02 março, 2015

Laughbanging entrevista Vitor Mendes "Carcass"

Continuando as entrevistas a personalidades, o Laughbanging decidiu falar com Vitor Mendes. Ele é um metaleiro de longa data, uma enciclopédia humana no que diz respeito a este estilo de música e já tocou em bandas como Psycoma, The Invertebrate, Fecal Expiration e actualmente está nos Neoplasmah, o que faz dele um dos músicos com maior pegada ecológica, pedimos desculpa, metaleira. Tem a alcunha de "Carcass" e, tal como eles, também tem uma mente doentia.


Deves ser o metaleiro com a colecção mais completa de demo-tapes de bandas portuguesas. Terás por acaso alguma demo-tape de uma banda que ainda nem sequer se tenha formado?
É curioso que perguntes isso, há muitos anos escrevi a um tipo para comprar a demo da banda dele. O facto é que o rapaz nem sabia o que era metal e recebi de volta uma carta com vários insultos.
Alguns anos mais tarde vim a saber que o tipo deixou a catequese e formou uma banda de grind-core e que ensaiavam numa bomba de gasolina abandonada em Cascos De Rolha, essa aldeia mítica,
e gravou a tal demo que eu lhe havia pedido. O maluco sou eu? Porque é que a bomba estava abandonada??

Coleccionas Cds, Vinis e K7s. Os dois primeiros ainda percebemos. Agora, K7?! Porquê? Ainda é possível ver-te no banco de trás do autocarro para o trabalho, a curtires o teu Walkman?
Walkman?? Que é isso?? Ainda ontem tive que comprar pilhas e levei o meu rádio deck-duplo com gira-discos acoplado. Ouvir vinil no autocarro é uma experiencia porreira.
A merda é que o rádio também paga bilhete como se fosse uma pessoa, não é justo. Já não basta a vergonha que eu ás vezes passo quando ponho a tocar o split de Vitor Espadinha com Sore Throat, sou obrigado a mudar e a pôr o split de José Cid com Napalm Death... É que eu não tenho mais nada em vinil, é mesmo só isso...

Atendendo ao peso que a Margem Sul teve e tem no Heavy Metal em Portugal, não achas que tal como o vinho, a Margem Sul devia ter o estatuto DOC em relação ao Metal? Consegues ver algum motivo em particular para a casta do Metal se dar tão bem pelas terras do Sado?
A Margem Sul já tem estatuto, não sei do quê mas já tem. Vinho? Onde?

É conhecido o teu gosto pelo death metal mais técnico e complexo, transparecendo essa complexidade para os riffs que compões para as bandas em que pertences. Posto isto, pergunta-se: com quantos graus de febre é que são precisos para se poder criar esses riffs?
Mas eu nem sei o que é isso de death metal técnico... tu tens a certeza que estás a fazer a entrevista à pessoa certa?? Mas afinal quem és tu??

Como irás no futuro explicar aos teus filhos que já pertenceste a bandas como Fecal Expiration, Lobotomized Ejaculator e Vagina Grotesca?
Sem qualquer problema, eu depois arranjo maneira desses ficheiros serem apagados dos registos da música em Portugal, tipo conspiração com o FBI quando eles vão fazer emboscadas e apreender cenas na Praça.
Dificil será explicar-lhes que existiram bandas como Delfins, Deolinda, GNR, como é que alguém consegue compreender isso??

Imagina que terias a oportunidade de gravar um álbum a solo, mas tinha de ser de um destes estilos de metal: glam-hair-metal ou metalcore. Qual escolhias e que nome davas ao álbum?
Nunca entendi isso dos álbuns a solo... Porque é que não há albuns a ar, albuns a água... Se gravasse, seria um album a vinho!

Tendo em conta a comunidade africana existente na Margem Sul, como explicas nunca ter existido uma banda de Rap Metal?
Então os UHF tocam o quê? Death metal??

Tendo tu acompanhado a evolução do underground português, conta-nos a coisa mais amadora e hilariante que já testemunhaste, estilo “Liga dos Últimos”?
Esta entrevista. Isto é de um amadorismo levado ao extremo. O meu leve atraso também não ajuda muito, mas pronto...

Qual destas marcas te diz mais ao coração e porquê: BASF, Smat, TDK, AGFA ou Skyrol?
Skyrol. Centro Comercial Saturno forever! 2 lojas vulgares, um café e uma loja de musica!
As Scotch também eram porreiras. Nas férias levava algumas dessas lá para a terra dos meus pais e a minha avó confundia e pensava que eram esfregões da Scotch Brite, muitas vezes apanhei-a a tentar lavar a loiça com as cassetes, ainda me deu cabo de algumas.

Imagina-te no “Prós e Contras” da RTP. De que lado da barricada te sentarias em relação a estes três temas e porquê?
1) Cds Vs. Vinyl
2) Metal Anos 80 Vs. Metal Anos 90
3) Cerveja Vs. Vinho

Preferia sentar-me ao balcão duma tasca qualquer. Já me disseram que na RTP cobram balurdios pelos amendoins, tremoços e azeitonas.

Últimos comentários:
De grão a grão, bla bla, whiskas saquetas... não tem piada...


Bandas no seu currículo
:
Neoplasmah, The Invertebrate, Black Hammer, Systematic Collision, Ultrapodre, Fecal Expiration, Lobotomized Ejaculator, Project Six, Psycoma, Vagina Grotesca, Antiquus Scriptum, Grog, Martelo Negro, Raw, Firstborn Evil, Putregod

Página oficial (Neoplasmah):
https://www.facebook.com/neoplasmahofficial

23 fevereiro, 2015

Laughbanging entrevista José Luis Peixoto

O nosso entrevistado tocou guitarra numa banda grindcore chamada “Hipocondríacos”. Também é escritor mas não sabemos se isto vos interessa pois o que não falta por aí são metaleiros que não ligam nenhuma às letras.
Foi com orgulho que entrevistámos José Luís Peixoto que nos revelou muito sobre a escrita e o heavy metal desta forma divertida e disparatada, como já é hábito das conversas com o Laughbanging.


Gostas de heavy metal, vestes-te de preto, tens piercings e tatuagens. Como é que correram as sessões de autógrafos do livro infantil "A Mãe Que Chovia"? Havia mães que iam ter contigo a medo ou, pelo contrário, ficaram atraídas por ti?
Normalmente, nessas sessões de autógrafos, disfarço-me de coelhinho para não ferir sensibilidades.

No início da tua carreira como escritor, quando enviavas um livro para análise a uma editora, também lhes pedias que devolvessem o selo dos Correios?
Pedia sempre. Nesse tempo, como eram modernos, costumavam devolvê-los por fax.

Para quando um livro em que na capa surges a fazer headbanging, vestido com um colete de ganga no qual constam vários remendos, não com o nome de bandas, mas sim de escritores?
Muito obrigado por teres revelado a capa do meu próximo livro... Agora estragaste tudo. Vou ter de arranjar nova capa.

Em 2010 lançaste um livro com o nome de... "Livro". Qual foi o processo criativo que tiveste até chegar a este título? Chegou a ter algum título provisório, como por exemplo: "Folhas"?
Durante algum tempo chamou-se "Pedra" e não era em papel, era em granito. A editora fez-me ver que era pouco prático (o Continente recusava-se a distribuí-lo). Foi então que pensei em papel e, logo a seguir, no título "Livro".

Para quando um livro infantil sobre a história real de uma banda de grindcore chamada "Hipondríacos"?
Brevemente. Com muita probabilidade no segundo semestre de 2035. Vai ser a grande aposta da editora para o Natal.

Sendo tu um ex-músico de grindcore, o que achas da profundidade literária das bandas desse género musical?
Depois de esgotadas as possibilidades estruturais, nomeadamente as sintácticas, acho que é fundamental tomá-las palavra a palavra e analisá-las de uma perspectiva etimológica e, só por fim, atentar na sua dimensão fonética. Qualquer interpretação que não tenha estes parâmetros em consideração revela má fé.

Como são as groupies da literatura?
Costumam andar de camisa de flanela aos quadrados, têm uma barriguinha, estão a começar a ficar calvas e chamam-se Tózé.

Falemos dos teus filhos. As tuas maiores discussões com eles têm que ver com o quarto continuar por arrumar ou por ainda não terem ouvido os CDs que o pai mandou?
Raramente consigo discutir com eles. Só desligam o Black Metal para dormir.

Se houvesse um festival de leitura onde os escritores pudessem ler excertos dos seus livros num grande palco onde fosses tu o headliner, que escritores é que gostavas que actuassem antes de ti?
Não sou esquisito, qualquer escritor local estaria bem. Não haveria problema de usar o meu PA.

Que bandas e álbuns fizeram-te soltar um grande “Morreste-me”?
Sepultura, por exemplo.

Últimos comentários:
Últimos? Não estou a perceber... Mas a entrevista já começou?


Bibliografia:
Morreste-me (Prosa, 2000)
Nenhum Olhar (Romance, 2000)
A Criança em Ruínas (Poesia, 2001)
Uma Casa na Escuridão (Romance, 2002)
A Casa, a Escuridão (Poesia, 2002)
Antídoto (Prosa, 2003)
Cemitério de Pianos (Romance, 2006)
Cal (Prosa e Teatro, 2007)
Gaveta de Papéis (Poesia, 2008)
Livro (Romance, 2010)
Abraço (Prosa, 2011)
A Mãe que Chovia (Infantil, 2012)
Dentro do Segredo (Viagens, 2012)
Galveias (Romance, 2014)

Páginas oficiais:
http://www.joseluispeixoto.net/
https://www.facebook.com/joseluispeixoto

16 fevereiro, 2015

Laughbanging entrevista Dico

Metaleiro da "velha guarda", criador do blog Metal Incandescente, escritor do livro "Breve História do Metal Português" e muitos mais projectos ligados a este som agressivo que tanto gostamos. Tal como o som, ele é conhecido por um nome igualmente agressivo: Dico.
Foi a primeira e única pessoa que entrevistou os criadores do Laughbanging. Posto isto, o Laughbanging decidiu retribuir o favor e entrevistá-lo... 8 anos depois.


Fala-nos destas duas fotografias abaixo. Quando é que decidiste deixar a Hewlett Packard e foste para o Seminário?
A foto da esquerda é da época em que eu queria fazer a cirurgia para mudar de sexo mas não tinha dinheiro, por isso limitei-me a deixar crescer o cabelo e a fazer voz fininha. Decidi deixar a Hewlett Packard ainda antes de me candidatar a um emprego lá. Achei melhor ingressar no Seminário, mas a minha passagem por lá foi breve. Uma noite fui surpreendido a ouvir um álbum do Tony Carreira e expulsaram-me de imediato. Disseram que não queriam ali gente como eu. Podes ver o sorriso nervoso (foto da direita) com que fico sempre que falo disso.

És músico, jornalista e escritor onde por vezes tens de aturar muitas birras de músicos e críticos. És também casado e pai de um filho onde por vezes tens de aturar muitas birras de ambos. Qual das duas experiências é a mais difícil?
Ambas são difíceis, mas as birras que fazem mais estragos são as dos críticos que fazem as suas análises de forma infundada, frustrada, ressabiada e ignorante, o que acontece com uma frequência assustadora. Por outro lado, mesmo que te levem a ter quase um ataque cardíaco, as birras familiares comportam sempre uma elevada dose de amor, o que é muito reconfortante. As birras dos músicos são mais ao nível de quererem negar factos das suas biografias e quererem contrariar a ideia de que o seu novo álbum é mesmo o melhor.

Se pudesses refazer o livro "Breve História do Metal Português" onde pudesses escrever sobre as polémicas e os "podres" do underground nacional, quantos volumes achas que isso daria?
Ui, isso era interessante. Bastava escrever sobre as birrinhas de algumas figuras pseudo-especialistas e com a mania que são famosos para dar dois volumes, cada um da espessura do Código Civil, no mínimo. Mas se fosse a aprofundar ainda mais, a galeria dos horrores do Metal nacional (e não estou a falar das capas dos álbuns dos Holocausto Canibal) era capaz de resultar nuns 666 volumes.

Imagina-te de volta à tua juventude. Como é que foi o jantar em que anunciaste à família que gostavas de Heavy Metal? Ou pior, que querias ser baterista?
Coitada da minha família, não precisou que lhes fizesse esses anúncios oficialmente. A prova de que eu era fã de Heavy Metal e queria ser baterista entrava-lhes pelos tímpanos dentro todos os dias, em particular quando batia violentamente com as colheres de pau nas caixas tupperware como se de uma bateria se tratasse (isto é verídico, não estou a gozar). Pior ainda foi quando comprei a minha primeira bateria. Reza a história que os meus devaneios “baterísticos” se faziam ouvir a uns 200 metros de distância.

Nos ensaios, quantas vezes é que a banda se irritou contigo porque queria dizer alguma coisa ou ainda estava a afinar os instrumentos mas não conseguia porque tu não paravas de tocar nem por uns segundos?
Não sei, só sei que eu era mesmo um chato do caraças (desconfio que ainda hoje sou, mas isso terás que perguntar à minha família e aos meus amigos). É que quando só ensaias uma vez por semana e estás a pagar para isso tens que aproveitar ao máximo e quando eles começavam a abardinar eu fazia logo um blastbeat para deixar as hostes em sentido e passar ao tema seguinte. Em geral, resultava.

Uma das vossas aparições na televisão foi neste programa da RTP2 onde tocaram algumas músicas. Dico, o que se passou aqui contigo para estares tão direitinho a tocar? Não querias despentear-te? Estavas com receio que os óculos caíssem? Levaste uma reprimenda do teu médico para teres sempre as costas direitas?


Estava firme e hirto devido à concentração zen. É que nesta treta de fazer playback o desgraçado do baterista é que se lixava. Já não bastava estar lá atrás, qual renegado, e ainda por cima tinha que tocar a medo, como um betinho. Não se podia fazer barulho. Na altura não havia forma de abafar os tambores, por isso, se eu tocasse uma nota mais alta abafava o som das colunas e começavam todos a barafustar aqui com o caixa de óculos. De tantos takes repetirmos tive que me render às evidências e fazer de conta que tinha engolido o cabo de uma vassoura.

Caso se proporcionasse, qual das bandas em que já tocaste escolherias para fazer a banda sonora de um filme da Violetta?
Mas será que ninguém consegue dizer correctamente o nome dessa artista de excepção? Não é Violetta, é Violenta, chiça! V-i-o-l-e-n-t-a! OK? Uma vez, a miúda teve o azar de lhe escreverem mal o nome num cartaz e a partir daí toda a gente começou a chamar-lhe Violetta. Obviamente que desde esse triste episódio ela se tornou ainda mais Violenta e quem paga a factura são os desgraçados da road crew que a acompanham na estrada. Mas para responder à tua pergunta, a banda que escolheria seriam os Paranóia, garantidamente. Faríamos uns 100 temas Grind com uma média de 20 segundos cada e despachava-se a coisa. Acho que a Violenta iria adorar.

Imagina que vais de viagem e que apenas podes levar um único CD para ouvires. O que escolhias: um péssimo CD de Heavy Metal que nos envergonha a todos, um medíocre álbum pop ou um excelente CD de Kizomba reconhecido pela crítica?
Levaria sem dúvida um péssimo CD de Heavy Metal que nos envergonha a todos, mesmo que fosse um álbum dos Ratt.

As casas, os carros, as groupies… Tudo coisas que um músico pode almejar, menos os de Heavy Metal. Não é por acaso que alguns vendem a alma ao diabo tocando em bandas Pimba, Pop, para que possam sobreviver. Posto isto, e apelando ao teu conhecimento enciclopédico, conta aqui à gente exemplos engraçados deste género?
Esse era outro tema que dava para escrever alguns livros volumosos. Eu próprio já toquei com alguns músicos que agora tocam…aarrgh, nem é bom lembrar-me disso, estou a ficar com náuseas. Há alguns exemplos, mas seriam embaraçosos para com os seus protagonistas, por isso vou ali fora comer uma bifana afogada em mostarda e já volto. Obrigadinho pela compreensão.

Sendo tu da velha guarda, tendo acompanhado boa parte da evolução da música, bem como da tecnologia associada a esta, alguma vez deste por ti a tentar rebobinar um CD com uma caneta BIC?
Antes de mais deixa-me dizer-te que a bifana estava mesmo boa. Buurrp…ups, perdão. Não, por acaso a caneta não era Bic, era Rotring. Mas ainda hoje estou para saber por que raio o CD não rebobinou. Se calhar tinha que o colocar no lado B, seria isso?

Últimos comentários:
Quem é que te disse que me apetece fazer comentários? Eu não vou comentar nada. Não me chamo Marcelo Rebelo de Sousa.  Não vou escrever uma linha sequer. Só me faltava agora esta, hã?  Ho, que caraças…


Bandas por onde passou como baterista:
Dinosaur, Estalada Total, Paranóia, Powersource, Sacred Sin, Timeless

Outros projectos:
Breve História do Metal
(livro)
escritor

Metal Incandescente
(blog)
criador e escritor

Páginas oficiais:
http://dico-bhmp.weebly.com/
https://www.facebook.com/DicoLivroBreveHistoriaDoMetalPortugues

04 fevereiro, 2015

Metal Incandescente entrevista Laughbanging (Novembro 2006)

Em Novembro de 2006, o Laughbanging foi entrevistado para o blog de heavy metal Metal Incandescente.
Aqui fica a entrevista realizada pelo músico/jornalista/escritor Dico.

"LAUGHBANGING" A RIR ÀS GARGALHADAS

Metal e humor não combinam? Deve o Som Eterno remeter-se a uma postura de inflexível seriedade? Paulo Rodrigues e Gustavo, stand-up comedians e fundadores do nem sempre compreendido blogue "Laughbanging" rejeitam estas ideias numa entrevista divertida mas incisiva. Como não podia deixar de ser.

Ambos fazem stand-up comedy. Desde sempre se sentiram atraídos pelo humor (e por este formato específico de fazer rir) ou é uma paixão recente?
Paulo Rodrigues – Eu comecei a interessar-me pelo humor desde que os Limp Bizkit lançaram o seu primeiro álbum.
Gustavo – Confesso que a recente descoberta do stand-up em Portugal veio intensificar uma "paixão" oculta por este formato. Mas, apesar de apenas recentemente termos começado a fazer stand-up, isto da comédia já vem de há muito tempo. Eu, quando nasci, em vez de chorar, ri-me.

Têm alguma fonte de inspiração favorita ou qualquer aspecto quotidiano pode resultar na escrita de um novo sketch?
G
– Tudo na vida é passível de gerar um sketch. Responder a esta entrevista dava um sketch.
PR – Fonte de inspiração? Novamente, o álbum de estreia dos Limp Bizkit.

De que forma trabalham o vosso material? Adequam-no ao perfil do público que irá ver-vos?
PR
– Não, não adequamos as nossas piadas ao público. Se as pessoas gostarem tudo bem, caso contrário que se lixem. Não comprem os nossos CDs. Não vamos vender-nos por nada.
G – Quero dizer... com umas cervejolas, se calhar até ía lá. Bom, mas acerca da forma como trabalho o meu material... Muitas vezes, a meio da noite tenho uma ideia para um riff de uma piada. Nesses casos, pego imediatamente no bloco de notas e no microfone e gravo-a. No dia seguinte, componho a piada na pauta mais pormenorizadamente.

Reparei que as vossas agendas estão razoavelmente preenchidas no que se refere a espectáculos. É simples fazer stand-up comedy em Portugal? Existe um circuito que facilite a realização de eventos?
G – Eu diria que é mais fácil aprender a tocar Meshuggah em reverse do que fazer stand-up comedy no nosso País.
PR – Circuito? Já diziam os Celtic Frost: "Circle of the Tyrants." Em cada bar há um tirano.
G – Não existe circuito para estes eventos. Por vezes, assemelha-se ao Underground, pois temos que actuar em buracos podres.
PR – ...Com a diferença de que não há feedbacks.

Em Portugal os artistas de stand-up comedy sentem-se apoiados? Existem patrocínios ou iniciativas de mecenato?
PR – Não! O meu pai sempre me disse que fazer piadas é coisa do diabo, que é algo sem futuro.
G – O único "apoio" que tenho nos espectáculos é a cerveja. Ainda por cima tenho de a pagar. Eu é que "patrocino" a cerveja que bebo.
PR – Agora a sério: fomos nós que demos nome ao primeiro álbum dos Napalm Death – Scum. É isso mesmo que nós somos.

Fenómenos mediáticos como "O Homem Que Mordeu o Cão" e "Gato Fedorento" escancararam as portas a toda uma nova geração de humoristas em Portugal. Inclusive, surgiram bem sucedidos programas televisivos de humor, como o "Levanta-te e Ri", que proporcionou alguma visibilidade a talentos emergentes. Por outro lado, eventos como o festival RIR vieram também dar um novo fôlego a todos quantos ambicionam profissionalizar-se nesta área. Sendo assim, como vêem o humor actualmente feito em Portugal? Reconhecem, de facto, talento a alguns dos artistas mais mediáticos ou ainda há que separar o trigo do joio?
G
– Mais uma vez, comparo este meio ao do Metal. O stand-up comedy tornou-se uma moda, é algo que muitos querem fazer. Há imensa gente sem talento, mas também existem muitos comediantes talentosos. Daqui a algum tempo, só os melhores irão prevalecer. (Isto parece uma qualquer letra dos Manowar: "Only the best... will prevail! Hail and fight! Yááááááá.... cof, cof...áááá.").
PR – Sobre a comédia em Portugal, já diziam os Carcass: "Reek of Putrefaction", apesar de existir um conjunto de pessoas que considero os Mike "Portnoys" da comédia.

Falem-me agora do "Laughbanging". Como surgiu a ideia de fundarem um blogue com estas características?
G
– A ideia foi do Paulo.
PR – Bom, eu estava a ouvir uma demo-tape dos Dinosaur...[NR.: Referência ao facto de este vosso escriba ter sido baterista dos Dinosaur, entre 1990 e 1992).

Que recepção teve o projecto? Os fãs de Metal gostaram ou nem por isso?
PR
– A reacção foi a mesma que as pessoas têm normalmente em relação a um álbum dos Anal Cunt: houve quem adorasse e quem odiasse. Algumas pessoas desiludiram-nos ao ponto de termos ponderado colocar um fim prematuro ao projecto, mas os Carcass sempre falaram de nados mortos e acabaram por gravar cinco álbuns...

No Metal o humor escasseia?
PR
– De modo algum, há os Limp Bizkit, os Deftones, os Ill Niño...
G – Um pouco. Citando o Dee Snider, [vocalista] dos Twisted Sister, num documentário: "Heavy Metal e sorrisos não combinam." Mas uma coisa é a postura em palco dos músicos que, na maior parte das vezes, é séria; outra bem diferente é o seu comportamento fora do palco, ambiente no qual são, muitas vezes, extremamente extrovertidos e divertidos.

Que projectos são os vossos para 2006, quer no âmbito do blogue quer fora dele?
G
– Colocar, pelo menos, mais um post no blogue e estarmos vivos.
PR – "Sacar" a discografia completa dos Agathocles.
G – Sermos entrevistados pelo António Freitas em inglês.
PR – Acabar de ouvir o primeiro álbum dos Desire (comecei no ano passado).
G – Ter piada.
PR – Actuar no Rock in Rio.
PR/G – Enfim, sermos felizes.

29 janeiro, 2015

Laughbanging entrevista Paulo Vieira (Paulão)

Paulo Vieira, mais conhecido pela malta por "Paulão", é um músico e produtor de som, residente na Margem Sul. Pertenceu a bandas como The Firstborn, D.O.M., Antiquus Scriptum, Collusive, Time Out, Nargothrond, Decreto 77, Pestox, Sat on the Cat, Albert Fish, seja como guitarrista, baixista, vocalista e sei lá mais o quê que era preciso na altura. A banda onde actualmente compõe é Perpetratör, mas onde ocupa mais o tempo a gravar bandas, onde também já passou por vários estúdios. Já gravou bandas de heavy metal, rock, punk e até hip-hop, provavelmente querendo acabar o ano tendo gravado todos os estilos de música que existem.
O Laughbanging falou com o "Paulão" e aqui está a conversa.


Como músico, além de teres tocado em bandas como The Firstborn, Decreto 77, Collusive, entre outras, tocas / compões em bandas como Perpetratör, Sat On The Cat, D.O.M. e ainda aceitaste participar a pedido em bandas como Albert Fish, Antiquus Scriptum e mais algumas que nem sabemos. Tu conheces a palavra “Não”?

Não

Já tocaste em bandas de Black Metal, Thrash Metal, Punk… Para quando Glam Rock?
Já tive uma banda de Glam Rock com o meu amigo Damázio, mas não vingou, tinha um Hit Song chamado “Seven-Five, We are Crazy”

Enquanto produtor, já gravaste bandas de Metal, Hard Core, Hip Hop… O único motivo pelo qual não deixas crescer a barba é para não seres confundido com Rick Rubin?
Não, a minha barba é que é preguiçosa como eu, (estou a deixá-la crescer desde 2004)

Enquanto produtor, deve ser preciso muita paciência para lidar com algumas bandas. Quantas vezes é que te apeteceu tomar medicamentos para acalmar? E por "medicamentos", referimo-nos a whisky.
Tomo constantemente. Não tem funcionado, por isso continuo a tomar, pode ser que um dia resulte, é preciso persistência.

Há filmes que por serem tão maus, não chegam a passar pelos cinemas, indo directamente para os clubes de vídeo. Pelos mesmos motivos, achas que há álbums que não deviam ser lançados em CD, indo directamente para MP3?
Mas os álbuns hoje em dia JÁ VÃO quase todos directamente para mp3…

Das bandas que tiveste e que gravaste registos (demo-tape ou álbum) quais delas é que ainda tens 1 exemplar do trabalho para ti? Ou és como muitos músicos que têm vários álbuns em casa excepto das suas próprias bandas?
Tenho quase todas, as bandas normalmente dão-me um cd, e também t-shirts, tenho tantas que não preciso comprar novas! Preciso é de calças e peúgas…(pessoal das bandas, como é que é?…)

Já compuseste músicas para várias bandas, tendo ainda muitos riffs "na gaveta" para serem usados em bandas tuas ou para bandas de outros. Tencionas tornar-te um “Emanuel do heavy metal”?
Na realidade o que eu queria era compôr musicas metal para o Emanuel cantar.

Vamos lançar-te um desafio: enumera os teus 3 álbums preferidos de sempre sem que nenhum deles seja “Load” dos Metallica, “Virtual XI” dos Iron Maiden e “Roots” de Sepultura.
Difícil…humm…. “Diatribes” dos Napalm Death, “Endorama” Kreator, e… “Load” Metallica

Conhecendo tu o meio, num soundcheck quantas vezes acontece um músico pedir para aumentar ou baixar o som do instrumento, o técnico de som fingir que o faz, e o músico ficar satisfeito sem notar que afinal não houve alteração?
O quê??? na…na…não conheço tal práctica, nu…nunca me passou pela ideia tal cois…ahmmm…quer se dizer…tipo…hã?

Sabendo nós que primas pela originalidade, qual seria a temática das letras de um álbum em teu nome? Nota: os Tankard já falam sobre cerveja…
Seria Whisk…ahh também já falam… bem então a temática teria de ser água, prontos. Sempre adorei água. Ou como agora ando mais para o veggie, haveriam titulos como “TOFUcked” ou “In League with Seitan”

Últimos comentários:
Isto vai passar em que canal? A que horas? É para eu gravar…

Bandas como músico:
Perpetratör, D.O.M., Collusive, Antiquus Scriptum, Time Out, Nargothrond, Firstborn Evil/The Firstborn, Decreto 77, Pestox, Sat on the Cat, Albert Fish

Algumas bandas como produtor de som:
Dragon’s Kiss, Midnight Priest, Porta-Voz, Perpetratör, Ravensire, Dawnrider, Leather Synn, Simbiose, Filii Nigrantum Infernalium, Alkateya, Iron Sword, Crise Total, The Skrotes, Veinless, Dagun (Malaba+Kosmo), Verbal Soldiers, Monte Kapta
>ver mais<

Página oficial:





19 julho, 2014

Laughbanging comenta Obituary "I don't care"

Nunca vos aconteceu ao estarem a ver um videoclip de heavy metal, comentarem com os vossos amigos sobre o que se está a passar?
O Laughbanging fez isso com o video dos Obituary.

17 julho, 2014

Laughbanging entrevista Besta

Os Besta parecem umas bestas a tocar música tal a brutalidade e força que debitam no seu som. Grindcore / Punk de fazer vontade de partir os móveis da casa. Nós já partimos 3.
O Laughbanging teve uma conversa rápida e directa tal como a música da banda.


Como é que surgiu a ideia de darem o nome de um móvel do IKEA à banda (exemplo em: http://www.ikea.com/pt/pt/catalog/products/40225130/)?
Não podias estar mais equivocado! A Besta tem séculos e séculos, mas felicito o Ikea em terem feito um óptimo tributo ao mestre ;)

Intitularam o vosso último álbum de “John Carpenter”. Podemos depreender que, se em vez de Grindcore tocassem Doom Metal, o vosso 1º álbum chamar-se-ia “Manoel de Oliveira”?
Sim...claro. Lento, doloroso, e longo!

Já alguém ficou chateado por terem estragado a surpresa dos filmes do John Carpenter ao ouvir uma das vossas músicas desse álbum num concerto?
Nada disso, até enalteceram a ponte que fizemos entre o cineasta e a música, foi um abre olhos.

As vossas músicas têm uma duração média de um minuto. As vossas namoradas queixam-se?
Não, claro que não... curto e grosso como se ouve por ai!

Em 2013 lançaram o tema "Mongoloid" que é um original dos Devo. Porque é que escolheram esse tema: por ser dos Devo, por ter o nome "Mongoloid" que vos fez lembrar alguém ou porque foi uma aposta em que fariam uma cover da 1ª banda que aparecesse nesse dia no programa "I Love the 70's" do canal VH1?
Seria um insulto às pessoas com mongolismo, os comparar-mos a alguns idiotas que conhecemos.

Em concerto, quantas vezes é que aconteceu cada um de vocês estar a tocar uma música diferente, por engano, e ninguém reparou? Vá. Admitam.
Algumas vezes...

Já pensaram em usar auto-tune para corrigir algumas desafinações?
Tá sempre ligado...

Ganzas ou álcool: qual destes elementos da banda é que compõe as músicas?
Catamina.

Daqui a alguns anos gostavam de ser vistos como os Napalm Death portugueses, ou seja, velhos e gordos?
Nós já somos assim!

Ajudem-nos a escolher o pior insulto relacionado com o Grindcore:
1) Ontem fui à praia e encontrei o Mieszko dos Nasum
2) Estava a olhar para a capa do “Symphonies of Sickness” dos Carcass e por momentos pareceu-me ter visto a Maddie
3) “Inside the Torn Apart” é o melhor álbum Grindcore alguma vez feito
O primeiro sem dúvida.

Últimos comentários:
A melhor entrevista alguma vez dada pela Besta!


Género:
Grindcore / Punk

Line-up:
Paulo Rui - Voz
Rick Chain - Guitarra
Lafayette - Bateria
Gaza - Baixo

Discografia:
2012 - Ajoelha-Te Perante A Besta
2012 - Split com Teething
2013 - Herege
2013 - Split com Englemaker
2013 - Mongoloid (digital single)
2014 - John Carpenter
2014 - Split com Thanatology

Páginas oficiais:
http://www.facebook.com/bestagrind/
http://besta.bandcamp.com/

10 julho, 2014

Laughbanging entrevista Grog

Os Grog são os pioneiros em Portugal na prática de brutal death / grindcore. Desde 1991 que têm vindo a rebentar com os ouvidos das pessoas através dos altos decibeis do seu som e pôr muita gente a vomitar com as suas letras com as descrições de órgãos humanos frescos ou apodrecidos e o que fazer com eles quando se está aborrecido.
O álbum mais recente foi lançado em 2011 mas ainda continuam a tocar ao vivo. O Laughbanging teve a honra de poder conversar com este bando de dementes.


As capas dos vossos álbuns e demo-tapes são explícitas retratando morte, desmembramentos, corpos em decomposição, etc. Já pensaram em fazer um livro de colorir para crianças?
Neste momento, temos um grupo de trabalho de elite decomposto pelo Jim Henson, o Walt Disney e o Giger que estão em processo de brain storming no grande gasoso. A qualquer momento aguardamos uma resposta sobre o mesmo, sendo que a única certeza que temos é que esta será projectada em forma de banda desenhada no santuário de Fátima.

Vocês têm temas como "Carcassification", "Splashterized Autopsy", "Monstrous Anatomic Deformation" e "Vaginal Teen Grind Fluids Makes Us Groove". Será o vosso desejo de um dia fazer a banda sonora de um remake da série de animação Era Uma Vez o Corpo Humano?
Sim, esta série infantilóide, para desenvolvimento da puberdade mental, nutria de um pequeno problema, todos os personagens tinham excesso de pelo e muita roupa, pelo que numa primeira abordagem, pretendemos que estes sejam todos transformados em esqueletos depilados e isentos de doenças, incluindo a osteoporose. Só depois iremos dar-lhes um corpo ajustado à nossa ficção, como tal é necessário passarmos pelas fases de lubrificação, deformação e putrefação. O título que temos em mente para este remake é “Era uma vez já foste Humano!”

Será correcto dizer que a “Fellowship of the Shaved Balls” é sobre a metrossexualidade?
Tão correcto como assumir que as amêijoas são bissexuais só porque funcionam a duas válvulas ou então porque participam em convívios swinger com os parentes berbigões para apuramento genético da espécie. Sinceramente não sei qual das duas poderá ser a mais apropriada!

Rolando, a única forma de conseguires fazer blast beats ainda mais rápidos é se algum dia sofreres de Parkinson?
Espero que isso nunca aconteça pois há o risco de o universo implodir com tamanha falta de respeito para com as leis da física. Ainda há margem para progredir antes de ultrapassar a velocidade da luz, mas temo que regresse ao passado e me esqueça de como se toca bateria, ou pior, me esqueça de como comer com garfo...
Existiria ainda o problema das nossas músicas se tornarem numa sucessão de blasts de todo o tipo e feitio, non-stop, o que tornaria as músicas tão fixes que os ouvidos dos fãs derreteriam com consecutivos orgasmos múltiplos.

Ivo, vimos-te por várias vezes em programas do Gato Fedorento. Quem é que é o Ricardo Araújo Pereira dos Grog? E porquê?
Chocolate! A resposta é chocolate, porque eu gosto mesmo de chocolate. Aliás, gosto de doces, de qualquer um que tenha uma boa dose de açúcar. Também gosto de Monty Python e mamas por isso venham mais mamas com chocolate ao som de Monty Python e fico um gajo feliz e de pau feito. Acho que perdi-me...

Alex, tocas baixo sem palheta mas acredito que algures no tempo já tenhas tocado com ela… O prazer de tocar baixo com ou sem palheta é igual ao de comer frango com ou sem talheres?
Não comparo a comer frango com ou sem talheres dado que ambas as opções são hipsters. Se calhar comparo mais com matar um obeso com um tiro preciso de sniper a uma distância bem limpinha em que só ouves o tiro a entrar no crânio e som do animal a cair no chão OU esventrar o cabrão do porco bucha com uma fusca improvisada e ficar coberto de todo aquele colesterol e papeira crónica que nem uma japonesa num bukake show. A Coisa Disforme esbraceja, guincha, vive e respira que nem um bailado contemporâneo que faz amor com todos os nossos sentidos até cair para os dois lados morto sem deixar de largar um rasto de estrume elefântico. Basicamente existe todo um arco iris de sons que não consegues auferir apenas com uma "palheta" e que é difícil de abdicar.

Pedra, como é que tens conseguido manter esse grunhido ao longo destes anos, ou seja, que cuidados é que não tens com a voz?
Não sei do que falas, porém a única voz que reconheço é do Guru falecido Sinatra. Ele é que me ensinou tudo o que eu não sei até hoje, desde gargarejar semanalmente com pólvora seca até estalar os dedos dos pés para desafinar as cordas vocais.

Pedra, já alguma vez tiveste alguma “branca” quando escreves as letras e pensaste no porquê de trabalhar tanto nelas se ninguém vai perceber ao ouvi-las?
Não uso drogas, mas já tive brancas sim, porém, ocasionalmente, também tenho cremes, creio que até serão mais estas que me acompanham nestes momentos. Contudo, tudo faz mais sentido quando sinto que os ensaios com a Afrodite Estrela, onde corrijo os erros de fonética, me ajudam a elevar a autoestima vocal perante os olhares esgazeados daqueles que procuram seguir as letras ao vivo e não conseguem. 

Alguns de vós já têm filhos pelo que a questão impõe-se: quando é que acham que será altura de lhes dar a conhecer algumas das vossas músicas como “Cannibalistic Devourment”, “Raped by a Virgin” ou “Hanged by the Cojones”?
No nosso caso isso já acontece, dado existirem adaptações infantis feitas, e outras em calha, para essas músicas. Temos conhecimento de uma pessoa que as faz e estamos a pensar usa-la, numa primeira fase, como isco vivo (mas por pouco tempo) para continuar esse trabalho. Numa segunda fase, dependendo da resistência deste artista esfolado, enquanto atado pelos mamilos dentro de um aquário de osgas esfomeadas, logo vemos se há necessidade de o motivar ou não para mais colaborações.

"Abdominal contractions, aromatic fart, flatulent pig, haemorrhoidal shithead" (retirado de Sphincterized). Estavam a falar de que membro da banda?
Essa é uma informação estritamente confidencial, porém, podemos avançar que apenas o Alex não consta dos suspeitos porque se se peidasse  desapareceria.

Últimos comentários:
Um elevador cheio de gente tem um cheiro diferente para um anão. (Ivo)
O gordo que tem a minha fusca que ma devolva sff. (Alex)
Manamana! (Pedra)
Acho que sim, penso que não, no entanto talvez. (Rolando)



Género:
Brutal Death Metal/Grindcore

Line-up:
Pedra - Voz
Ivo - Guitarra
Alex - Baixo
Rolando - Bateria

Discografia:
1992 - The Bluuaaarrrgghh Rehearsal (Demo)
1993 - A Nauseating Sweet Taste (Demo)
1994 - Promo Tape '94 (Demo)
1994 - 95 Stabwounds in Your Throat (EP)
1996 - Macabre Requiems
1999 - Regurgitape (Demo)
2000 - Madness Horror and Guts Live (Demo)
2001 - Odes to the Carnivorous
2010 - Grog / Roadside Burial / Pussyvibes (Split)
2010 - Gastric Hymns Mummified in Purulency (Compilação)
2011 - Scooping the Cranial Insides

Páginas oficiais:
http://www.facebook.com/grogpt
http://grogpt.bandcamp.com/



06 julho, 2014

Laughbanging entrevista Legacy of Cynthia

"Renaissance" é o 1º álbum dos Legacy of Cynthia, uma banda de metal alternativo / progressivo de Sintra. Vindos da terra das famosas queijadas, soubemos que até nem são tão consumidores desse alimento, tendo como preferência outro tipo de alimentos que até ajudaram na composição do álbum. Aqui vai a entrevista à banda.


Então digam-nos lá como é que 5 rapazes de Sintra decidiram formar uma banda? Onde é que vocês se conheceram? Foi no D'lirius Azuis?

Por acaso não foi no D’lirius Azuis que nos conhecemos, mas até podemos ter-nos cruzado por lá umas quantas vezes em busca de inspiração. ahahahaha
Mas a sério tudo começou de forma simples como maior partes das bandas, amigos que querem fazer música juntos, beber uns copos, comer uns caracóis e jogar sueca nas horas mortas.

Simples não é? Sendo vocês de Sintra, no final dos vossos concertos atiram as vossas palhetas e baquetas para o público ou queijadas?
Gostávamos era que nos atirassem queijadas. Com esta crise há anos que não provamos uma. O máximo que podemos partilhar com o público é vinho, mas até para isso têm que nos oferecer umas garrafitas, como foi o caso da festa do lançamento do nosso álbum de estreia (e isto não é a gozar… é mesmo verdade).

Afirmam que o vosso primeiro álbum que sairá em breve terá uma sonoridade mais pesada. Mais uma vez, isso deve-se ao facto de comer muitas queijadas?
Outra vez?! Nós não comemos queijadas há uma data de anos... A sonoridade pesada vem dos litros de cerveja e vinho juntamente com as feijoadas e churrascos que fizemos durante as sessões de gravação. No início até tínhamos previsto ser um álbum de pop, mas olha… deu nisto… assim mais roliço e pesadito… mas achamos que ficou uma coisa apetitosa.

As letras das músicas são em inglês e o nome do álbum é em francês. Decidiram isso porque no Verão em Sintra só se ouve falar essas línguas ou é por outra razão?
Boa questão. Em Sintra falam-se muitas línguas mas na verdade nós odiamos os turistas que por lá andam. O nosso sonho era renascermos como pombos para lhes cagar em cima e eles deixarem a nossa vila em paz. O nome do nosso do álbum vem dai… ahahaha
Agora a sério, o nome do disco tem a ver com um processo de “Renascimento” da banda em si e está directamente ligado às letras das músicas. A data de lançamento do álbum também tem ligação, pois lançámos o álbum na primavera, uma altura em que a natureza se renova.

Quem é o barbudo na capa do álbum?
Toda a gente da banda diz que é o Oz, até porque foi ele que fez o artwork do álbum, mas o gajo cortou o cabelo e tentou escapar-se a essa acusação.
Na verdade é uma variação do Green Man. O Green Man pode ser encontrado em muitas culturas à volta do mundo e está muitas vezes ligado a divindades da natureza em diferentes culturas ao longo dos tempos. Essencialmente, ele é interpretado como um símbolo de renascimento, representando o ciclo do crescimento a cada primavera. Nós achámos que seria a “personagem” ideal para representar aquilo que este álbum significa, não só para nós, mas também enquanto obra musical.

Que tipo de bebidas a banda sorveu enquanto gravavam o álbum?
Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii… Cerveja (muita), vinho (bastante), água, licor chinês, moscatel, sumos detox, bagaço, ice tea… eh pah… basicamente era virar tudo o que lá aparecesse. A garrafeira do Caesar ainda chora cada vez que ouve a nossa voz… ahahahaha

Podem dizer-nos como é que acaba “Os Maias”? É que nós nunca lemos aquilo até ao fim…
Então perderam a melhor parte… O gajo come a irmã sem saber que é irmã de ele e quando descobrem chateiam-se… fim…

Um à parte... Xutos e Pontapés: Sim ou não?
NÃO!

Qual dos seguintes três motivos é que pode justificar o adiamento de um ensaio vosso:
1) Porque joga o Benfica
2) Porque foram a uma manifestação anti-troika
3) porque um dos elementos da banda comeu cozido à portuguesa ao almoço e os restantes elementos do grupo receiam estar numa sala fechada com ele?

Fuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!! A última é sem dúvida a mais válida… Imaginem reunir nesse dia Nagasaki, Hiroshima, Chernobil e o Rio Trancão num espaço com 20 metros quadrados … Vocês alinhavam nisso? Nós fomos enganados uma vez… mas à segunda só cai quem quer. ahahahahaha

Considerariam dar um concerto em Sintra, organizado pelo Sousa Cintra, com o patrocínio da cerveja Cintra a abrir para Mónica Sintra?
É um dos nossos sonhos!!! Vocês podiam tratar disso… e a Mónica Sintra alinha de certeza. Ela é fã do nosso trabalho.

Últimos comentários:
Antes de mais agradecer-vos pela iniciativa e pela abordagem diferente em modo de entrevista.
Convidamos todos a visitarem o nosso facebook – www.facebook.com/legacy.cynthia - e ouvirem o nosso trabalho e estarem atentos ás novidades e datas de concertos que vamos divulgando.


Género:
Alternative Metal

Line-up:
Peter - Voz
Oz - Guitarra
Mário Lopes - Guitarra
Caesar - Baixo
Paulo Adelino - Bateria

Discografia:
2011 - Voyage (EP)
2014 - Renaissance

Páginas oficiais:

29 junho, 2014

Laughbanging entrevista The Sorcerer

The Sorcerer é a chamada "banda de um homem", sendo esse homem o Hugo Andremon. Este projecto foi criado em 1994 mas só em 2014 é que lançou o seu 1º álbum. O Laughbanging conversou com o Andremon. Para quem acha que o pessoal do black metal não tem sentido de humor, então leia esta entrevista.


Quantas vezes é que tiveste de dizer às pessoas que The Sorcerer é um projecto musical e não uma personagem de Dungeons & Dragons?
Na realidade é um personagem de um jogo do ZX Spectrum 48k. Quem são os danças com dragões? Algum filme novo com o Kevin Kostner?

Já tocaste em Grog, Simbiose e Filii Nigrantium Infernalium… Para quando “Hugo Andremon, o Best of”?
Já me tinha lembrado disso, mas ainda estou à espera da confirmação do Rod Stewart para uns duetos.

No que à Noruega diz respeito, achas que devíamos importar mais Black Metal e menos bacalhau?
Voto no salmão e na carne de baleia que tb é mto boa!

Quais as marcas de whisky que serviram de inspiração para a composição do teu 1º álbum?
Só bebi bebidas malditas, poções mágicas e orações.Ucal achocolatado, batidos de frutos, medronho e Antiquissima.

Há um tema no teu 1º longa duração que se chama “Entre as Trevas e a Sarjeta”. É sobre o povo português pós-Troika ou tem outra temática?
Essa é uma musica especial, pessoal. Fala de missa da brava, churrasquinhos ao léu, profanação do corpo e da alma, orgias de trevas, a queda na sarjeta.

Compões as músicas e tocas todos os instrumentos. Qual a relação que tiveste contigo próprio ao propores ideias para as músicas e quantas discussões tiveste contigo próprio?
Sim, foi uma tarefa dificil conciliar o Hugo e o Andremon. Houve mocada, obviamente!

Viveste a era do tape trading… Eras daqueles que pedia os selos de volta?
Bons tempos! Não nunca pedi selos de volta, mas fartei-me de devolvê-los, eheheh!

Costuma-se perguntar aos músicos qual foi o último álbum que compraram… Portanto, qual foi o último álbum que sacaste da net?
Não me lembro...talvez o best of de Bonnie M.

Hugo, dá uma olhadela nisto:



Para quando a tua vez?
Ando a treinar para isso, mas o meu sonho é entrar na Casa dos Segredos e fazer dakilo, ainda mais, um prostíbulo infernal, só putas e drogas e alcool e rock n roll!!

O projecto The Sorcerer foi criado em 1994, mas só lançaste um álbum agora em 2014. Podemos esperar novo álbum já em 2034 ou é cedo demais?
Por essa altura...Talvez uma demo com 2 temas.

Últimos comentários:
Chupas?


Género
:
Black Metal

Line-up:
Hugo Andremon - Todos os instrumentos, voz, programação de bateria
Rolando Barros - Bateria (sessão)

Discografia:
1996 - Through the Valley of Shadows (demo) 
2002 - The Second Coming... (demo) 
2013 - ... Enterrai os Vivos e Cuidai dos Mortos... (split) 
2014 - A Graveyard of Fallen Dreams 

Páginas oficiais: 

23 junho, 2014

Laughbanging entrevista Charles Sangnoir

Charles Sangnoir. Ele é vocalista, pianista, guitarrista, compositor, letrista, escritor, pintor, editor discográfico, cartomante e sabemos lá mais quantas coisas faltam. E isso tudo só numa 3ª feira.
Com tantos projectos que este multi-artista da Margem Sul se dedica já há muitos anos, todos ligados à arte alternativa e obscura e muitos deles ligados a vários estilos do Metal, o Laughbanging não pôde deixar de ter uma conversa descontraída... vá, conversa meio parva (como é costume do Laughbanging) com a pessoa de Charles Sangnoir.


 “Charles Sangnoir”, “La Chanson Noire”, “Necrosymphonic Entertainment”. Quantas vezes é que já viste estes nomes mal escritos e quando é que te fartaste de ligar a isso?
Se tivesse uma moedinha por cada vez que se enganam a escrever estes nomes, o meu cachet seria bem avantajado - no  fundo já nem me consigo chatear com o assunto mas já considerei colocar nas exigências do rider técnico: vinho tinto, haxixe e promotores com a quarta classe.

Cantas, compões música, escreves letras, tocas piano, tocas guitarra, és editor, escreves livros, pintas,... Tens tempo para ir à casa de banho?
Na verdade faço muito do meu trabalho criativo no wc - para todos os efeitos é arte de merda por isso é uma coisa bem fundamentada!

Como é que explicas a quem não conhece o teu trabalho que, apesar de seres da margem sul e o teu projecto em português significar “A Canção Negra”, nada tem que ver com Kizomba?
Na verdade não tenho como refutar essa afirmação, e há um fundo de verdade na suposição popular: sempre fui africano da cintura para baixo.

Imaginemos que estás no backstage de um concerto, onde, entre outras coisas que tinhas exigido, existe vinho tinto, mas é de pacote. O que fazer?
Nunca se diz que não a um bom pacote.

Falemos sobre a tua editora, Necrosymphonic Entertainment… Como é que surgiu esta tua ideia de perder dinheiro?
O masoquista que há em mim é mais forte: não consigo viver confortavelmente descansado, por isso tive que inventar este poço sugador de dinheiro para me deixar na penúria. Ainda assim, posso sempre orgulhar-me de lançar projectos que mais ninguém teria coragem - e poupo imenso dinheiro em comprimidos para a tensão baixa.

Lançaste um livro e vários registos de La Chanson Noire através da tua editora. Quantas vezes foi preciso reunires-te contigo próprio para mostrares o teu trabalho para ser aceite e assinar contrato contigo próprio?
O pior não é isso - na verdade eu tenho um feitio horrivel e com este tipo de negociata pois nunca me consigo despedir a mim mesmo!

Em Maio, deste um concerto no Cemitério dos Prazeres. Foi um prazer ou o ambiente estava morto?
Estava mortinho por fazer este espectáculo, foi excelente e esteve casa cheia, mas na verdade mesmo que não viesse ninguém para assistir já tinha uns milhares aos meus pés mesmo antes de começar!

A tua mãe alguma vez te agradeceu por te vestires sempre de preto, principalmente pelo facto de apenas ter de fazer uma máquina de roupa?
Uma vez resolvi o problema de uma vez por todas. Disse: "Mãe sou drogado e adoro Satanás". A partir do momento em que assumes as coisas já não há gozo em alguém tas apontar.

Vídeos no Youtube de gatos a tocarem piano: uma forma de descontrair ou uma ameaça ao teu trabalho?
Esses videos têm uma utilidade pública: se alguma vez estiveres a sofrer por envenenamento ou intoxicação alimentar, são o modo mais prático de fazer uma purga.

Já se falou aqui muito sobre música. Posto isto, esta próxima pergunta não é sobre música. O que achas do último álbum do David Carreira?
Fiquei severamente triste. Quando pensei que os meus discos só serviam para bases de copos eis que surge alguém com a mesma ideia mas muito mais capacidade de fabrico!

Últimos comentários:
Não poupem no vinho nem no lubrificante - Sejam ecológicos, plantem erva em casa!
A revolução já começou, falta descobrir onde!

Alguns projectos:
La Chanson Noire
(banda de Pop / Goth / Punk / Alternative)
Compositor, voz, todos os instrumentos

Necrosymphonic Entertainment
(editora discográfica)
Fundador e editor

Caderno de Desapontamentos
(livro)
Escritor

Páginas oficiais:
https://www.facebook.com/chansonnoire
http://www.lachansonnoire.com
http://www.necrosymphonic.com/




16 junho, 2014

Laughbanging entrevista Moonshade

Moonshade é uma banda do Porto que toca death metal melódico. Tem 2 EPs lançados, o 2º precisamente este ano, no qual estão a promover. A banda contactou o Laughbanging para uma entrevista, pois dizem que não se levam a sério. Pois então, o Laughbanging é o local ideal para uma conversa idiota e que se passou da seguinte forma:


Estivemos a ouvir o vosso som e ficámos na dúvida: vocês são do Porto ou de Gothenburg?

Epa isso da cena de Gothenburg nem comento, é tudo uma cambada de posers. O verdadeiro death-melódico começou nas ruas frias e melancólicas da Maia, mais tarde surgindo a cena de Fânzeres que se expandiu para Gondomar inteiro e Matosinhos, e tudo isto foi basicamente copiado por aquela malta lá de cima. É triste.

Ok, vocês são do Porto. Assim sendo, nunca pensaram em convidar aquele gajo que está sempre a tocar trompete nos jogos do F.C.P. para participar numa das vossas músicas?
Pá, para representar verdadeiramente do F.C.P, temos de pôr um gunão a fazer rap, e obviamente mal nos apercebemos disto mandamos um mail aos milhares de gunões que cavalgam livremente pelas planícies urbanas do Porto, mas os poucos que responderam mandaram um mail colectivo a dizer "ó mano safa-me aí um naite"… É triste como este país não leva o metal a sério.

Em 2010 gravaram um EP; em 2014, um novo EP… Estão a tentar quebrar algum record do Guiness com o maior nº de EPs gravados?
Nós na verdade nem sabemos bem o que quer dizer EP, mas imaginamos que é algo dentro da linha de pensamento de “pá isto para álbum tá fraquinho, chama-lhe EP e siga pá frente”. Portanto, se for nessa linha de pensamento, contamos quebrar o record do Guiness.

O vosso 1º EP chama-se "The path of redemption" e mostra na capa um caminho no meio da floresta, o "caminho para a redenção". A que bar vai dar esse caminho?
Vai dar ao bar do ……………………………………………..................................................
……………………………………………..............................................................................
……………………………………………..............................................................................
…….……......................................................................Satan.

Depois do pássaro ter posado para a capa do vosso 2º EP, o que fizeram com ele? Sopa de penas, pássaro na pedra, pescadinha de rabo no bico,...?
Aquele corvídeo era um animal extremamente bem treinado, e essa foto foi tirada no épico momento em que o mandamos ir buscar uns pastéis de Chaves e duas grades de minis. Entretanto nunca mais voltou, cremos que os pastéis já eram peso a mais. Flango, se estiveres a ler isto: we miss you, sweet prince.

"The Depths of Despair", "Fall to Oblivion", "Into the Abyss"... Já algum médico passou receitas de Prozac à banda?
Amigo, o Benfica foi campeão, foi um ano complicado… Em geral, como compositores, gostamos de ver as coisas pela positiva, porque sabemos que Deus Nosso Senhor está do nosso lado e vai-nos dar muita força, e não passamos um ensaio sem olhar para o nosso póster do Papa Francisco todo nu (com medidas reais, se é que nos entendem) para nos inspirar e para ganharmos forças para outro dia. Se bem que a opinião que circula nas escolas primárias italianas é que visto ao vivo é ainda melhor.

O vosso 1º EP é composto por 4 músicas. Já no 2º, além de 4 músicas, têm um interlúdio e 2 instrumentais. Estão a contar em ter no vosso 3º EP só instrumentais e talvez no 4º só o som da baleias e assim não precisam de inventar músicas?
A partir do momento que Sunn O))) tem fãs, compor música é sobrevalorizado. Além de ser chato, é muito mais prático ir fazer um ripoff da banda sonora de um filme qualquer… Estávamos a pensar no Frozen.

Só 1 de vocês é que tem o cabelo comprido. Deverá ele ficar preocupado com alguma partida vossa em tourné, do género, quando menos esperar, um dia acorda e tem o cabelo todo cortadinho?
O Afonso é absoluta e indubitavelmente intocável no que toca a questões capilares. Ele é o nosso trve de estimação e manterá aquela juba majestosa e magnanimamente sensual enquanto estiver na banda, caso contrário, perderemos a credibilidade toda.

Sendo vocês do Porto, gostávamos de saber se por acaso têm os nºs de telefone da Maria Cerqueira Gomes, Andreia Teles e Sónia Araújo?
Tínhamos mas apagamos, até costumávamos andar com elas mas depois sabes como é, as gajas começam logo a colar-se muito e a gente quer é espaço, somos homens do mundo. Aliás, as nossas fotos falam por si, conseguimos arranjar muito melhor.

Para um futuro registo, qual destas editoras mais vos agrada: KickAss Torrents ou The Pirate Bay?
The Pirate Bay, porque o criador do The Pirate Bay foi preso, e isso é muito mais metal, aliás isso é metal ao nível da tanga de cabedal do Joey DeMaio, e nada é mais metal do que a tanga de cabedal do Joey DeMaio.

Últimos comentários:
Falando num tom mais sério: Andam para aí uns haters a mandar umas bocas foleiras, a dizer que não somos originais e que somos basicamente uma cópia barata de Insomnium, e essas pessoas vão ver que estão completamente erradas após o lançamento do nosso primeiro álbum, Across The Dark.
Fica a dica, bjs.
P.s.: Quem quiser, está convidado a investigar o nosso mais recente lançamento, o EP "Dream | Oblivion", se bem que depois disto não vos culpamos se não quiserem.


Género:
Melodic Death Metal

Line-up:
Ricardo Pereira - Voz
Pedro Quelhas - Guitarra
Dinis Martins - Guitarra
Afonso Aguiar - Baixo
Sandro Rodrigues - Bateria

Discografia:
2010 - The Path of Redemption (EP)
2014 - Dream | Oblivion (EP)

Páginas oficiais:


06 junho, 2014

Temáticas nos próximos álbuns

O Laughbanging adivinha aqui as temáticas dos próximos álbuns destas bandas:

Tankard - Cerveja
Running Wild - Piratas
Deicide - Anti-Cristianismo
Manowar - Heavy metal
Grave Digger - Escócia
Sabaton - 2ª Guerra Mundial
Macabre - Serial killers
Rhapsody of Fire - Dragões
Carcass - Operações cirúrgicas em entranhas
Cannibal Corpse - Formas de esventrar humanos
King Diamond - Casa assombrada da avó


02 junho, 2014

Laughbanging entrevista Serrabulho

Os Serrabulho são uma banda de happy death/grind de Vila Real, lançaram um álbum chamado Ass Troubles, as letras são sobre cocó, vómitos e peidos, mascaram-se em palco e têm como uma das suas influências os desenhos animados do Ren e Stimpy. Por isso são a banda perfeita para uma entrevista no Laughbanging. Aqui está a conversa idiota com o Paulo e o Toká.


"Serrabulho" em vez de "Sarrabulho". O que é que se passou? A gráfica que fez o vosso logotipo foi a mesma dos Megadeth?
Paulo: Não (risos), isto foi mesmo uma ideia nossa. Como a zona onde moramos é rodeada por 2 serras (Alvão e Marão), decidimos trocar a letra A pela letra E, de forma a fazer essa alusão.
Toká: Bom dia...Serrabulho em vez de sarrabulho, pois nós somos da Serra, percebes? Estivemos para ser xerrabulho, mas depois o pessoal do sul não percebia o que era e acabámos por deixar assim.
Sim, a empresa que fez o logo foi a mesma de Megadeth. Pagaram-nos bastante para divulgar isto, pois é a sua "menina dos olhos"

Atendendo ao vosso estilo de música e à temática das vossas letras, o vosso sonho é tocar no Obscene Extreme ou na próxima edição da Feira Ovibeja?
Paulo: O Obscene é um dos objectivos, sem dúvida! e já estivemos mais longe de ir lá, mas estamos a trabalhar nisso, talvez 2015 reserve alguma surpresa. Quanto à Ovibeja, isso seria fantástico, porque é uma feira ligada à área da agricultura e que por si só tem muitos elementos ligados à temática de Serrabulho.
Toká: Pá, ambas são diferentes. Tudo pra nós é um objectivo, visto que já tocámos um unplugged num teatro, já animámos dois casamentos e já tocámos numa festa pimba como banda principal. Tudo o resto pra nós são meras tarefas diárias. Por isso, qualquer convite será bem vindo, desde que nos paguem os 200.000€ de cachet.

Porque decidiram dar o nome ao vosso 1º CD de "Ass Troubles"? É porque gravaram as músicas obstipados?
Toká: O nome Ass troubles deriva directamente de estarmos a gravar o álbum obstipados. E visto que os temas são baseado em factos veridicos, resolvemos passar os nossos problemas para o público. Mas, confesso aqui em primeira mão que a culpa foi da merda das castanhas cozidas que comemos a seguir a termos jantado arroz de "munições". Feijocas daquelas grandes, sabes? Pois... no dia a seguir foi muito mau mesmo e acabou por sair um...álbum.

Poderá dizer-se que "Ass Troubles" é um álbum conceptual sobre o rabo? Qual será a parte do corpo humano que falarão no próximo álbum?
Toká: Não só, porque além do rabo também contém referências à boca, tal como os temas - inspirados em factos verídicos, repito - Pubic Hair in the Glasses in Lèche Moi les Couilles.
No próximo album vão haver mesmo muitas surpresas e uma delas, divulgo já aqui, é voltar a falar sobre o rabo!

A música "Disgusting Piece of Shit" é dedicado a algum político em especial?
Toká: Sim...ahahah! A todos!
Paulo: Não tinha visto por aí quando o criei na guitarra (risos), mas não é só para políticos então, é também para as pessoas que no fundo se aproveitam dos outros e que não têm valor nenhum, mas acham-se superiores.

Falando ainda sobre o vosso CD "Ass Troubles", como é que o devemos tirar da caixa? Com as nossas próprias mãos ou com um clister?
Toká: A técnica é tirá-lo da caixa estando sentado na sanita, tirar foto com o respectivo (CD!) e enviá-la para nós, de luvas. Atirá-lo com muita força para o chão e encomendarem-nos outra cópia.
Paulo: Tirem-no com as mãos! O clister não será pra meter no cu?? Como vão conseguir tirar o Cd com o clister no cu!!

Se os motards são contra os rails, os Serrabulho são contra a comida gourmet?
Toká: Sim, completamente! sempre que nos nossos concertos temos direito a limousine e a comida gourmet, ficamos sempre famintos e temos de repetir a refeição umas doze vezes.

O que é que os vossos pais pensam da vossa música? E das letras? E da capa do álbum?
Toká: Pensam em algo como "Ai, meu filho, que orgulho!"
Paulo: os meus lidam bem e sabem que toco porque realmente gosto de o fazer Sobre as músicas não têm uma opinião formada (risos). Acham apenas piada aos nomes e dizem que é barulho bem feito (risos). Talvez por isso tenhamos conseguido lançar um álbum. Quanto à capa perceberam a temática, bem como a ligação à nossa zona, país e nome da banda.

Quem é o vosso estilista?
Paulo: Emporio Armani, agora mais a sério é a Raimunda, feia de cara mas boa de bunda! Hahahahaha.
Toká: Não...é um alfaiate de 81 anos, o Sr Gervásio. Sofre um bocado conosco, mas é bom homem!

Como seria um prato de "Papas de Serrabulho" confeccionada por vocês?
Toká: Com cócó!Sempre podes experimentar no restaurante que abrimos aqui em Vila Real. Chama-se "O Badalhoco"!

Últimos comentários:
Toká: PATATI PATATA, je croix qui cèst un problem trés interessant...
Pá, façam-nos um favor: arranjem alfaiates para vocês poderem ir bué da giros para os nossos concertos!
E, se souberem de um patrocinador de bolas de praia e bóias, agradeço que nos comuniquem! Cheers!



Género:
Grindcore/Death Metal

Line-up:
Toká - Voz
Paulo Ventura - Guitarra, Voz
Guilhermino Martins - Baixo
Ivan Saraiva - Bateria

Discografia:
2013 - Ass troubles

Páginas oficiais:


30 maio, 2014

Perpetratör - cassete

O futebol está tão enraizado na vida das pessoas que nem os Perpetratör escapam das ligações a esse desporto.


29 maio, 2014

Laughbanging entrevista Theriomorphic

Quando se pensa em "death metal" e "Lisboa" o que é que vem logo à mente? Theriomorphic. Ok, se calhar ainda vem primeiro "Noites do Bairro Alto". E logo a seguir o bar "Lusitano"... e calhar ainda a "cerveja", mas em termos de bandas de death metal é Theriomorphic. E também é esse senhor do "metal da morte" que é o Jó. O Laughbanging falou com o Jó e aqui está a entrevista.


A banda já existe há 15 anos. Consideras muito ou pouco tempo atendendo que durante este período o Sporting foi campeão apenas por uma vez?

Ena, uma pergunta com rasteira. Nos últimos 15 anos, o Sporting foi campeão, não uma, mas duas vezes e a banda, este ano, celebra 17 anos desde a sua fundação e não 15. E nesses 17 anos o Sporting também foi campeão duas vezes e não apenas uma! Curiosamente, as mesmas vezes que o Benfica foi campeão, no mesmo período.

A banda tem o nome de "Theriomorphic", o álbum de 2005 chama-se "Enter the Mighty Theriomorphic" que tem um tema chamado "Theriomorphic" e o álbum de 2008 abre com o tema "Rise of the Theriomorphic". Isto é o amor que vocês têm pela banda ou é para não se esquecerem do nome?
Por acaso, já houve quem não conseguisse escrever correctamente “Theriomorphic”, mesmo sendo um membro de Theriomorphic. Mas nós conseguimos lembrar-nos que o nome da banda Theriomorphic é “Theriomorphic”, a ideia é fazer com que o público em geral, promotores, jornalistas, etc., ou seja, não membros de Theriomorphic, saibam que a banda se chama Theriomorphic e, acima de tudo, que saibam escrever “Theriomorphic” e, principalmente, dizer “Theriomorphic”, em vez de algo tipo “tu és dos té… té… termo… coiso, não és?” Vê-se que, lá no fundo, eles até sabem que estão a falar de Theriomorphic, mas não conseguem dizer “Theriomorphic”. Temos esperança de que um dia consigam dizer “tu és dos Theriomorphic, não és?” e, também, que alguns promotores e organizadores consigam escrever “Theriomorphic” correctamente nos cartazes.

Lançaram uma demo em 2000, depois um álbum em 2005 e outro em 2008. Estamos em 2014 e ainda não lançaram nada. Acham que ainda é cedo?
“Um feiticeiro nunca se atrasa, nem se adianta. Chega precisamente quando tenciona chegar!” (Gandalf, o Cinzento)

Jó, alguma vez chegará o dia em que cortarás o cabelo?
Vou revelar aqui um segredo em primeira mão. Eu corto o cabelo, de vez em quando. Mas pouco, para que ninguém note. É engraçado, porque é nessas alturas que muita gente me diz “Epá, o teu cabelo está mesmo comprido. Nunca o tiveste tão comprido, pois não?”

O CD "The Beast Brigade" foi lançado pela tua editora. Foi difícil convenceres-te a ti próprio a lançar o cd pela tua editora? Como é que te abordaste? Como foram as reuniões contigo próprio?
Foi muito fácil. Vivo comigo, trabalho comigo, passo comigo mesmo muito tempo e, inclusivamente, durmo comigo. Na prática, estávamos permanentemente em reunião, então podíamos ir regateando um acordo, mesmo tendo de interromper as negociações, para tratarmos de outros assuntos pelo meio. Eu já tinha pensado em criar a editora em editar a minha banda, anos antes, mas a coisa ficou em águas de bacalhau. Em 2008, estava a sondar algumas editoras e vi que eu estava mesmo ali ao lado e já nem me lembro bem se fui eu que propus a banda à editora ou se fui eu que propus à banda editá-la. Mas havia uma sintonia perfeita e foi um parto natural…

Houve uma altura em que tocaram bastante ao vivo e pensam em voltar fazer o mesmo. Ainda têm paciência para chegar cedo ao local e esperar umas 3 horas, para depois montar tudo, aturar os caprichos do técnico de som, actuar com um som bem diferente do soundcheck, desmontar tudo, sair do local quase de madrugada e receber uns míseros cêntimos?
Já não há muita, de facto. Agora vamos mais tarde, a tempo do jantar à pala, e aproveitamos o som já feito pelas outras bandas porque, principalmente, a monição já está quase no ponto ou minimamente perceptível. E não tocamos por uns míseros cêntimos mas, no mínimo, a troco de cerveja. Muita cerveja. Por isso é que acabamos por sair de madrugada, porque a cerveja leva tempo a beber.

Atendendo ao estado do país, a questão que se coloca é: tinto ou branco?
Tinto, cor de sangue! Líquidos brancos ainda os fazem multiplicar-se, é melhor não brincarmos com coisas sérias…

No dia da mãe, também colocaram uma foto da vossa no Facebook?
Não, porque somos todos filhos de mães diferentes. Se não fosse assim, talvez colocássemos.

Já passaram pela banda inúmeros músicos, tendo acabado por sair pelos mais variados motivos. Ao bom estilo Revista Maria e TV 7 Dias, este é o teu momento para falares mal deles…
Nem a Maria, nem a TV 7 Dias, fizeram ainda uma oferta verdadeiramente tentadora. Gastam balúrdios para saber histórias polémicas do Cristiano Ronaldo ou dos concorrentes da Casa dos Segredos mas, aos músicos, perguntam sempre se não podemos fazer de borla, a troco de promoção, uma imperial e uma bifana. Por menos de uma grade de cerveja a cada um, nunca saberão nada…

Imaginem-se no Wacken. O recinto está cheio e o público ao rubro! A banda está em palco e, apesar de pronta para começar a tocar, falta o guitarrista. Entretanto, ele aparece, bêbado, com uma cerveja numa mão e uma guitarra do Guitar Hero na outra. O que fazer?
Nós só tocaríamos no Wacken a troco de um cachet milionário e seria a fazer playback, por isso, poderíamos ir para o palco bêbados ou nem irmos todos para o palco. Hoje em dia, tanta banda toca com instrumentos e vozes pré-gravados, que ninguém estranharia sermos só dois ou três… ou um! O problema é que aquela água suja a que eles chamam cerveja não embebeda, praticamente. Mas o hidromel é muito bom.

Últimos comentários:
Os últimos comentários que li, foi no Facebook, numa publicação com o título “Qual seria seu nome de travesti?”. Eram da autoria de várias pessoas conhecidas do meio, por isso, prefiro não falar em nomes, nem reproduzir os ditos comentários…


Género:
Death Metal

Line-up:
Jó - Voz, Baixo
João Duarte - Guitarra
Zé - Guitarra
André Silva - Bateria

Discografia:
2000 - The Human Masquerade (demo)
2005 - Enter the Mighty Theriomorphic
2008 - The Beast Brigade

Páginas oficiais:
http://www.theriomorphic.org/
http://www.facebook.com/pages/Theriomorphic/298493837097
http://myspace.com/theriomorphic

18 maio, 2014

Laughbanging entrevista Veinless

O Laughbanging entrevistou mais uma banda da Margem Sul, os Veinless. A banda tem tocado bastante ao vivo e os músicos já andam nestas andanças desde o tempo da mãe da Maria Cachucha. Com as respostas mais curtas de sempre numa entrevista, mas não menos bem humorados e malucos, aqui fica a conversa.


Falemos do vosso nome: Veinless! Têm noção que é coisa para deixar qualquer vampiro desesperado?

Fizemos uma viagem à Transilvania, comemos uns hamburgueres de alho e ficámos sem veias.

Dizem que a banda é formada por músicos provenientes de vertentes musicais totalmente diferentes. Qual de vocês é que gosta de pimba?
O Emanuel.

Sendo vocês de Almada, temos que perguntar. UHF: sim, são uns deuses (ou não), era metê-los num cacilheiro à deriva no Tejo?
Conheces o Marquês de Pombal? Rua do Carmo o quê?

Como explicam a existência de tantas bandas de Heavy Metal oriundas da Margem Sul? É porque os casacos de pele aí são mais baratos?
E porque é um microclima.

Como é que fizeram a audição para encontrar o vosso vocalista? Sentaram-se de costas para ele enquanto cantava, até que um de vós gostou do que ouviu, carregou num botão e a cadeira virou?
Não. Estávamos desesperados e apanhámos um gótico em saldos na Rua do Carmo.

Vocês lançaram uma demo em 2003 e depois um EP em 2012. Não acham que estão a ser rápidos demais?
Speed Metal é a nossa meta.

Qual de vocês é que vai mais bêbado para o palco?

O Roger.
 

Há uma música no vosso EP que se chama “Drunken Nightmare”. Existe alguma parte do dia ou da noite em que vocês não estão bêbados?
Sim. Quando estamos a curá-la. 

Eddie, quantas vezes é que tiraste o som do baixo em palco porque não te lembravas da música?
Não me lembro.

Tendo em conta que a tradução literal da expressão “Heavy Metal” para português é “metal pesado”, concordam que "Lisnave" dava um excelente nome para uma banda?
Claro que sim. Toda a gente sabe que os Black Sabbath eram para se chamar Lisnave!

Últimos comentários:
Vocês são os maiores.


Género:
Metal / Rock / Thrash

Line-up:
António Boieiro - Voz
Kronos - Guitarra
Roger - Guitarra
Eddie - Baixo
Thrash - Bateria

Discografia:
2003 - Veinless (demo)
2012 - Share the Guilt (EP)

Páginas oficiais:
https://www.facebook.com/Veinlessband
http://www.myspace.com/veinless





14 maio, 2014

13 maio, 2014

Laughbanging entrevista Disthrone

-"Disthrone."
-"Throne. Pronto, já disse."
Depois desta piada idiota, falemos da banda.
Os Disthrone são da zona do Seixal e praticam um som que mistura crust, punk, d-beat, black metal, thrash metal e cerveja. Somente com 1 demo editada de momento, já começam a deixar devastação sonora por vários palcos do país, através do som dos instrumentos bem como da menina vocalista que tem um poder vocal capaz de provocar uma réplica do terramoto de 1755. O Laughbanging conversou com a frontwoman Atomic Carina Nightmare.



Sendo vocês da Margem Sul, expliquem-nos lá: isso é mesmo um deserto? É difícil arranjar água potável por aí?
Epá não considero propriamente um deserto, pois camelos há em todo lado, não apenas e só aqui na MS. Quanto à água potável não nos interessa muito, pois abandalhamos a higiene pessoal e, quando temos sede, cerveja é o que consumimos para não desidratar.

És conhecida como Atomic Carina Nightmare. De onde é que surgiu a alcunha "Carina"?
Foi ainda na pré-escola. Os meus pais mandaram fazer um bibe para mim, no entanto a costureira viu-se tramada quando foi para bordar Atomic Nightmare pois, além de ser extenso, os meus pais não estavam para pagar mais uns tostões à mulherzinha para usar mais linha. E então decidiram, "epá bora chamar Carina à miúda, porque é um nome mais simples e giro de berrar aquando ela fizer avarias".

Como é que explicas aos teus pais que apesar de seres rapariga não gostas propriamente de Beyoncé e afins?
Eles na verdade sempre desconfiaram, pois desde petís que demonstrei ser uma menina um pouco à parte das outras. O meu entretém enquanto pequenina era brincar com Barbies sim, mas em vez de as pentear, vestir roupas bonitas e etc, achava mais piada incendiar-lhes o cabelo, decepar-lhes a cabeça, desmembrá-las e por aí. Mas bem, desde a minha infância que oiço as clássicas do rock, tais como Scorpions, AC/DC, Dire Straits, Queen...

Falemos sobre a vossa demo, "Anti-System". É que ficámos curiosos. Quando dizem ser anti-sistema, estão a falar de qual? IOS, Android, Windows?
Todos esses e mais alguns dos que daí vierem. Nerds, caixas de óculos atafulhados de dinheiro à pala de "máquinas" às quais a sociedade teima em depender. Na verdade somos bastante leigos nesse assunto. Preferimos enviar cartas, à antiga, e a cola dos selos é porreira.

A música "J.F.O." é dedicada a que político? E a "Anti-System" é dedicada a que político? Já agora, a "Intro" é dedicada a que político?
Resumidamente, toda a demo é contra todos os políticos e suas pseudo-políticas de merda, vazias de razão e sentido. Políticos na forca.

Porquê a música tributo a Elisabeth Bathory? Não acham que deviam apoiar mais o que é nosso, por exemplo, fazendo uma música tributo a Paco Bandeira?
Nunca pus de parte essa ideia, aliás, tenho ainda a ideia de gravar uma cover do André Sardet. Uma versão alternativa, cuja letra será algo do género: "Desgosto de ti desde aqui até cu de Judas (...) Desgosto de ti simplesmente porque desgosto / Desgosto de ti por existires assim".

O facto de terem lançado a vossa demo em cassete é por serem tão anti-sistema que nem no mercado CD e MP3 vocês querem entrar?
É. Nós, apesar de putos, somos à antiga. Queremos que o nosso som seja recatado, que seja apenas disfrutado por pessoal que ainda tem na sua posse um walkman com mais idade que quem o possuí. Mas bem, é pouco triste perceber que se perde imensa qualidade na música desde a transição de vinil ou tape para CD, e para MP3 e por aí a fora. Vinil e tape rulam!

Ouvimos dizer que vocês cancelaram um concerto só porque tinham ganho bilhetes na rádio para a estreia do filme “Sei Lá” da Margarida Rebelo Pinto. É verdade?
Confirmo, foi verdade. Nós consumimos obras (de merda) de autores (de merda) do calibre dessa "senhora", pois damos conta que, de facto, há algo mais para abordarmos nas nossas malhas. Há que alertar as pessoas para estupidez, cuja é uma ameaça desde o ínicio dos tempos e que prolifera que nem ratazanas. Imbecilidade que perdura. E, quando nos deparámos com uma super-produção cinematográfica à pala de um pseudo-romance de uma tia armada em escritora, o nosso pensamento foi uníssono "mais valia termos cagado um pé todo".

Se uma editora pegasse em vocês e vos prometesse pagar muito dinheiro e lançar vários álbuns, desde que mudassem o estilo para kuduro e tocassem nos comícios de um partido político, aceitariam?
Sim, desde que nos fosse garantido um abastecimento vitalício de grades de cerveja importada, de preferência, belga. Ya, éramos ingrumes capazes de nos vendermos por cerveja da boa para o resto dos nossos dias.

O vosso som, apesar de ser principalmente crust/d-beat, tem influências do punk e do black metal. Posto isto, como seria um fim de tarde bem passado: a lutar contra o sistema ou a lutar contra uma galinha para ser sacrificada no altar de uma missa negra?
A lutar contra o sistema com uma galinha deveras valente do nosso lado, e depois acabaríamos a noite da melhor forma: Numa missa negra onde não se sacrificariam animais galináceos, mas sim animais daquela espécie que costumam estar a zurrar uns com os outros no parlamento. Tudo isto ao som dos discos de Discharge, Darkthrone, Bathory, Hellhammer, Wolfbrigade, Doom e mais uma ou outra banda cuja é referência para o nosso som.

Últimos comentários:
Prevê-se nova destruição sonora em breve, estão de momento a decorrer gravações nas nossas catacumbas para o próximo registo, cujo será um split com outra banda facultada de sonzaço!!! Entretanto...Nós somos e seremos até à infinidade cósmica, os Disthrone, nome que irá sempre fazer as pessoas perguntar com confiança "Isso é a junção de Discharge com Darkthrone, não é?" Somos uns putos desvairados que tocam um género musical que não é de todo recomendado a tímpanos sensíveis.
Oiçam Martelo Negro, Midnight Priest, Ravensire, e Battlescars. Em nome da liberdade... ANTI-SYSTEM! UGH


Género:
Crust/punk/black/thrash metal

Line-up:
Atomic Carina Nightmare - Voz
Daniel Pereira - Guitarra
Pedro Santos - Baixo
Tiago Steelbringer - Bateria

Discografia:
2013 - Anti-System (demo)

Páginas oficiais:


08 maio, 2014

Running Wild - novo álbum

Finalmente. O próximo álbum dos Running Wild vai ter uma temática diferente. Vai ser sobre os guerreiros da Escócia. Peço desculpa, isso é o de Grave Digger. De Running Wild vai ser sobre piratas.


Yngwie J. Malmsteen - novo álbum

Consta que o próximo álbum de Yngwie J. Malmsteen vai ser parecido aos anteriores: com muitos solos, ego elevado e arrogância qb.


A voz de King Diamond

Eu pensava que era a minha panela de pressão a chiar. Afinal era o King Diamond a cantar no rádio.