14 abril, 2014

Laughbanging entrevista Perpetratör

Os Perpetratör são uma bomba thrash. Bomba por terem aparecido na cena nacional tão de repente e com um som poderoso daqueles. Tal como uma bomba, o pessoal deve ter pensado: "Perpetratör? Não conheço? BUM!!!! Eeeeepáááá´.... Mas o que é isto??? Tenho os cabelos em pé!"
A banda foi formada em 2008 pelo Rick mas foi em 2013 que, com ajuda do Paulão e Marouco é que levantaram o rabo do sofá para thrashar a sério como se não houvesse amanhã.
O Laughbanging entrevistou a banda onde participaram todos os elementos para esta conversa: Rick, Marouco, Paulão e até o baterista de sessão Ângelo Sexo.


Estão satisfeitos com este vosso 1º álbum? Se ele estivesse à venda no Continente, quanto acham que daria de desconto em cartão?
Marouco - Não estamos satisfeitos porque não gostamos muito das músicas e só por isso é que poderíamos equacionar um desconto no Continente de, vá, 0,5% para poupar os ouvintes acérrimos de metal que vão ao continente.
Paulão - Estou satisfeito apenas com a prestação do Ângelo Sexo. No Continente daria desconto sim, assim como tickets de cabeleireiro e um six-pack de cerveja entregue em mão pela Leopoldina.
Rick - Eu estou satisfeito e acho que o álbum poderia dar desconto em cartão, ou seja, quem o comprasse poderia depois ir à secção de papelaria comprar cartão e ter um desconto substancial (talvez 66,6%). Ângelo - Eu por mim gosto. Eu nem sou muito da cena do Metal, mas como o resto da banda acha que eu sou uma máquina a tocar, lá lhes vou safando as gravações e acho que até ficou bom.

Normalmente o trajecto de uma banda é: ensaiar, dar concertos, lançar demo-tapes, depois gravar um single ou um EP e só depois um álbum. Curiosamente, a carreira dos Perpetratör está ser no sentido inverso pois começaram por gravar um álbum. A pergunta que se faz é: há planos para ensaiar?
Marouco - Somos muito à frente; tivemos uma visão de dois álbuns. Sim, já temos 2 álbuns gravados. Isso de ensaiar é para quem não tem a química inerente para ser um Perpetratör. Recentemente fomos vítimas de bullying para tocar num festival. Tivemos que dizer que sim senão ficávamos sem os berlindes... Acho que não vamos ensaiar, isso requer tocar e nós não estamos para aí virados.
Rick - Para não perdermos tempo resolvemos fazer as coisas ao contrário e começar logo por lançar um álbum por uma boa editora dos Estados Unidos. Agora vamos lançar um split 7” por uma editora nacional. E a seguir vamos gravar uma demo em cassette. No trabalho posso tirar fotocópias de borla desde que ninguém veja e portanto as capas estão safas! Depois disso somos capazes de formar a banda, talvez.
Paulão - Planos? Isso dá bué trabalho.
Ângelo - Não posso ensaiar muito porque tenho problemas cardíacos e tive um parente que até morreu por causa disso.

O vosso álbum não só foi lançado em CD, bem como em cassete. A caneta BIC vem incluída?
Marouco Não e estamos deveras desgostosos com a editora que optou pelo cubo mágico em vez da caneta.
Rick - Não vem a Bic mas talvez venha um bico, pelo menos para nós, uma vez que agora somos músicos e dizem que há groupies e tal.
Ângelo - Não preciso da caneta porque tenho um patrocínio de uma empresa de pilhas e portanto posso rebobinar a cassette no walkman.

O formato cassete é um formato antigo e menos utilizado nestes tempos. Que outro dos seguintes formatos obsoletos vão escolher para lançar o próximo álbum e porquê: Minidisc, DAT, bobine, caixinha de música ou grafonola?
Ângelo - Qualquer coisa analógica… só não gosto de coisas digitais e programadas e tal.
Marouco Estamos muito interessados num flexi disc, aqueles vinis que de vez em quando apareciam numas revistas, é um objectivo.
Rick - Queremos lançar um daqueles cartões de Natal que quando se abriam davam música e acendiam umas luzinhas.
Paulão - E vamos ter também algumas músicas compostas em código morse que deverão ser depois transmitidas numa estação SW ou MW, talvez até em AM.

Vocês têm faixas como: "Doomed to Death", "Nothing Left to Kill", "Death to All",... O que é vos anda a irritar?
Marouco O gajo da editora que não fez o cubo mágico.
Rick - Irrita-me pensar que se me acabou a tinta da caneta de feltro molin vermelha, e que queria pintar o logotipo nas fotocópias das capas da demo tape que vamos lançar e já não vai dar. Já só tenho azul cueca, amarelo torrado e verde escarreta.
Ângelo - Irrita-me que a banda não queira que eu toque mais depressa, porque tenho muita confiança em mim próprio e sei que seria capaz de o fazer.
Paulão - Nada me irrita, se vires na perspectiva certa essas músicas falam de amor pelo próximo. 

“Diabolus In Musica” de Slayer, “Roots” de Sepultura e “Endorama” de Kreator, quais destes icónicos álbuns thrash mais vos influencia?
Paulão - Muito bons esses, mas o que mais me influencia é, claro, o "Push", dos grandes Thrashers "Bros".
Marouco Sinceramente não conheço nenhuma dessas bandas, estás mesmo a falar de bandas de Thrash metal?
Rick - Todos esses álbuns são enormes influências porque bem demonstram que mesmo os maiores podem descer à merda mais completa, se andarem atrás do lucro. Portanto são álbuns icónicos dessa realidade. Hoje em dia as modas do pseudo-Metal são outras, portanto talvez tenhamos de fazer um álbum de djent, que parece nome de casa de banho de homens, ou de shoegaze, que nem faço ideia do que seja.
Ângelo - Prefiro músicas sobre piratas. O meu sonho é lançar um álbum pirata.

Sendo vocês uma banda retro até na maneira de vestir, também usam calças apertadas ou isso são mesmo leggings?
Marouco Tecnicamente o nome é lycra mas para o vulgar dos mortais são leggings. Graças às lojas dos chineses temos uma grande variedade de escolha, e para o concerto estamos a pensar mudar de indumentária a cada meia música, por isso o chinês aqui da esquina vai ter uma páscoa jeitosa.
Rick - Nunca aderi muito à lycra porque sempre achei que a lycra aderia muito a mim.
Ângelo - Não posso usar lycra, faz-me mal à circulação.

Há quanto tempo é que não lavam os vossos casacos de ganga?
Marouco Aqui ninguém lava nada... quando as cuecas ficam coladas à parede decidimos ir buscar outras à gaveta.
Rick - Não o lavo, tenho medo que os patches desbotem.
Paulão - De vez em quando apanham com uns pingos da chuva, é suficiente.
Ângelo - Não costumo usar, a ganga ganha muita electricidade estática.

Tocar à borla num bar minúsculo na Cruz-de-Pau ou ganhar 2500 euros para tocar no Somos Portugal da TVI com apresentação do Nuno Eiró. Qual preferiam?
Marouco - €€€€€€€€€€€€€€€€€€€€€€€...amamos o Nuno Eiró.
Paulão - Nuno Eiró claro, até de borla.
Rick: Preferia tocar na Cruz Quebrada (aos céus).
Ângelo: Sou muito tímido, não gosto de câmaras, mas também não toco ao vivo por questões de saúde.

Se vos fosse possível ressuscitar um lendário músico thrash, qual seria: Cliff Burton, Jeff Hanneman ou James Hetfield?
Paulão - O quê? O Cliff Burton morreu?!!
Rick - Preferia matar o James Hetfield e o resto dos Metallica.
Ângelo - Ressuscitava aquele meu parente, que também era bom músico e chegou a gravar álbuns.

Últimos comentários:
Rick - Obrigado pela entrevista! Preparem-se para o ataque metálico nuclear extraterrestre do inferno! Sabem a piada da senhora que vai ao médico e pergunta: senhor doutor, posso tomar estes comprimidos com o período? E ele responde: Poder pode, mas é melhor tomar com água!

Género:
Thrash Metal

Line-up:
Rick - Voz, baixo
Paulão - Guitarra
Marouco - Guitarra
Ângelo Sexo - Baterista de sessão

Discografia:
2014 - Thermonuclear Epiphany

Página oficial:
https://www.facebook.com/perpetratorthrash





Anal Blast

Anal Blast: a banda preferida de um proctologista.



13 abril, 2014

Laughbanging entrevista Ravensire

Os Ravensire são uma banda de puro heavy metal. Há tanto metal na música da banda que há detectores de metais que vão começar a chamar-se de detectores de Ravensire.
Recentemente foram tocar à Grécia e viram-se gregos com tanta peripécia. (Pedimos desculpa pela piada fácil e rebuscada). Mas tiveram tanto sucesso lá que até agradaram a gregos e a troianos. (Pedimos desculpa por mais uma piada fácil e rebuscada).
O Laughbanging esteve à conversa com o Nuno Mordred.



Tendo em conta o estado do país, não acham que o vosso álbum “We March Forward” se devia chamar “We March Backwards”?

Depende do que vem a seguir ao "Forward". Podes estar a marchar forward para o abismo e, nesse caso, faz todo o sentido! Como diria o saudoso João Pinto do FCPorto... "Estávamos à beira do abismo, mas tomámos a decisão certa: demos um passo em frente".

A vossa música está cheia de riffs galopantes pelo que ficámos na dúvida. Vocês ensaiam numa garagem ou num picadeiro?
Ensaiamos numa garagem, mas temos o cuidado, quando estamos a compor, de levar muito cavalo para as sessões, de modo a dar aquela inspiração extra. Talvez seja daí que vem o nosso som característico galopante.

Um dos vossos elementos pertenceu aos Ironsword, um dos vossos temas é Iron Pits, o vosso EP de 2012 é Iron Will... Pretendem ser a cura musical para os metaleiros com anemia?
E esqueceste-te que o álbum foi gravado no "Iron Pit studio". Por acaso, a banda esteve para se chamar Iron on Iron, mas depois achámos melhor não, pois com tanto "Iron" isto ainda enferrujava depressa. Basicamente é a nossa maneira de homenagear o nosso período histórico preferido: a idade do ferro!

A letra da música Night of the Beastslayer é dedicada a que político?
No próximo álbum é que vamos ter uma música dedicada aos nossos políticos em geral, já que não gostamos de particularizar nesse aspecto. A música vai chamar-se simplesmente "Perish in Flames while you Feel the Fire and don't expect to be Released From Agony but rather Torn To Pieces... of Death"

Nota-se que os Ravensire são fãs de música antiga devido ao heavy metal old-school que praticam. A capa a preto e branco deve-se à banda gostar do cinema dos anos 40 ou é por outra razão?
Falta de dinheiro... Sabes como é a cena portuguesa! Ninguém apoia as bandas... A malta esforça-se, esforça-se, mas ninguém dá o devido valor... As editoras não apostam no que é nacional... Os fãs preferem ver as bandas estrangeiras do que apoiar o Metal nacional (alguém se lembra de mais alguma queixa?). Assim, sem dinheiro, não se conseguiram comprar as tintas para colorir o desenho. O Pedro Rebelo (o artista) ainda pôs lá uns números, para nós sabermos qual a côr a utilizar, mas como não houve nenhum mecenas a patrocinar as tintas... Olha, chapéu...

Vamos lançar aqui um boato. Ouvimos dizer que vocês gostam de cerveja sem álcool. Comentem.
Cerveja sem álcool é como sexo sem orgasmo; ou carro sem acelerador; ou poesia sem rimas; ou guitarras sem cordas; ou aliens sem uma segunda boca cheia de dentes; ou o Zé Rockhard sem os seus off-sides; ou já chega de comentário?

Que tipo de pesadelos é que um músico de Heavy Metal pode ter quando dorme? Que desafinou num concerto, que lhe roubaram a guitarra, que é ele que está de cuecas na capa de “Into Glory Ride” dos Manowar…
Pior que isso tudo é estar a tocar um concerto de tanga, a guitarra desafinar-se e desaparecer e o som que sai das colunas é "Coz I'm on top of the world" (obrigado por teres posto um vídeo disto no teu canal, a propósito...).
Em relação à capa do "Into Glory Ride": só tenho a dizer que PILEDRIVER ao vivo no século XXI é impossível de bater.

A banda teve honras de tocar num Festival na Grécia. Posto isto, pergunta-se: o iogurte lá é bom?
Reduzir a experiência na Grécia ao iogurte é cometer um crime... Atenas é uma metrópole fascinante! Gastronomicamente falando, há outros pratos típicos que põem o iogurte a um canto! Assim de repente, lembro-me das belas pizzas... Lembro-me de umas tâmaras iranianas que levaram o Zé Rockhard ao êxtase... Lembro-me das pitas shoarmas que foram (juntamente com as pizzas) a base da nossa alimentação (havia quem quisesse das outras pitas, mas a sorte não sorriu aos audazes)... E que dizer dos croissants pela manhã??
E depois há fenómenos por lá absolutamente desconcertantes como, por exemplo, árvores que andam em sentido contrário e vão chocar contra o Zé Rockhard... Ou shots de ouzo e tsipouri que põem um guitarrista (o mesmo já referido) a cantar King Diamond em altos berros pelas ruas da cidade. Enfim, uma experiência a todos os níveis edificante!
Voltando ao Iogurte, é curioso notar que nos supermercados gregos há as prateleiras a anunciar "Iogurte" e as outras a anunciar "Iogurte não Grego".

Cuecas, boxers e soutiens Ravensire. Acham que seria uma boa ideia para o vosso merchandising ou nem por isso?
Na realidade não. Pensámos a dada altura fazer fios dentais RAVENSIRE, mas quando percebemos que só no XXXXXXXXXXXL é que dava para ver o logo completo, achámos um bocado foleiro e portanto abandonámos a ideia da roupa interior.

Para finalizar, o que dizem os vossos olhos?
Como diria o poeta, os nossos olhos dizem o que a tua boca quer ouvir!

Últimos comentários.
Já chega de burrice, por isso aqui vão umas palavras de alta elevação intelectual: STAY TRULL!


Género:
Heavy Metal

Line-up:
Rick Thor - Voz, Baixo
Nuno Mordred - Guitarra
Zé RockHard - Guitarra
F - Bateria

Discografia:
2012 - Iron Will (EP)  
2013 - We March Forward
2013 - Split com Terminus

Páginas oficiais:
http://www.facebook.com/Ravensire
http://www.myspace.com/ravensire.epic
http://www.reverbnation.com/ravensire
http://soundcloud.com/ravensire

09 abril, 2014

Laughbanging entrevista Martelo Negro

Os Martelo Negro são uma banda que não bate bem da tola. Basta visitarem a sua página de Facebook e ler as informações da banda. Por esse facto, achamos que são a banda ideal para uma entrevista no Laughbanging.
Anteriormente denominados de Black Hammer, os Martelo Negro são uma banda que afirma tocar N.W.O.P.P.O.B.S.T.M., ou seja New Wave of Portuguese Proudly Obsolete Black Speed Thrash Metal e os seus músicos já andam nestas andanças do heavy metal desde os tempos em que se usava um rádio com duplo deck para gravar álbuns usando cassetes Skyrol ou Smat (que eram as mais baratas).
O Laughbanging entrevistou o "cientista maluco" desta banda, The Beyonder.


Ao dar uma vista de olhos nas vossas letras, é impossível não falar sobre religião. No vosso entender, Deus existe ou é como aquele avião na Malásia?
Deus existe e é mais caprichoso do que se possa pensar! O desaparecimento do malfadado avião é obra de Deus, com uma pequena ajuda do Diabo e da Nova Ordem Mundial!

As vossas letras em português já são escritas conforme o Novo Acordo Ortográfico?
Claro! Como boas ovelhas de rebanho que somos, seríamos incapazes de o fazer de outra forma! Tudo em nome de uma salutar Lusofonia Pan-Lusitana Corporativo-Imperialista! Por falar nisso, a ver se nos lembramos de corrigir o titulo do album de “Equinocio Espectral” para “Equinocio Espetral”!

Mudaram o nome de Black Hammer para Martelo Negro. Foi devido a alguma transferência de patrocínio da Home Depot para a Assicomate ou foi por outra razão?
Não! Foi mesmo por razões de puro marketing! Inicialmente, queríamos mudar para Xutos e Pontapés mas alguém nos alertou para a existência de uma casa de chuto em Campo de Ourique com esse nome e acabámos por optar por Martelo Negro. Porquê? Porque não?

Todos os elementos da banda usam pseudónimos como Bwzwys Narconomikon, Arrno Maalm e Thamuz. Será requisito para pertencer à banda ter nomes de bactérias infecciosas ou poderão eventualmente um dia usar o nome que está no Cartão do Cidadão?
Posso dizer-te que quando o Bwzyws saiu da banda fizemos um casting para recrutar um novo baterista . Apareceram alguns bastante decentes mas foram todos recusados por terem nomes…vulgares! Recordo-me, com alguma pena, de ver um rapaz forte chamado Nick Barker verter algumas lágrimas depois de lhe dizermos que não havia lugar para ele na banda pelo simples facto de ter um nome básico e facilmente memorável.

The Beyonder, ainda te lembras de todas as bandas e projectos musicais que criaste ou tens de consultar a Encyclopaedia Metallum?
Não me lembro sequer dos nomes dos meus animais de estimação, quanto mais dos projectos que tenho criado ao longo dos anos! Já agora, o que é isso da Encyclopaedia Metallum? Um fórum de receitas da Bimby para metaleiros?

Se houvesse um convite para actuar no Santuário de Fátima, como seria esse concerto?
Seria algo de megalómano! Consideraríamos, inclusive, a hipótese de tocarmos com guitarras, baixo e bateria! Acho que, nessas circunstâncias, valeria a Pena! MAS….os três pastorinhos teriam que ser os roadies de serviço e teria de haver muitas groupies, mesmo que tivessem os joelhos esfolados e cera derretida sobre as mãos!

Se pudessem inventar um prato culinário chamado Martelo Negro, do que seria composto esse prato?
Muito provavelmente seria algo gourmet ao máximo, com tinta de choco, ovo de duas gemas estrelado, bacon com bolor, cerveja ARGUS do Lidl, pão de forma BIMBO, ketchup fora do prazo, crucifixos de chocolate (invertidos, claro) fiambre reles do Lidl, entremeada de galinha (preta, claro) e sementes de sésamo colhidas pelas unhas dos pés de um GNR defunto numa noite de eclipse lunar, tudo embrulhado em páginas do livro de São Cipriano e servido, com requinte, por um sacristão com acne! Seria a NECRO-FRANCESINHA MARTELO NEGRO, o prato ideal para se servir numa qualquer ceia de Páscoa.

Já fizeram algum ritual? O sangue que vocês bebem é processado, geneticamente modificado ou é de cultura biológica?
Fazemos com muita regularidade, invocamos Lúcifer e, ocasionalmente, Cristo himself, depende de quantas pessoas nos fazem falta para disputar um torneio de matrecos esotéricos nessa noite! E, não, não é processado, é mesmo sangue a valer, proveniente da menstruação de freiras noviças que curtem bués o nosso som e que nunca nos deixam faltar nada, seja sangue, sífilis ou somente apoio espiritual…

Não sabemos se é do vosso conhecimento mas está a ser preparado um filme sobre a morte de Carlos Castro. Se vos convidassem para fazer a banda sonora, estariam dispostos a mudar o vosso nome para Saca-rolhas Negro?
É do nosso conhecimento, sim! Claro que teríamos todo o gosto em fazer a banda sonora desse filme e não nos importaríamos nada de mudar, temporariamente, de nome! Se bem que a comunidade dragqueen portuguesa não iria ficar muito satisfeita…

Há quanto tempo é que não vão ao psiquiatra?
Desde a última vez que nos cruzámos nos corredores do Júlio de Matos! Recordas-te?

Últimos comentários.
Eat your vegetables, exercise, worship Satan!


Género:
Death/Black/Thrash Metal

Line-up:
The Beyonder - Voz, Baixo
Thamuz - Guitarra
Melkor - Guitarra, Voz (backing)
Arrno Maalm - Bateria

Discografia:
(Black Hammer)
2007 - Winds of Carrion (EP)
2009 - Sob os Cascos de Satã (Single)
2009 - Bela Lugosi Is Dead, Buried and Forgotten (Single)
(Martelo Negro)
2009 - Hierofante em Chamas (Demo)
2011 - Sortilégio dos Mortos
2013 - Antologia Grotesca (MMVI-MMXII) (Compilação)

Páginas oficiais:



30 março, 2014

Próximos álbuns de Manowar

Os Manowar já têm planeados os próximos 5 álbuns a ser lançados nos próximos anos. São eles:

Hail to England MMXV
Sign of The Hammer MMVII
Fighting the World MMVIII
The Triumph of Steel MMXX
Battle Hymns MMXI MMXXIII


Regravações de álbuns

Depois dos Manowar regravarem o Battle Hymns e o Kings of Metal, outras bandas também querem entrar na moda. Metallica regravará o Master of Puppets e o Black Album, Anthrax regravará o Among the Living, Slayer será com o Reign in Blood e Agathocles regravará todos os splits.


Carlos Paredes

A melhor forma de apresentar Carlos Paredes à geração mais nova é se dissermos que foi o Joe Satriani da guitarra portuguesa.


Reviews de Napalm Death

Flash reviews da discografia de Napalm Death.

Scum (1987) - O início do grindcore. Bateria rápida e gritaria.
From Enslavement to Obliteration (1988) - Músicas pequenas e bué rápidas. Fixe.
Harmony Corruption (1990) - Menos gritaria mas mais barulho. É death metal.
Utopia Banished (1992) - Também 'tá fixe.
Fear, Emptiness, Despair (1994) - 'Tá mais lento e a ficar esquisito. Andam a experimentar coisas.
Diatribes (1996) - O que é isto? Música para "gafanhotos"?
Inside the Torn Apart (1997) - E continuam com os saltinhos.
Words from the Exit Wound (1998) - Mas a banda agora toca nu-metal ou quê?
Enemy of the Music Business (2000) - Eeeeh lá... Os gajos passaram-se. Granda barulheira. Fixe, pá.
Order of the Leech (2002) - Estão com raiva, os meninos.
Leaders Not Followers: Part 2 (2004) - Covers. Ya. Tá-se bem.
The Code Is Red...Long Live the Code (2005) - A raiva continua.
Smear Campaign (2006) - Os gajos não param. Assim é que é.
Time Waits for No Slave (2009) - Porra...! Barulheira e gritaria. É o que se quer.
Utilitarian (2012) - Parece que vai ser assim até morrerem.


Músicas dos Gut

Estive a ouvir um álbum de Gut e não percebi bem o que ele disse no 2º refrão da 3ª música.

27 março, 2014

Queensryche: mudanças de line-up

Depois do vocalista Geoff Tate sair dos Queensryche para formar uma banda chamada Queensryche, agora é o baterista Scott Rockenfield que sai dos Queensryche para formar o seu projecto a solo chamado Queensryche. Entretanto, Geoff Tate recrutou para os seus Queensryche o guitarrista Parker Lundgren dos Queensryche que anteriormente tocou nos Queensryche antes de ingressar os Queensryche. Os Queensryche vão entrar em tourné onde a banda que vai servir de suporte são os Queensryche numa série de concertos denominados de Queensryche.


26 março, 2014

Yngwie Malmsteen

Yngwie Malmsteen gravou todos os instrumentos no seu álbum de 2012. Devido ao temperamento do guitarrista, consta que houve muitas discussões com ele próprio, brigas e até ameaças de despedimento.


A bateria de Mike Portnoy

Mike Portnoy, ex-baterista de Dream Theater adquiriu mais peças para a sua bateria. Alegando que era muito pequena, agora está mais ao seu nível, só lamentando ter de apanhar o autocarro se quiser ir tocar no prato ride mais à direita.


Novo álbum de Guns'n'Roses

Axl Rose diz que vai haver novo álbum de Guns'n'Roses lá para 3063.


25 março, 2014

O som de Meshuggah

Experimentem ouvir Meshuggah quando estiverem com febre.


Power metal

Ainda estou para descobrir uma banda de power metal que não fale do Heavy Metal ser poderoso como trovões e relâmpagos, sobre lutar pela honra do Heavy Metal com uma espada na mão, sobre erguer o punho montado num dragão equipado com cabedal e picos e sobre ser livre como uma águia a voar nos ventos da eternidade.


Mais splits de Agathocles

Ontem, enquanto fui comprar cerveja, Agathocles lançou mais 3 splits.

09 junho, 2013

Nomes de bandas

Estas novas bandas de metal e rock alternativo arranjaram uma moda de terem várias palavras no nome da banda. E muitas delas parece que pegaram nalguma conversa a meio. Senão, vejam alguns exemplos:
As I Lay Dying
And Then There Were None
And The Angels Die
From The Eyes Of Servants
Between The Buried And Me
And You Know Us By The Trail Of Dead

Para as bandas que estão a começar e ainda não têm nome, o Laughbanging ajuda e dá aqui algumas ideias:
And All We Do Is Jump
Because We Have A Band
This Band Has A Lot Of Letters In The Name
All Songs Have The Same Chord
The Soup Is Getting Cold
And Yet Another Song That I Have To Scream Loud
These Are The Pants That Keep Falling Down

Revista Loud!: som de uma banda

Como a revista Loud! define o som de uma banda:
"Imaginem uns Overkill satânicos a ensaiarem na garagem dos Hammerfall, com instrumentos emprestados aos Morbid Angel depois de terem almoçado um prato feitos Behemoth, com os Slayer como chefs durante o visionamento de um jogo de futebol entre os Napalm Death e os Whitesnake enquanto bebiam uma cerveja dos Motorhead encomendada pelos Rhapsody of Fire por ordem dos Dark Tranquility, filhos de uns Nasty Savage com uns Emperor. Assim ficam com uma ideia do som desta banda."

Katingation - álbum completo

A banda angolana Katingation colocou as músicas todas no YouTube. Deve ser melhor assim, pois sair de casa para comprar o cd pode resultar no pisar de uma mina.

Katingation - 2 arms 1 leg (2013)

Revista Loud!: críticas a álbuns

Regra para os textos de críticas a álbuns na revista Loud!: usar o mínimo de palavras portuguesas possível. Aqui vai a nossa proposta para um álbum qualquer:
"Esta five-piece-band lançou este EP de tracks muito catchy, groove, numa onda thrashy bem old school. Começa com uma música com riffs muito in your face, que depois resulta num twist spooky muito cool e algo bluesy. Com largo airplay, tem gerado buzz no mundo mainstream, no qual o frontman até referiu este big success como um american dream inesperado."

24 maio, 2013

Nomes idiotas a bandas

Uma brincadeira idiota que fazíamos nos velhinhos anos 80 era dar nomes "aportuguesados" e idiotas a bandas. E porquê? Era os anos 80. Tínhamos muito tempo para estas parvoíces. Se vocês também faziam ou fazem, deixem aqui as vossas invenções.
Aqui fica algumas que ainda nos lembrámos:

Mão no Ar (Manowar)
Curriquidal Tem Desses (Suicidal Tendencies)
A Mão na Massa (Amon Amarth)
Tens Cardas (Tankard)
Peço-te o Lenço (Pestilence)
Nú Com o Liar Assado (Nuclear Assault)
Mãe Sabes Que (Massacre)
Num palmo de dedo (Napalm Death)
Pois É Cedo (Possessed)

04 maio, 2013

Katingation no Facebook

E não é que a banda de death metal angolana Katingation também já tem página de Facebook? E não é que o som deles é uma autêntica "bomba"?

http://www.facebook.com/katingation

Tributo a Jeff Hanneman

O nosso tributo a Jeff Hanneman, utilizando títulos de letras de Slayer:

The "Angel of Death" came and "Piece by Piece" took him away. He "Fight Till Death" but "Evil Has No Boundaries" and now "Hell Awaits". There's no such thing as "Divine Intervention" and i'm sure he will "Kill Again".

02 maio, 2013

Cervejas do metal

Os Iron Maiden lançaram a sua cerveja intitulada "Trooper". Ficamos a aguardar a cerveja dos Cannibal Corpse "I Cum Blood".

01 maio, 2013

Avantasia - as reuniões

1ª reunião antes de um álbum de Avantasia:
Tobias Sammet-"Pessoal. Tenho aqui 12 músicas. 5 são heavy metal tradicional, 2 são baladas e 3 são power/speed metal. Kiske, cantas estas 3."
Michael Kiske-"Porra, as músicas a abrir é sempre eu, sempre eu...!"

AC/DC

Mesmo que não se goste de AC/DC, o mais provável é já termos ouvido algum album completo enquanto esperávamos pelo fim do check sound de uma banda antes de iniciar um concerto.


14 setembro, 2012

Notícia Laughbanging

A banda PussyVibes foi condenada a dois anos de prisão por “hooliganismo e incitamento ao ódio religioso”, por terem feito uma performance não autorizada na catedral da Sé, mascarados, contra o Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho. Três dos elementos foram detidos, mas dois conseguiram fugir para outro país - escapando à justiça e continuando a divulgar algumas acções de protesto.

29 agosto, 2012

24 agosto, 2012

03 maio, 2012

Rhapsody e Rhapsody

Os Rhapsody estão neste momento a promover o seu novo álbum.
Rhapsody é uma banda que originalmente tinha o nome de Rhapsody, mas que mudou para Rhapsody of Fire porque já existia uma banda chamada Rhapsody e agora mudou de novo para Rhapsody.
Um pouco indecisos estes italianos, não?

20 março, 2012

25 fevereiro, 2012

Porque a Troika é como a lepra...

"Troika will take control and bring you to your death
No chance of a normal life to live just like the rest..."

07 setembro, 2011

Jim Breuer no Wacken 2011

O verdadeiro Laughbanger. O comediante Jim Breuer numa actuação stand-up comedy no Wacken 2011.

06 setembro, 2011

O Metal no Japão

Queres viajar até ao Japão, conhecer o país de norte a sul, comer nos restaurantes típicos, com todas as despesas pagas? Então, forma uma banda de power metal.

10 julho, 2011

Ordem Alfabética

Excelente ideia a minha de organizar os meus CDs por ordem alfabética ou sou só eu que acha piada o CD de Mata-Ratos estar entre Mayhem e Marduk?

06 julho, 2011

Iron Maiden e mais um best of

Os Iron Maiden lançaram mais uma compilação Best Of, intitulada From Fear to Eternity - The Best of 1990-2010.

Das duas uma: ou estão à rasca de dinheiro ou o Alzheimer está tão avançado que se esquecem sempre que já lançaram essas músicas uma centena de vezes.

23 junho, 2011

Hell

De todas as estrelas rock que estão no inferno, Dimebag Darrel é a única que tem stage fright.

15 junho, 2011

Thin Lizzy e o peso

O Thin Lizzy chegou a fazer uma dieta rigorosa para perder peso e ficar magro. Anteriormente, ele era conhecido por Fat Lazzy.

02 maio, 2011

RxDxPx PT

Se os Ratos de Porão fossem portuguêses, a música "Periferia" muito provavelmente chamar-se-ia "Margem Sul".

Já a letra, seria assim:

"Tudo acontece na Margem Sul,
brigas, mortes na Margem Sul,
tiros, sangue, na Margem Sul, na Margem Sul,
tudo acontece na Margem Sul (...)"

16 abril, 2011

Metallica - Load

Ontem à noite bebi 6 garrafas de cerveja e 3 copos de whisky enquanto ouvia o álbum Load, dos Metallica. Ainda não funciona. Continuo a não gostar do álbum.

06 abril, 2011

R.I.P.?

Então? Hoje não houve notícia de algum músico de heavy metal que morreu?

03 abril, 2011

Slowly We Frost

Se gritarem desalmadamente enquanto ouvem Celtic Frost, por momentos parece que estão a ouvir Obituary.

14 março, 2011

Um conto Punk

Era uma vez um Punk daqueles à antiga. Certo dia, e sem por a mão à frente da boca, bocejou em público e toda a gente à sua volta morreu.

12 março, 2011

D.R.I. + Simbiose + Switchtense + Pussy Hole Treatment - Cacilhas

Dia 11 de Março foi dia de muito thrash e hardcore com os portugueses Pussy Hole Treatment, Switchtense, Simbiose e os norte-americanos D.R.I, no Revólver Bar em Cacilhas com casa cheia. Se o cheiro que melhor caracteriza o Gótico é o incenso, então o que melhor caracterizou o thrash e hardcore foi o do sovaco.
Os Pussy Hole Treatment começaram o concerto. É inevitável falar acerca do nome da banda. Até que ponto se consegue sacar gajas dizendo que se toca numa banda com este nome? Pelos vistos é bastante fácil, pois quase todos os elementos da banda estavam acompanhados. Se assim é, eu imagino o backstage dos PussyVibes. A banda pratica um punk-thrash-crust e é malta jovem mas, à excepção do vocalista que saltava que nem um gafanhoto, os restantes elementos da banda pareciam ter problemas de mobilidade. Já vi mais movimento num lar da 3ª idade.
A seguir subiram ao palco os thrashers Switchtense. É notória a influência de Slayer, de tal forma que até ficámos com a impressão que o guitarrista estava com uma doença estranha. Por seu lado, a doença do vocalista parece não ter cura, neste caso o síndrome de Tourette. Se cada vez que ele dissesse uma asneira houvesse um bip, todo o concerto seria um autêntico e longo feedback.
Os Simbiose debitaram a sua descarga crust com eficiência. Com um novo 2º vocalista, as vocalizações continuam como sempre foram: poderosas... e imperceptíveis. E ainda bem. Sinceramente, achamos injusto que os Simbiose tenham 2 vocalistas quando há ai bandas que não têm nem 1 como é o caso dos Type O Negative.
Finalmente foi a vez dos cabeças de cartaz. Sabemos que a banda é old-school e já estão velhos quando os elementos da banda estão a preparar-se para tocar e o vocalista está na bancada de vendas de t-shirts, sentado a beber cerveja, à espera que o chamem. Tocaram quase todos os clássicos, sendo que o tema mais pedido da noite foi “Violent Pacification”, que, curiosamente, também é o tema preferido de Kadafi.
Pensámos que D.R.I. não fosse aquele tipo de bandas que dissesse coisas do género “Vocês fazem-nos sentir em casa”, mas disseram-no. Mas no caso dos D.R.I. até faz algum sentido, uma vez que são do Texas e estavam a tocar em Cacilhas. Aliás, pouca gente sabe disto mas a capa do álbum “Thrash Zone” era para ser uma fotografia de um barco a atracar.

Em resumo, foi um bom concerto. Vamos às estatísticas:
- 10543 asneiras proferidas (das quais 2732 foram ditas só pelo vocalista de Switchtense)
- 1032 charros fumados
- 2, vá lá, 3 cigarros fumados
- 2325 copos de cerveja bebidos
- 2325 copos de cerveja entornados
- 0 sorrisos mostrados em palco por parte do vocalista e baterista de D.R.I.

Nota: Estamos ainda a aguardar da parte do Hospital Garcia da Horta, o nº de óbitos e as suas respectivas causas de morte, sendo que as mais prováveis são: vítimas de moshpit, vítimas do segurança ou vítimas de intoxicação sovacal.

08 março, 2011

Manowar e a PDI

"Os Manowar estão a ficar tão velhos que qualquer dia têm de mudar o nome da banda para Manopause." (Richie)

28 fevereiro, 2011

Slayer: Tom Araya doente

O guitarrista de Slayer, Jeff Hanneman, ainda está em recuperação por contrair Fascite Necrosante, agora o vocalista/baixista Tom Araya adoeceu repentinamente.

Estão mesmo a ficar velhos. O Laughbanging sugere a dieta Rolling Stones. Terão vida longa.

22 fevereiro, 2011

Cradle of Laugh

Era uma vez um baterista e um guitarrista que queriam tocar Death Metal / Grind Core, um Vocalista que queria cantar Black Metal e um teclista que chumbou no casting para a Igreja local. Certo dia, decidiram gravar um álbum...

16 fevereiro, 2011

Slayer: Jeff Hanneman doente

O guitarrista de Slayer, Jeff Hanneman, contraiu uma doença chamada Fascite Necrosante, cujo nome dava para um belo título de uma música de Slayer.

Esta doença é provocada por uma bactéria antropófaga, que destrói a pele e os tecidos subcutâneos, do género streptococcus, tipo A. Uma descrição que dava para um bela letra de uma música de Slayer.

06 fevereiro, 2011

Censurados

É pena que os Censurados já tenham lançado um Álbum chamado "Confusão", porque esse é o nome ideal para muitos dos Álbuns que se lançam em Portugal.

27 janeiro, 2011

Laughbanging entrevista Dark Wings Syndrome

Os Dark Wings Syndrome vêm de Guimarães e tocam uma mistura de metal com... rock... ou é thrash? Acho que tem algum death metal também... E experimentam sons industriais, achamos nós... Ou não? Enfim. Aqui fica a entrevista ao Barros, para perceberem melhor... ou não.


O vosso álbum de estreia, "Arcane", conta com a participação de 9 convidados. Posto isto, a questão impõe-se: vocês fizeram alguma coisa neste álbum?
Quer dizer… coiso… 9 convidados… pois exacto… mas sim trabalhar cansa, chegou para os nove convidados e para todos nós. Esta foi a maneira que arranjámos de pôr americanos, belgas, norueguesas a trabalhar de borla, pois normalmente é sempre o contrário.

Ainda acerca dos vossos convidados, estive a ver a lista dos mesmos e não vi lá nem Sting, nem Bono Vox. Querem explicar esta ausência?
Pois esta ausência… o Sting adoraria ter participado no nosso álbum mas à última hora teve uma disenteria que para sua tristeza não conseguiu dar o seu contributo. Quanto ao Bono Vox… coiso… banheira… tás a ver humidade… tau, xau e pimba! E pronto tás a ver a coisa né!

O vosso som é um bocado obscuro, um pouco dark. Posto isto, porque razão colocaram a palavra Wings no nome da banda?
Mas então não estás a ver? É tão óbvio, para dar um pouco mais de leveza à coisa.

Sendo vocês de Guimarães, é correcto dizer que onde têm mais fãs é em Braga?
Claro que é correcto desde que sejam muitos fãs podem ser do concelho de Braga e de todo o lado e arredores!

Sinceramente, não percebo o porquê de terem estreado o vosso videoclip "Spiritual Emotions" na Sic Radical. Então, o objectivo não era ser visto?
Sim era mas era sem roupa, mas por alguma razão alguém enviou o vídeo onde já tínhamos todos a nossa roupinha de domingo. Ficámos mesmo muito envergonhados, mas estamos a ultrapassar este incidente com muita ajuda psiquiátrica.

No vosso site oficial, têm uma foto da banda na página inicial, onde só 1 elemento é que olha para a frente. Os outros elementos não sabiam onde era a câmara ou estava uma modelo a despir-se no estúdio?
Para ser o mais sincero possível, aquele dia da sessão de fotografia ainda está muito presente na minha memória. Foi mesmo terrível, o fotógrafo informou que no dia da sessão iam estar no estúdio vários modelos do mundo fantástico da pornografia. Estávamos todos muito entusiasmados para poder começar o trabalho, pois durante e depois deste trabalhinho estávamos a imaginar que ia ser o paraíso. O mal é que ele não informou que as modelos eram da secção “granny” (velhas, gordas e desdentadas). Por isso durante a sessão de fotografia estávamos todos a olhar para sítios diferente para não ver as velhas aos saltos.

Quem é o cabeleireiro do vocalista?
Será que a pergunta se deve a quereres frequentar o mesmo cabeleireiro?! É um cabeleireiro de muita fama e prestígio, no entanto prefere ficar no anonimato.

Últimos comentários.
Gostei da forma divertida que as questões foram colocadas.


Género:
Experimental / Metal / Rock

Line-up
Barros Onyx - Voz
David - Guitarra
Rui - Baixo e Teclado
Carlos - Bateria

Discografia
2010 - Spiritual Emotions (Single)
2010 - Arcane

Página oficial
www.myspace.com/darkwingssyndrome


24 dezembro, 2010

Aparelhagem

O chato de ter uma aparelhagem que não nos permita marcar o número da música que mais gostamos, é estarmos a ouvir o 1º álbum dos Napalm Death e a nossa música favorita ser a nº 27.

12 dezembro, 2010

29 novembro, 2010

Rick Astley (death metal)

Andy Rehfeldt mistura mais uma obra-prima. Rick Astley em death metal. Excelente. Se ele fizesse essa versão ele próprio, teria mais sucesso do que teve nos anos 80.

22 novembro, 2010

Um deficiente e Cannibal Corpse

Ainda há quem diga que o heavy metal é diabólico. Aqui há uma prova em que dá alegrias até a um deficiente motor.

19 novembro, 2010

Laughbanging entrevista HEAD:STONED

Os HEAD:STONED são uma banda do Porto que estão prestes a lançar o seu 1º álbum... a qualquer altura... pensamos todos.
Já fizeram a primeira parte dos thrashers Onslaught, facto de que essa banda inglesa ainda recordou... mas depois esqueceu-se minutos depois.
Falámos com o Vitor Franco (Vt) e o Augusto Peixoto (Ag) que nos esclareceram muitas coisas sobre a banda... ou não.



Por questões legais, vocês tiveram de alterar o nome da banda de HEADSTONE para HEAD:STONED. Qual a razão de terem colocado um smiley sem boca no meio da palavra? Foi para apelar a esta nova geração de jovens para comprarem o cd?
Vt - Na verdade, o smiley até tem boca. Se reparares, Headstone + :D = HEAD:STONED, noves fora qualquer coisa… Mesmo assim, não sei até que ponto agradaremos a esta nova geração. Talvez se tivessemos metido um X’s e uns K’s lá para o meio… era capaz de ser melhor ideia!
Ag – Canudo! Olha que eu vejo antes este smiley :S
Vt – Ya… deve ser da crise!

Sendo vós do Porto, gostávamos de saber qual de vocês é que atira as pedras ao autocarro do Benfica quando eles vão aí jogar?
Vt – Agora que falas disso… tenho quase a certeza que é a Vera! Isso explicaria o facto de ela só comparecer a cerca de metade dos ensaios. O Pedro não deve ser, porque ele é lampião.
Ag – Eu atirava era ao Orelhas, o Dumbo da mouraria! O bus não tem culpa!

Se tivessem de escolher, o que é que preferiam: dar um concerto para um grupo de 4 ou 5 metaleiros no máximo ou tocar para todo o Mercado do Bolhão?
Vt – Ah, sem dúvida, tocar para 4 ou 5 metaleiros… no Mercado do Bolhão! Não há nada como uma metalada com o aroma misto de peixe e fruta… e pouca gente a ver, como estamos habituados.
Ag – Era uma peixeirada com fruta à mistura! Até as cotas moshavam!

Actualmente têm uma baixista, a Vera. Para além de tocar baixo, ela também vos dá dicas de como deixar crescer o cabelo, mantendo-o sempre limpo e brilhante?
Vt – Evidentemente! Aliás, sem ela, a figura do Nuno e do Pedro nunca seria a mesma. Para o Gusto é que não há remédio e eu, porque me apetece, aplico essas dicas no crescimento da minha farta e lustrosa barba.
Ag – Oh Vitice, não será por causa da limpeza e brilho que ela chega sempre atrasada aos ensaios, ou nem aparece, sequer?!
Vt – Espero que não. Prefiro a teoria do slbus…

Vocês começaram por lançar um EP, sendo que em breve vão lançar o vosso 1º álbum. Depois deste estar cá fora, não temem seguir o percurso normal das bandas portuguesas assim que lançam um CD, ou seja, acabar?
Vt – A ideia é mesmo essa e já andamos a pensar em formas de acabar em grande. Expulsar o Nuno a meio duma tour transribatejana por abuso de substâncias ou ver o Gusto abandonar a banda para se dedicar a uma seita islandesa, são acontecimentos perfeitamente expectáveis num futuro mais ou menos próximo dos HEAD:STONED.
Ag – Isto se o álbum for editado! Ahah!

Em que personalidade do jet-set é que se inspiraram para fazer a capa do 1º álbum "I Am all"?
Vt – “Aquilo” parece-me ter feições do Goucha, mas só o Gusto é que pode confirmá-lo – ou não – pois foi ele o criador da coisa.
Ag – Nope! É o Bolachas, mas sem chicha!

Algumas das vossas adições em concerto é o facto de terem começado a usar uma mascote chamada Maria Alice que é uma boneca insuflável e o vocalista usar um kilt, provavelmente sem nada por baixo. Perguntamos: será por isso que se chamam Pedrados da Cabeça?
Vt – Ia jurar que o nome queria dizer Pedra nos Rins, olha que cena… Não pá, isso faz tudo parte de uma brilhante jogada de marketing – a boneca, claro! A cena do kilt (e obviamente que não revelo se uso ou não alguma coisa por baixo), aliada a um elevado estado de embriaguez, é uma técnica minha para me sentir mais à vontade em palco. Algo que recomendo vivamente a toda a pequenada que desejar vingar neste meio. Tomem nota: saias e cerveja... De nada, ora essa!
Ag – Fogo! Se não usares nada por baixo és afanado!

Porque é que é o vocalista passou a usar saias nos concertos e a baixista usa calças?
Vt – Também não entendo porque é que a Vera usa calças mas isso é problema dela. Raio de feitio…
Ag - A Verice de saia à escocês ia ser lindo, ia! Aposto que seriam só gajos à frente do palco a assoprar!

Últimos comentários.
Vt – Obrigado pela entrevista mas, numa próxima oportunidade, queremos a coisa feita em pessoa e por uma repórter podre de boa. Um pouco de profissionalismo fica sempre bem!
Ag - MAI NADA! Mas seria preferível ser só boa! Podre é que não! Para podre bastam as nossas flatulências (é uma ventosidade anal que pode ser ruidosa ou não e tem um cheiro fétido) na sala de ensaio!


Género:
Thrash Metal

Line-up
Vitor Franco - Voz
Pedro Vieira - Guitarra
Nuno Silva - Guitarra
Vera Sá - Baixo
Augusto Peixoto - Bateria

Discografia
2009 - Within the dark (EP)

Página oficial
www.myspace.com/headstonemetal


13 novembro, 2010

Cancelamentos

Notícias típicas sobre os concertos em Portugal: o concerto dos D.R.I. foi adiado para Março e Alice Cooper já não vem a Portugal. E ainda é Sábado.

09 novembro, 2010

Bêbado

Um metaleiro bêbado é capaz de dizer coisas do género: "A minha música preferida dos Death é a sexual healing".

08 novembro, 2010

Death

De todos os Álbuns de Death, o "Leprosy" foi o que vendeu melhor em África.

07 novembro, 2010

Chuck Schuldiner

Ao ler com mais atenção as letras de Death, fiquei com a impressão que se Chuck Schuldiner não fosse músico, muito provavelmente teria sido agente funerário.

26 outubro, 2010

Laughbanging entrevista Biolence

Os Biolence são uma banda do norte. Parece óbvio? Irão ler tudo na entrevista.
Banda formada em 1998 por Pedro, César, Dani e Jaime, onde o thrash metal e algumas "ervas medicinais" são o género predominante.
Depois de algumas alterações de line-up, estão actualmente a promover o seu mais recente EP "Melodic Thrashing Mayhem".
Aqui vai a entrevista com o nortenho César.

Biolence
O facto de se chamarem Biolence e não Violence, tem que ver com o facto de serem de Vila Nova de Gaia?
Não, por acaso sermos de Bila Noba de Gaia não teve qualquer tipo de influência. Quando a banda estava a começar queríamos ter um nome relacionado com violência, mas Violence já existia...e o nosso vocalista da altura lembrou-se de fazer o trocadilho para dar a entender "Violência biológica". Todos gostaram e ficou até hoje.

Notamos que, pelo vosso som, devem ter sido fãs de bandas como Biolent Force, Benom, Birgin Steel ou até Boibod. Poderá dizer-se que está correcto?
Sim de facto gostamos de alguma dessas bandas, mas também temos algumas influências de Vathory, Venediction, Vlack Savath, Vrujeria, etc...

Tendo em conta que a formação dos Biolence já sofreu várias alterações, e que vocês são de Vila Nova de Gaia, gostávamos de saber se alguma vez tiveram uma vocalista chamada Luciana Abreu?
Por acaso não apareceu a oportunidade de ela cantar com os nossos microfones, mas por coincidência ela era vizinha de baixo do nosso baterista e ele conseguía ouvi-la cantar aos berros em casa antes de participar nos Ídolos.

Tendo em conta que abordam um pouco a temática das armas biológicas, concordam se dissermos que a mais violenta de todas é a feijoada?
Vou ter que concordar que de facto é das mais biolentas, pelo menos é das poucas que nos faz evacuar a sala de ensaios em menos de cinco segundos. Por sorte ninguém morreu até hoje.

Denominam o vosso grupo como "a última arma biológica programada para contaminar o mundo". Querem vocês dizer que são uma arma criada ao ar livre, sem aditivos e com um sabor autêntico? Ou não é nada disso?
Só uma correcção, não é a banda que é denominada assim, mas sim o nosso último EP. O nosso intuito é divulgar ao máximo e continuar a espalhar este trabalho por vários sítios do mundo, queremos que toda a gente possa cheirar a nossa última arma biológica.

Tendo em conta que já actuaram em diversos concursos de música, gostávamos de saber o que é que a Roberta Medina achou do vosso som?
A Roberta gostou bastante... disse que a nossa música é "muito bacana", mas o Manel diz que somos uns azeitolas e não nos passou.

No vosso último registo discográfico, em estúdio, e, se não for indiscrição, quanto é que gastaram em álcool?
Não gastámos muito... só precisámos de dois ou três cocktails molotov para incendiar o estúdio.

Não receiam pelo futuro da banda, agora que vai ser mais caro adquirir medicamentos?
Não, nós somos adeptos de medicina alternativa, basta irmos à floresta falar com os elfos e eles fornecem-nos plantas medicinais.

Últimos comentários
Obrigado pelo interesse em entrevistar-nos. É sem dúvida uma abordagem diferente e cómica.
Para quem nos tem seguido, esperamos que continuem a aparecer e a apoiar-nos nos concertos. Vemo-nos lá!!!
Stay True

Biolence

Género:
Thrash / Death Metal

Line-up
César - Voz e Guitarra
David - Guitarra
Markito - Baixo
Dani - Bateria

Discografia
2004 - Biolence (demo)
2010 - Melodic Thrashing Mayhem (EP)

Página oficial
www.myspace.com/biolence

24 outubro, 2010

Iron Maiden tocam Bossa Nova

Os Iron Maiden fartaram-se do Heavy Metal. Últimos concertos da banda mostram já o novo estilo de música que abraçaram: a Bossa Nova.

22 outubro, 2010

Laughbanging entrevista Machinergy

De Arruda dos Vinhos chegam-nos os Machinergy, banda que conta com elementos que vieram de projectos como Mortalha e Imunity (nomes de bandas que ficam bem na mesma frase).
Desde 2006 que debitam a sua mistura de thrash, death e industrial metal aos milhões de habitantes de Arruda dos Vinhos... e arredores (por arredores, entenda-se todas as localidades do mundo que não seja Arruda dos Vinhos).
Aqui fica a conversa com o vocalista e guitarrista Ruy.

Machinergy
Os Machinergy são a melhor banda de metal de Arruda dos Vinhos, pelo que gostávamos de saber se isso tem que ver com o facto de serem a única banda de metal de Arruda dos Vinhos?
De facto, feliz ou infelizmente, somos os únicos por lá, pelo menos que eu saiba! Aliás, há mais bandas: de baile e uns putos que tocam umas couves, acho eu. Ah... e também há mais umas de grind e punk/crust mas com o pequeno pormenor de serem os mesmos gajos em todas elas, ahah! Já sabem, se aparecer uma banda de peso em Arruda, seja qual for o estilo, é muito provável (talvez 99.9%) que seja um novo projecto nosso! A sério, o mais engraçado é que nada mudou de há 20 anos para cá, a não ser o crescimento do betão, bancos e supermercados. Em 1990 começámos a brincar às bandas e fundámos os (nunca) lendários Mortalha e agora, duas décadas depois, ou mais concretamente em Junho de 2006, nascem os Machinergy. Arruda é um sítio agradável para viver mas é hiper-mega fracassado em termos de oferta cultural ou quaisquer incentivos para a cultura, neste caso, musical. O problema não é só de Arruda, é da generalidade dos concelhos deste país-modelo de catástrofe cultural. A cultura é o filho menor deste país, só preocupado com números e défices. Não há investimento em cultura, em salas de ensaio e ensino, oferta variada de bandas e concertos, maior facilidade no acesso a instrumentos musicais, etc. Enfim... Cultura PT = Morta e enterrada!

Os músicos da banda remontam a um projecto chamado Mortalha, fundado na Arruda dos Vinhos. Não serão os Machinergy uma perfeita combinação de Vinhos e Mortalha?
Machinergy pode ser a perfeita combinação de Metal e cerveja, isso sim! Vinho, assim avulso, não é grande apanágio da banda embora Arruda tenha bons e premiados vinhos e, passo a publicidade, provem o Náutico branco. É moca garantida! O nome Mortalha era um karma do caraças! Toda a gente levava o nome para aquilo que sabemos, embora isto seja tudo gente muito asseadinha, mas o que significava, na verdade, era algo como o manto que cobre, não o cadáver mas a Terra... morta! Fuck... até eu me assustei agora!!

Tinham uma banda chamada Groundustry (uma mistura de 2 palavras Ground e Industry), a banda chama-se Machinergy (uma mistura de 2 palavras Machine e Energy) e o álbum Rhythmotion (uma mistura de 2 palavras Rhythm e Motion). Posto isto, será que irão fazer concertours pela Europanamá onde farão bassoundchecks aos vossos guitaracks, ou os vossos planos são diferentes?
Vês? O nosso plano está a resultar, eheh! Tu próprio já criaste algumas palavras novas! É disso que se trata, criar algo diferente, único e teu. Sempre tentámos ir por esse caminho, embora tenhamos todos as nossas influências, mais ou menos óbvias. Sobre os nomes das bandas, é verdade, não só esses espectaculares trocadilhos 2 em 1 mas o facto de todas acabarem em Y: Imunity, Groundustry e Machinergy! Não foi de propósito, calhou! Tal como os caracteres chineses, pretendemos construir um dicionário inteiro com o máximo de frases/expressões numa só palavra, compreendesoquequerodizer?

O vosso primeiro álbum, "Rhythmotion", é uma edição de autor, o que com certeza significou um investimento avultado de vossa parte. Como tal, e de forma a apoiar-vos, gostávamos de saber onde é podemos fazer o download ilegal do mesmo?
Sim, foi um investimento avultado mas como dizem os mais velhos: "Antes para isto do que para a pharmácia!". Na verdade, com todo este investimento (que continua) andamos quase falidos e... mal pagos, eheh! Decidimos fazer tudo num espírito D.I.Y., (aliás, como sempre) sem estarmos dependentes de ninguém. Não queríamos perder mais tempo com o álbum e urgia (???) mandá-lo cá para fora sem estar à espera deste ou daquele pormenor, editora ou o que quer que fosse. Estamos satisfeitos e assim fazemos as coisas à nossa maneira e controlamos melhor a nossa arte. Amanhã poderemos trabalhar com alguém mas esse alguém terá que dar muito mais que nós senão não valerá sequer a pena! Há muitos anos que gastamos dinheiro a rodos nisto mas é por puro prazer e amor à camisola. Apesar de tudo, o retorno, nem sempre mensurável, é bom e faz bem ao espírito. Sobre os downloads, o que posso dizer é que o download é uma realidade inevitável mas é como que "puxar as orelhas ao macaco"! :P Podes ter o prazer virtual que quiseres mas o tacto, o cheiro, a realidade não tens. Eu tinha o "... And Justice For All" numa cassete Sonovox de ferro gravado a partir do Rock Em Stock mas quando tive o disco nas mãos até me espumei todo!! Essa é a diferença! Portanto, vão mas é aos concertos, aproveitem esse momento, comprem os CD's e as t-shirts, não se acanhem e falem com as bandas, etc. Não sabem o quanto isso motiva as bandas e as faz, inclusivamente, evoluir.

O vosso 1º álbum, "Rhythmotion", em português significa "ritmo e movimento", pelo que gostávamos de saber se não receiam que o público ache que se trata de música latina?
É engraçado que algumas pessoas fora do quadrante metálico, por assim dizer, até gostam da sonoridade de Machinergy. Se calhar, é por ter o tal "ritmo e movimento" que, independentemente do estilo mais pesado, agrada a essas pessoas. Para nós, as coisas têm de ter movimento, vida, dinâmica. Daí o thrash ser o nosso género de eleição, por exemplo. Quanto ao ser latino, é óbvio, isto é música feita por verdadeiros machos latinos! :P

A música "Rewine" é um tributo à vossa terra: Arruda dos Vinhos?
A música "Rewine" é barra-pesada, meu velho! A letra fala de uma espécie de vingança. Vingança das agruras da vida através, neste caso, do álcool mas pode ser com qualquer outra substância auto-destruidora. É um escape, uma fuga para a frente, neste caso, para o abismo! Uma forma que algumas pessoas encontram para pensarem menos nas coisas sérias da vida e ganharem uma certa coragem ilusória ou um poder temporário, mas algo do qual ficam dependentes depois mergulhando completamente na lama. No fundo, é uma espécie de "repeat", rebobinas e voltas ao mesmo (vício)...

Falemos do tema "Incendiário": podemos considerá-lo o vosso hit de Verão?
Não é um hit de Verão mas antes uma sina de Verão, Inverno, Outono e Primavera que todos temos e que cada vez mais nos vai tramar neste país chamado "Corruptugal"! No fundo, "Incendiário" é um adjectivo e ao mesmo tempo uma metáfora de algo/alguém que nos está a queimar à força toda! São os políticos e suas políticas falhadas, os média e o seu jornalismo completamente obnóxio, a cultura do futebol que tudo domina, a impunidade total dos corruptos, a cultura assassinada e enterrada, lobbies da igreja, militares, o dinheiro que tudo corrompe, etc. É o retrato do nosso país, do nosso (triste) fado! Portanto, ardam todos no Inferno, FDP!!

Além do vosso som enquadrar-se nas sonoridades thrash e death metal, também tem elementos de metal industrial. Não receiam pelo futuro da vossa banda, tendo em conta o encerramento de várias fábricas industriais no país, como a Indelma ou a Delphi?
O problema de algo fechar ou acabar, está sempre presente mas é por isso que temos que lutar e trabalhar todos os dias, exactamente para que isso não aconteça. Os gestores/CEO's da fábrica Machinergy não recebem um único tusto mas pretendem manter esta fábrica em pleno funcionamento e a todo gás, ao contrário dos "gestores" dessas empresas que mencionaste, que só pensaram neles e no seu lucro fácil! Em suma, o futuro da unidade fabril Machinergy só pode ser bom, estamos a fazer por isso! Não haverá despedimentos! ;)

Últimos comentários.
Obrigado pela oportunidade. Foi um enorme prazer e louvo este tipo de iniciativas, um pouco diferentes das habituais perguntas pelo que dá um interesse acrescido. Talvez as respostas tenham sido demasiado sérias para o tom mais descontraído da conversa mas para mim tudo é uma oportunidade para se poder transmitir uma mensagem, nem que as perguntas sejam a "brincar", que não foi o caso. Afinal, a música deve ter essa missão! É dos últimos meios (ainda) não-censurados que temos neste país!
Sucesso para o Laughbanging, para ti e os teus projectos!

Machinergy


Género:
Thrash metal
Line-up

Ruy - Voz e Guitarra
Helder - Bateria
João - Baixo

Discografia
2010 - Rhythmotion

Página oficial
www.machinergy.com

21 outubro, 2010

Entrevistas humorísticas

O Laughbanging está a efectuar entrevistas humorísticas a bandas.
A entrevista será feita por email, terá perguntas inéditas, nunca antes feitas, tudo com tom humorístico, satírico, puro divertimento, para ser levado na boa.
Bandas que queiram ser entrevistadas, enviem-nos um email mostrando esse interesse e juntando informações que possam fornecer sobre a banda: link da página oficial, foto, logotipo, local onde se possa ouvir algumas músicas, biografia, etc. Essas informações também terão publicação no blog e na página do Facebook com o devido destaque.

18 outubro, 2010

Laughbanging entrevista PussyVibes

Girls, Gore, Grind é o que apregoam os PussyVibes. É mesmo assim, pá...
Tudo começou como um projecto de 1 pessoa, o Nelson, que programou a bateria, tocou todos os instrumentos e bebeu as litrosas de cerveja sozinho.
Depois de algum tempo, começou a procurar elementos para a banda, no qual resultou na descarga de grindcore e letras sobre pornografia e mulheres que conhecemos hoje.
O Laughbanging, sempre interessado em música bonita, foi falar com o demente Nelson sobre os PussyVibes.

PussyVibes

Não vos entristece o facto de serem a única banda grindcore no mundo que ainda não lançou um split com Agathocles?
Não, não! Eles já nos contactaram mesmo com aquela conversa: "Ah e tal, vocês são a única banda grindcore do mundo que nunca lançou um split connosco, vá lá, lancem algo com Agathocles, não precisa ter qualidade, é só para bater o recorde e tal". Mas nós somos uma banda do contra e eu disse: "Epá, nós até temos ali uma gravação feita na casa de banho numa cassete que antes era do Nel Monteiro mas, epá, aquilo se calhar tem qualidade a mais para o que querem. Então não vai dar". Mas foi mesmo naquela, não queremos fazer mais splits, agora é para gravar outro álbum!

Em que animais é que se inspiraram para as vozes?
Isso é uma pergunta muito boa e pertinente, até porque a nossa principal inspiração em PussyVibes é o National Geographic. Portanto as maiores influências são os leões, os grilos, as rãs, as fêmeas, os ursos, as águias, os dragões e os porcos.

Já pensaram em usar o efeito auto-tune para a voz ficar mais afinada?
Claro! Aliás, usamos sempre em todas as gravações porque nunca tivemos aulas de canto e cantar em PussyVibes, como todos sabem, é uma arte muito refinada. Se por vezes sairmos de tom, nem que seja um bocadinho, o nosso guitarrista, que é daqueles virtuosos estilo Steve Vai, manda parar logo tudo para repetirmos. Assim, pelos menos quando está a ouvir o CD já não refila comigo e o Bruno.

Quantas vezes é que vocês tocaram a mesma música num concerto e ninguém deu por isso? Vá, confessem...
Hmmm... Essa é difícil de responder. É que nós não temos músicas diferentes. O que fazemos é começar todos ao mesmo tempo e cada um improvisa qualquer coisa e depois tentamos acabar todos ao mesmo tempo. O que fazemos pelo meio não interessa! Desde que consigamos parar todos ao mesmo tempo ficamos todos contentes e achamos que demos um bom concerto. É todos ao mesmo tempo.

Se vos dessem a oportunidade de fazer a banda sonora de uma série de desenhos animados, qual escolheriam e porquê?
Não sei o que o resto da banda acha, mas eu curtia fazer a banda sonora do South Park porque os desenhos animados são tão desajeitados como nós.

"Three Dogs in Heat", "Choke on this", "Finger Licking Good". Porque é que nas vossas letras falam tanto sobre a Elsa Raposo?
Porque é a minha mãe.

Tendo em conta o conteúdo das vossas letras, têm a noção de que se o Taveira gostasse de Metal, vocês seriam provavelmente a sua banda preferida?
Sim, sim. Houve um concerto que demos em Braga, no estádio AXA, a convite dele mesmo. Depois do concerto fomos todos para casa dele ver cassetes de vídeo. Foi muito fixe.

As vossas letras estão já escritas tendo em conta o novo acordo ortográfico?
Nós tentamos sempre cumprir a lei, por isso contratámos um brasileiro para fazer a tradução das nossas letras para esse novo acordo.

No festival Barroselas Metal Fest, tocaram com várias bandas, entre as quais os lendários Napalm Death. Estamos curiosos: antes dos Napalm subirem ao palco, qual de vocês é que lhes mudou as fraldas?
Fraldas? Naaaa, Napalm não usa fraldas. Eles gostam de se cagar em palco mesmo à GG Allin. É por isso que o Barney Greenway anda aos saltos dum lado do palco para outro, não quer que o cheiro fique ao pé dele. Então espalha ao pé dos outros e chama pessoal para o palco para disfarçar que foi ele que se cagou.

O que os vossos pais pensam da vossa música?
Acham muito relevante e educativa para a juventude de hoje. Como músicos, temos a responsabilidade de passar uma mensagem para o público e para os nossos milhões de fãs, por isso deixamos sempre a nossa mensagem de merda: barulho é que é bom!

Últimos comentários.
Obrigado pela oportunidade de nos expressar de maneira mais honesta e pura nesta entrevista. Esperamos que os nossos fãs se masturbem a ler isto e a ouvir o nosso cd PUSSY GORE GALORE (ainda temos 5 cópias para vender), o nosso split com GROG e ROADSIDE BURIAL (temos paletes disto para vender ainda, os australianos lembraram-se de fazer um repress não sei porquê, acho que lhes está a correr bem), e o nosso split com NAMEK (muito limitado, acho que já só temos 10 para vender). GIRLS! GORE! GRIND!

PussyVibes

Género:Grindcore
Line-up

Nelson Cravo - Voz
Bruno - Voz
Paulo Alexandre - Guitarras
Miguel Batista - Baixo
Paulo Santos - Bateria

Discografia
2000 - Can you smell it? (demo)
2009 - Pussy Gore Galore
2010 - Grog / Roadside Burial / Pussyvibes (split)

Página oficial
www.myspace.com/pussyvibes


01 outubro, 2010

Hevisaurus: heavy metal infantil

Os finlandeses cada vez mais têm o metal nas veias. Já nascem com aquilo... literalmente. É que até as criancinhas já vão a concertos. Isto porquê? Porque até há bandas de heavy metal... para crianças.
Parece que há lá muitas bandas. A de maior sucesso dá pelo nome de Hevisaurus e conta com músicos de bandas como Thunderstone, Stratovarius e outros.
Na Finlândia apostam em tantas bandas que até já nem sabem o que inventar mais.
Em Portugal lixam-se para tantas bandas que até já nem sabem o que inventar mais.

Aqui vai um video de uma actuação de Hevisaurus.

28 setembro, 2010

Outono / Inverno

Vem aí o tempo frio. Há que preparar a hibernação e reunir uma colecção de cd's de black metal nórdico.

26 setembro, 2010

Laughbanging entrevista Time Out

Time Out é um projecto de heavy/speed/power metal melódico bem ao estilo europeu e que provém dessa localidade tão conhecida pelo seu ambiente pacífico que é... Amora, na Margem Sul.
O projecto surgiu em meados de 1998 pela mão de Ricardo Vieira que compôs e escreveu as letras com a ajuda do irmão Paulo Vieira, para depois gravar a 1ª demo-tape Reality, em 1998 e depois em 2001 com som melhorado.
Como não havia mais elementos da banda para conversar e o Paulo estava ocupado, o Laughbanging foi forçado a falar com o Ricardo.

Time Out - Foto
Quem são os Time Out?
Time Out é um projecto musical de Speed Power Metal Melódico idealizado por mim em 1998. Gravei uma Demo-Tape nessa mesma data, utilizando bateria sequenciada e com a ajuda do meu irmão Paulo Vieira (Ex-The Firstborn) nas guitarras.
A ideia inicial seria para formar uma banda e tocar ao vivo, mas na altura não foi fácil encontrar elementos que estivessem à altura para executar as músicas da Demo-Tape, especialmente na bateria. Entretanto fui tocando em várias bandas de outros estilos e o projecto Time Out ficou na gaveta até agora.

Em 1998 gravaram uma demo com 4 músicas. Depois, só em 2001 é que gravaram outra demo... com as mesmas 4 músicas. Para quando um álbum com as mesmas 4 músicas?
A primeira Demo-Tape foi gravada com muito más condições de material, foi o que tinha na altura. Por exemplo, foi tudo gravado num Mini-disc, a voz principal foi gravada através de um pedal de guitarra, etc.
A Demo-CD de 2001 já tinha melhores condições mas já haviam novas músicas, mas sem letra, e como sou preguiçoso demais para as fazer, regravei as mesmas músicas. A proxima edição será um CD a sério, com uma edição a sério e com cerca de 10 músicas. Provavelmente serão 6 músicas novas e... a regravação das mesmas 4 da DEMO.

Escusado será perguntar qual o alinhamento para um concerto dos Time Out. Serão as mesmas 4 músicas?
Já imaginei como será, talvez umas 3 covers de Helloween ou Gammaray, umas 2 músicas novas, e ... as mesmas 4 músicas da Demo.

Time Out é uma banda portuguesa, gravou 2 demos em 3 anos, nunca deu concertos, nunca apareceu numa revista, só tem sido divulgado numa rádio de Pinhal Novo e a banda aparentemente acabou. Será por isso que a demo se chama Reality?
Chegou a aparecer na Revista Pro-Música que entretanto acabou. Reality é o nome da Demo-Tape porque achei que era a música mais gira das quatro na altura.

Na vossa biografia fazem referência ao facto da demo "Reality" ter sido gravada "num quarto, com material caseiro". Vocês têm noção que foi assim que surgiu a pornografia?
Nunca foi o meu objectivo comparar-me com a pornografia, mas fico lisonjeado pela comparação. Obrigado!

Até que ponto a letra do tema "No Band to Play" fala sobre a cena metaleira em África?
"No Band to Play" é uma música que fala sobre o facto de Time Out nunca ser um grupo e de ser apenas eu o único elemento. Mas a letra foi escrita pelo meu irmão Paulo, que se inspirou em... mim.

Tendo em conta que na vossa demo utilizaram um sequenciador de bateria, não acharam que seria no mínimo justo ele aparecer na vossa fotografia de grupo? Não me digam que saiu da banda?
Tens razão! Vou tratar disso.

Os Time Out são constituídos por dois irmãos, tal como os Tokyo Hotel. Não receiam comparações? É por isso que vocês não usam maquilhagem?
Não, até porque queremos continuar com aspecto de homens.

Mais uma vez, porque ainda não percebemos: quem são os Time Out?
É um projecto que brevemente irá lançar um CD Single com 2 músicas e, se tudo correr bem, gravar-se-há um CD como deve ser.

Ultimos comentários.
Esperem para ouvir!
Entretanto as velhinhas músicas da Demo-CD estão no Myspace : www.myspace.com/mytimeoutspace
e força aí nas entrevistas!

Time Out - Logo
Género:
Power metal melódico

Line-up:
Ricardo Vieira - voz, teclas, programação de bateria
Paulo Vieira - guitarras, baixo

Discografia:
2001 - Reality (demo)

Página Oficial:
www.myspace.com/mytimeoutspace

25 setembro, 2010

Entrevistas Laughbanging: prestes a começar

A primeira entrevista Laughbanging irá ser feita à banda power metal da Margem Sul: Time Out.
Bandas que queiram ser entrevistadas, enviem-nos um email mostrando esse interesse e juntando informações que possam fornecer sobre a banda: link da página oficial, foto, logotipo, local onde se possa ouvir algumas músicas, biografia, etc. Essas informações também terão publicação no blog.
A entrevista terá perguntas inéditas, nunca antes feitas, tudo com tom humorístico, satírico, puro divertimento.
Quem quiser juntar-se a esta iniciativa, faça o favor de avisar.

24 setembro, 2010

Mortician

A caixa de ritmos que gravou os últimos álbuns de Mortician, abandonou a banda. Motivo: divergências musicais.

17 setembro, 2010

Dragonforce: saída do vocalista

O vocalista ZP Theart saiu dos Dragonforce por motivos de divergências musicais. Consta que o vocalista pediu à banda para, em pelo menos 1 música que seja, tocar um pouco mais devagar.
A banda está à procura de um vocalista que preencha o seguinte requisito: gostar de jogos de computador.

11 setembro, 2010

Portnoy

Agora que Mike Portnoy saiu de Dream Theater, parece-me óbvio que esta seria a escolha mais acertada para ocupar o lugar de baterista:
Bem sei que o Animal não tem a mesma técnica que Portnoy, mas como ele os Dream Theater passariam finalmente a ter alguma piada.

09 setembro, 2010

Formigas metaleiras

As formigas também curtem heavy metal. Aqui estão elas na biqueirada a curtir um bom thrash metal.

07 setembro, 2010

Famosos acerca de Laughbanging

"Já não me ria tanto desde que ouvi o último álbum de Six Feet Under."
Chris Barnes

"Muito bacana. É um blogue filha da puta, tal como o Andreas Kisser."
Max Cavalera

"Não gosto. A minha cena é mais hambúrgueres."
António Freitas

06 setembro, 2010

Entrevistas Laughbanging

Brevemente, o Laughbanging irá efectuar entrevistas a bandas pertencentes ao universo do metal.
Serão entrevistas com perguntas inéditas, nunca antes feitas, tudo com tom humorístico.
E será tudo verdadeiro, não nos vamos pôr para cá inventar respostas. Essas respostas serão dadas pela própria banda, como é óbvio.

Mais informações para breve.

29 agosto, 2010

Funérea entrevista André Matos

Funérea é um desenho animado, meio gótico que entrevista músicos. Neste episódio, o entrevistado é André Matos, ex-Viper, Angra e Shaman.
É uma entrevista diferente, bem escrita, com muito humor.



16 agosto, 2010

Perdidos e Achados: Fogueteiro

Aos metaleiros dos anos 80. Lembram-se dos míticos concertos com The Coven, Ramp, Mortífera, Thormenthor ou Procyon no belo recinto do Fogueteiro? No Perdidos e Achados, mostramos como está hoje.

A entrada


O palco


A plateia


Atrás do palco


Fotos: Guzman

Para as bandas de metalcore

Caso não saibam, existem mais acordes na guitarra do que este.

12 agosto, 2010

Fobias

Conheço um engenheiro de som que tem fobia a notas musicais. Ele agora só grava bandas de metalcore.

09 agosto, 2010

Ser metaleiro

A vantagem de se ser metaleiro é que, depois de ir um funeral, podemos usar a mesma roupa para ir a um concerto.