, mas só o Gusto é que pode confirmá-lo – ou não – pois foi ele o criador da coisa.
Ag – Nope! É o Bolachas, mas sem chicha!

Algumas das vossas adições em concerto é o facto de terem começado a usar uma mascote chamada Maria Alice que é uma boneca insuflável e o vocalista usar um kilt, provavelmente sem nada por baixo. Perguntamos: será por isso que se chamam Pedrados da Cabeça?
Vt – Ia jurar que o nome queria dizer Pedra nos Rins, olha que cena… Não pá, isso faz tudo parte de uma brilhante jogada de marketing – a boneca, claro! A cena do kilt (e obviamente que não revelo se uso ou não alguma coisa por baixo), aliada a um elevado estado de embriaguez, é uma técnica minha para me sentir mais à vontade em palco. Algo que recomendo vivamente a toda a pequenada que desejar vingar neste meio. Tomem nota: saias e cerveja... De nada, ora essa!
Ag – Fogo! Se não usares nada por baixo és afanado!

Porque é que é o vocalista passou a usar saias nos concertos e a baixista usa calças?
Vt – Também não entendo porque é que a Vera usa calças mas isso é problema dela. Raio de feitio…
Ag - A Verice de saia à escocês ia ser lindo, ia! Aposto que seriam só gajos à frente do palco a assoprar!

Últimos comentários.
Vt – Obrigado pela entrevista mas, numa próxima oportunidade, queremos a coisa feita em pessoa e por uma repórter podre de boa. Um pouco de profissionalismo fica sempre bem!
Ag - MAI NADA! Mas seria preferível ser só boa! Podre é que não! Para podre bastam as nossas flatulências (é uma ventosidade anal que pode ser ruidosa ou não e tem um cheiro fétido) na sala de ensaio!


Género:
Thrash Metal

Line-up
Vitor Franco - Voz
Pedro Vieira - Guitarra
Nuno Silva - Guitarra
Vera Sá - Baixo
Augusto Peixoto - Bateria

Discografia
2009 - Within the dark (EP)

Página oficial
www.myspace.com/headstonemetal


13 novembro, 2010

Cancelamentos

Notícias típicas sobre os concertos em Portugal: o concerto dos D.R.I. foi adiado para Março e Alice Cooper já não vem a Portugal. E ainda é Sábado.

09 novembro, 2010

Bêbado

Um metaleiro bêbado é capaz de dizer coisas do género: "A minha música preferida dos Death é a sexual healing".

08 novembro, 2010

07 novembro, 2010

Chuck Schuldiner

Ao ler com mais atenção as letras de Death, fiquei com a impressão que se Chuck Schuldiner não fosse músico, muito provavelmente teria sido agente funerário.

26 outubro, 2010

Laughbanging entrevista Biolence

Os Biolence são uma banda do norte. Parece óbvio? Irão ler tudo na entrevista.
Banda formada em 1998 por Pedro, César, Dani e Jaime, onde o thrash metal e algumas "ervas medicinais" são o género predominante.
Depois de algumas alterações de line-up, estão actualmente a promover o seu mais recente EP "Melodic Thrashing Mayhem".
Aqui vai a entrevista com o nortenho César.

Biolence
O facto de se chamarem Biolence e não Violence, tem que ver com o facto de serem de Vila Nova de Gaia?
Não, por acaso sermos de Bila Noba de Gaia não teve qualquer tipo de influência. Quando a banda estava a começar queríamos ter um nome relacionado com violência, mas Violence já existia...e o nosso vocalista da altura lembrou-se de fazer o trocadilho para dar a entender "Violência biológica". Todos gostaram e ficou até hoje.

Notamos que, pelo vosso som, devem ter sido fãs de bandas como Biolent Force, Benom, Birgin Steel ou até Boibod. Poderá dizer-se que está correcto?
Sim de facto gostamos de alguma dessas bandas, mas também temos algumas influências de Vathory, Venediction, Vlack Savath, Vrujeria, etc...

Tendo em conta que a formação dos Biolence já sofreu várias alterações, e que vocês são de Vila Nova de Gaia, gostávamos de saber se alguma vez tiveram uma vocalista chamada Luciana Abreu?
Por acaso não apareceu a oportunidade de ela cantar com os nossos microfones, mas por coincidência ela era vizinha de baixo do nosso baterista e ele conseguía ouvi-la cantar aos berros em casa antes de participar nos Ídolos.

Tendo em conta que abordam um pouco a temática das armas biológicas, concordam se dissermos que a mais violenta de todas é a feijoada?
Vou ter que concordar que de facto é das mais biolentas, pelo menos é das poucas que nos faz evacuar a sala de ensaios em menos de cinco segundos. Por sorte ninguém morreu até hoje.

Denominam o vosso grupo como "a última arma biológica programada para contaminar o mundo". Querem vocês dizer que são uma arma criada ao ar livre, sem aditivos e com um sabor autêntico? Ou não é nada disso?
Só uma correcção, não é a banda que é denominada assim, mas sim o nosso último EP. O nosso intuito é divulgar ao máximo e continuar a espalhar este trabalho por vários sítios do mundo, queremos que toda a gente possa cheirar a nossa última arma biológica.

Tendo em conta que já actuaram em diversos concursos de música, gostávamos de saber o que é que a Roberta Medina achou do vosso som?
A Roberta gostou bastante... disse que a nossa música é "muito bacana", mas o Manel diz que somos uns azeitolas e não nos passou.

No vosso último registo discográfico, em estúdio, e, se não for indiscrição, quanto é que gastaram em álcool?
Não gastámos muito... só precisámos de dois ou três cocktails molotov para incendiar o estúdio.

Não receiam pelo futuro da banda, agora que vai ser mais caro adquirir medicamentos?
Não, nós somos adeptos de medicina alternativa, basta irmos à floresta falar com os elfos e eles fornecem-nos plantas medicinais.

Últimos comentários
Obrigado pelo interesse em entrevistar-nos. É sem dúvida uma abordagem diferente e cómica.
Para quem nos tem seguido, esperamos que continuem a aparecer e a apoiar-nos nos concertos. Vemo-nos lá!!!
Stay True

Biolence

Género:
Thrash / Death Metal

Line-up
César - Voz e Guitarra
David - Guitarra
Markito - Baixo
Dani - Bateria

Discografia
2004 - Biolence (demo)
2010 - Melodic Thrashing Mayhem (EP)

Página oficial
www.myspace.com/biolence

24 outubro, 2010

Iron Maiden tocam Bossa Nova

Os Iron Maiden fartaram-se do Heavy Metal. Últimos concertos da banda mostram já o novo estilo de música que abraçaram: a Bossa Nova.

22 outubro, 2010

Laughbanging entrevista Machinergy

De Arruda dos Vinhos chegam-nos os Machinergy, banda que conta com elementos que vieram de projectos como Mortalha e Imunity (nomes de bandas que ficam bem na mesma frase).
Desde 2006 que debitam a sua mistura de thrash, death e industrial metal aos milhões de habitantes de Arruda dos Vinhos... e arredores (por arredores, entenda-se todas as localidades do mundo que não seja Arruda dos Vinhos).
Aqui fica a conversa com o vocalista e guitarrista Ruy.

Machinergy
Os Machinergy são a melhor banda de metal de Arruda dos Vinhos, pelo que gostávamos de saber se isso tem que ver com o facto de serem a única banda de metal de Arruda dos Vinhos?
De facto, feliz ou infelizmente, somos os únicos por lá, pelo menos que eu saiba! Aliás, há mais bandas: de baile e uns putos que tocam umas couves, acho eu. Ah... e também há mais umas de grind e punk/crust mas com o pequeno pormenor de serem os mesmos gajos em todas elas, ahah! Já sabem, se aparecer uma banda de peso em Arruda, seja qual for o estilo, é muito provável (talvez 99.9%) que seja um novo projecto nosso! A sério, o mais engraçado é que nada mudou de há 20 anos para cá, a não ser o crescimento do betão, bancos e supermercados. Em 1990 começámos a brincar às bandas e fundámos os (nunca) lendários Mortalha e agora, duas décadas depois, ou mais concretamente em Junho de 2006, nascem os Machinergy. Arruda é um sítio agradável para viver mas é hiper-mega fracassado em termos de oferta cultural ou quaisquer incentivos para a cultura, neste caso, musical. O problema não é só de Arruda, é da generalidade dos concelhos deste país-modelo de catástrofe cultural. A cultura é o filho menor deste país, só preocupado com números e défices. Não há investimento em cultura, em salas de ensaio e ensino, oferta variada de bandas e concertos, maior facilidade no acesso a instrumentos musicais, etc. Enfim... Cultura PT = Morta e enterrada!

Os músicos da banda remontam a um projecto chamado Mortalha, fundado na Arruda dos Vinhos. Não serão os Machinergy uma perfeita combinação de Vinhos e Mortalha?
Machinergy pode ser a perfeita combinação de Metal e cerveja, isso sim! Vinho, assim avulso, não é grande apanágio da banda embora Arruda tenha bons e premiados vinhos e, passo a publicidade, provem o Náutico branco. É moca garantida! O nome Mortalha era um karma do caraças! Toda a gente levava o nome para aquilo que sabemos, embora isto seja tudo gente muito asseadinha, mas o que significava, na verdade, era algo como o manto que cobre, não o cadáver mas a Terra... morta! Fuck... até eu me assustei agora!!

Tinham uma banda chamada Groundustry (uma mistura de 2 palavras Ground e Industry), a banda chama-se Machinergy (uma mistura de 2 palavras Machine e Energy) e o álbum Rhythmotion (uma mistura de 2 palavras Rhythm e Motion). Posto isto, será que irão fazer concertours pela Europanamá onde farão bassoundchecks aos vossos guitaracks, ou os vossos planos são diferentes?
Vês? O nosso plano está a resultar, eheh! Tu próprio já criaste algumas palavras novas! É disso que se trata, criar algo diferente, único e teu. Sempre tentámos ir por esse caminho, embora tenhamos todos as nossas influências, mais ou menos óbvias. Sobre os nomes das bandas, é verdade, não só esses espectaculares trocadilhos 2 em 1 mas o facto de todas acabarem em Y: Imunity, Groundustry e Machinergy! Não foi de propósito, calhou! Tal como os caracteres chineses, pretendemos construir um dicionário inteiro com o máximo de frases/expressões numa só palavra, compreendesoquequerodizer?

O vosso primeiro álbum, "Rhythmotion", é uma edição de autor, o que com certeza significou um investimento avultado de vossa parte. Como tal, e de forma a apoiar-vos, gostávamos de saber onde é podemos fazer o download ilegal do mesmo?
Sim, foi um investimento avultado mas como dizem os mais velhos: "Antes para isto do que para a pharmácia!". Na verdade, com todo este investimento (que continua) andamos quase falidos e... mal pagos, eheh! Decidimos fazer tudo num espírito D.I.Y., (aliás, como sempre) sem estarmos dependentes de ninguém. Não queríamos perder mais tempo com o álbum e urgia (???) mandá-lo cá para fora sem estar à espera deste ou daquele pormenor, editora ou o que quer que fosse. Estamos satisfeitos e assim fazemos as coisas à nossa maneira e controlamos melhor a nossa arte. Amanhã poderemos trabalhar com alguém mas esse alguém terá que dar muito mais que nós senão não valerá sequer a pena! Há muitos anos que gastamos dinheiro a rodos nisto mas é por puro prazer e amor à camisola. Apesar de tudo, o retorno, nem sempre mensurável, é bom e faz bem ao espírito. Sobre os downloads, o que posso dizer é que o download é uma realidade inevitável mas é como que "puxar as orelhas ao macaco"! :P Podes ter o prazer virtual que quiseres mas o tacto, o cheiro, a realidade não tens. Eu tinha o "... And Justice For All" numa cassete Sonovox de ferro gravado a partir do Rock Em Stock mas quando tive o disco nas mãos até me espumei todo!! Essa é a diferença! Portanto, vão mas é aos concertos, aproveitem esse momento, comprem os CD's e as t-shirts, não se acanhem e falem com as bandas, etc. Não sabem o quanto isso motiva as bandas e as faz, inclusivamente, evoluir.

O vosso 1º álbum, "Rhythmotion", em português significa "ritmo e movimento", pelo que gostávamos de saber se não receiam que o público ache que se trata de música latina?
É engraçado que algumas pessoas fora do quadrante metálico, por assim dizer, até gostam da sonoridade de Machinergy. Se calhar, é por ter o tal "ritmo e movimento" que, independentemente do estilo mais pesado, agrada a essas pessoas. Para nós, as coisas têm de ter movimento, vida, dinâmica. Daí o thrash ser o nosso género de eleição, por exemplo. Quanto ao ser latino, é óbvio, isto é música feita por verdadeiros machos latinos! :P

A música "Rewine" é um tributo à vossa terra: Arruda dos Vinhos?
A música "Rewine" é barra-pesada, meu velho! A letra fala de uma espécie de vingança. Vingança das agruras da vida através, neste caso, do álcool mas pode ser com qualquer outra substância auto-destruidora. É um escape, uma fuga para a frente, neste caso, para o abismo! Uma forma que algumas pessoas encontram para pensarem menos nas coisas sérias da vida e ganharem uma certa coragem ilusória ou um poder temporário, mas algo do qual ficam dependentes depois mergulhando completamente na lama. No fundo, é uma espécie de "repeat", rebobinas e voltas ao mesmo (vício)...

Falemos do tema "Incendiário": podemos considerá-lo o vosso hit de Verão?
Não é um hit de Verão mas antes uma sina de Verão, Inverno, Outono e Primavera que todos temos e que cada vez mais nos vai tramar neste país chamado "Corruptugal"! No fundo, "Incendiário" é um adjectivo e ao mesmo tempo uma metáfora de algo/alguém que nos está a queimar à força toda! São os políticos e suas políticas falhadas, os média e o seu jornalismo completamente obnóxio, a cultura do futebol que tudo domina, a impunidade total dos corruptos, a cultura assassinada e enterrada, lobbies da igreja, militares, o dinheiro que tudo corrompe, etc. É o retrato do nosso país, do nosso (triste) fado! Portanto, ardam todos no Inferno, FDP!!

Além do vosso som enquadrar-se nas sonoridades thrash e death metal, também tem elementos de metal industrial. Não receiam pelo futuro da vossa banda, tendo em conta o encerramento de várias fábricas industriais no país, como a Indelma ou a Delphi?
O problema de algo fechar ou acabar, está sempre presente mas é por isso que temos que lutar e trabalhar todos os dias, exactamente para que isso não aconteça. Os gestores/CEO's da fábrica Machinergy não recebem um único tusto mas pretendem manter esta fábrica em pleno funcionamento e a todo gás, ao contrário dos "gestores" dessas empresas que mencionaste, que só pensaram neles e no seu lucro fácil! Em suma, o futuro da unidade fabril Machinergy só pode ser bom, estamos a fazer por isso! Não haverá despedimentos! ;)

Últimos comentários.
Obrigado pela oportunidade. Foi um enorme prazer e louvo este tipo de iniciativas, um pouco diferentes das habituais perguntas pelo que dá um interesse acrescido. Talvez as respostas tenham sido demasiado sérias para o tom mais descontraído da conversa mas para mim tudo é uma oportunidade para se poder transmitir uma mensagem, nem que as perguntas sejam a "brincar", que não foi o caso. Afinal, a música deve ter essa missão! É dos últimos meios (ainda) não-censurados que temos neste país!
Sucesso para o Laughbanging, para ti e os teus projectos!

Machinergy


Género:
Thrash metal
Line-up

Ruy - Voz e Guitarra
Helder - Bateria
João - Baixo

Discografia
2010 - Rhythmotion

Página oficial
www.machinergy.com

21 outubro, 2010

Entrevistas humorísticas

O Laughbanging está a efectuar entrevistas humorísticas a bandas.
A entrevista será feita por email, terá perguntas inéditas, nunca antes feitas, tudo com tom humorístico, satírico, puro divertimento, para ser levado na boa.
Bandas que queiram ser entrevistadas, enviem-nos um email mostrando esse interesse e juntando informações que possam fornecer sobre a banda: link da página oficial, foto, logotipo, local onde se possa ouvir algumas músicas, biografia, etc. Essas informações também terão publicação no blog e na página do Facebook com o devido destaque.