19 julho, 2014

Laughbanging comenta Obituary "I don't care"

Nunca vos aconteceu ao estarem a ver um videoclip de heavy metal, comentarem com os vossos amigos sobre o que se está a passar?
O Laughbanging fez isso com o video dos Obituary.

17 julho, 2014

Laughbanging entrevista Besta

Os Besta parecem umas bestas a tocar música tal a brutalidade e força que debitam no seu som. Grindcore / Punk de fazer vontade de partir os móveis da casa. Nós já partimos 3.
O Laughbanging teve uma conversa rápida e directa tal como a música da banda.


Como é que surgiu a ideia de darem o nome de um móvel do IKEA à banda (exemplo em: http://www.ikea.com/pt/pt/catalog/products/40225130/)?
Não podias estar mais equivocado! A Besta tem séculos e séculos, mas felicito o Ikea em terem feito um óptimo tributo ao mestre ;)

Intitularam o vosso último álbum de “John Carpenter”. Podemos depreender que, se em vez de Grindcore tocassem Doom Metal, o vosso 1º álbum chamar-se-ia “Manoel de Oliveira”?
Sim...claro. Lento, doloroso, e longo!

Já alguém ficou chateado por terem estragado a surpresa dos filmes do John Carpenter ao ouvir uma das vossas músicas desse álbum num concerto?
Nada disso, até enalteceram a ponte que fizemos entre o cineasta e a música, foi um abre olhos.

As vossas músicas têm uma duração média de um minuto. As vossas namoradas queixam-se?
Não, claro que não... curto e grosso como se ouve por ai!

Em 2013 lançaram o tema "Mongoloid" que é um original dos Devo. Porque é que escolheram esse tema: por ser dos Devo, por ter o nome "Mongoloid" que vos fez lembrar alguém ou porque foi uma aposta em que fariam uma cover da 1ª banda que aparecesse nesse dia no programa "I Love the 70's" do canal VH1?
Seria um insulto às pessoas com mongolismo, os comparar-mos a alguns idiotas que conhecemos.

Em concerto, quantas vezes é que aconteceu cada um de vocês estar a tocar uma música diferente, por engano, e ninguém reparou? Vá. Admitam.
Algumas vezes...

Já pensaram em usar auto-tune para corrigir algumas desafinações?
Tá sempre ligado...

Ganzas ou álcool: qual destes elementos da banda é que compõe as músicas?
Catamina.

Daqui a alguns anos gostavam de ser vistos como os Napalm Death portugueses, ou seja, velhos e gordos?
Nós já somos assim!

Ajudem-nos a escolher o pior insulto relacionado com o Grindcore:
1) Ontem fui à praia e encontrei o Mieszko dos Nasum
2) Estava a olhar para a capa do “Symphonies of Sickness” dos Carcass e por momentos pareceu-me ter visto a Maddie
3) “Inside the Torn Apart” é o melhor álbum Grindcore alguma vez feito
O primeiro sem dúvida.

Últimos comentários:
A melhor entrevista alguma vez dada pela Besta!


Género:
Grindcore / Punk

Line-up:
Paulo Rui - Voz
Rick Chain - Guitarra
Lafayette - Bateria
Gaza - Baixo

Discografia:
2012 - Ajoelha-Te Perante A Besta
2012 - Split com Teething
2013 - Herege
2013 - Split com Englemaker
2013 - Mongoloid (digital single)
2014 - John Carpenter
2014 - Split com Thanatology

Páginas oficiais:
http://www.facebook.com/bestagrind/
http://besta.bandcamp.com/

10 julho, 2014

Laughbanging entrevista Grog

Os Grog são os pioneiros em Portugal na prática de brutal death / grindcore. Desde 1991 que têm vindo a rebentar com os ouvidos das pessoas através dos altos decibeis do seu som e pôr muita gente a vomitar com as suas letras com as descrições de órgãos humanos frescos ou apodrecidos e o que fazer com eles quando se está aborrecido.
O álbum mais recente foi lançado em 2011 mas ainda continuam a tocar ao vivo. O Laughbanging teve a honra de poder conversar com este bando de dementes.


As capas dos vossos álbuns e demo-tapes são explícitas retratando morte, desmembramentos, corpos em decomposição, etc. Já pensaram em fazer um livro de colorir para crianças?
Neste momento, temos um grupo de trabalho de elite decomposto pelo Jim Henson, o Walt Disney e o Giger que estão em processo de brain storming no grande gasoso. A qualquer momento aguardamos uma resposta sobre o mesmo, sendo que a única certeza que temos é que esta será projectada em forma de banda desenhada no santuário de Fátima.

Vocês têm temas como "Carcassification", "Splashterized Autopsy", "Monstrous Anatomic Deformation" e "Vaginal Teen Grind Fluids Makes Us Groove". Será o vosso desejo de um dia fazer a banda sonora de um remake da série de animação Era Uma Vez o Corpo Humano?
Sim, esta série infantilóide, para desenvolvimento da puberdade mental, nutria de um pequeno problema, todos os personagens tinham excesso de pelo e muita roupa, pelo que numa primeira abordagem, pretendemos que estes sejam todos transformados em esqueletos depilados e isentos de doenças, incluindo a osteoporose. Só depois iremos dar-lhes um corpo ajustado à nossa ficção, como tal é necessário passarmos pelas fases de lubrificação, deformação e putrefação. O título que temos em mente para este remake é “Era uma vez já foste Humano!”

Será correcto dizer que a “Fellowship of the Shaved Balls” é sobre a metrossexualidade?
Tão correcto como assumir que as amêijoas são bissexuais só porque funcionam a duas válvulas ou então porque participam em convívios swinger com os parentes berbigões para apuramento genético da espécie. Sinceramente não sei qual das duas poderá ser a mais apropriada!

Rolando, a única forma de conseguires fazer blast beats ainda mais rápidos é se algum dia sofreres de Parkinson?
Espero que isso nunca aconteça pois há o risco de o universo implodir com tamanha falta de respeito para com as leis da física. Ainda há margem para progredir antes de ultrapassar a velocidade da luz, mas temo que regresse ao passado e me esqueça de como se toca bateria, ou pior, me esqueça de como comer com garfo...
Existiria ainda o problema das nossas músicas se tornarem numa sucessão de blasts de todo o tipo e feitio, non-stop, o que tornaria as músicas tão fixes que os ouvidos dos fãs derreteriam com consecutivos orgasmos múltiplos.

Ivo, vimos-te por várias vezes em programas do Gato Fedorento. Quem é que é o Ricardo Araújo Pereira dos Grog? E porquê?
Chocolate! A resposta é chocolate, porque eu gosto mesmo de chocolate. Aliás, gosto de doces, de qualquer um que tenha uma boa dose de açúcar. Também gosto de Monty Python e mamas por isso venham mais mamas com chocolate ao som de Monty Python e fico um gajo feliz e de pau feito. Acho que perdi-me...

Alex, tocas baixo sem palheta mas acredito que algures no tempo já tenhas tocado com ela… O prazer de tocar baixo com ou sem palheta é igual ao de comer frango com ou sem talheres?
Não comparo a comer frango com ou sem talheres dado que ambas as opções são hipsters. Se calhar comparo mais com matar um obeso com um tiro preciso de sniper a uma distância bem limpinha em que só ouves o tiro a entrar no crânio e som do animal a cair no chão OU esventrar o cabrão do porco bucha com uma fusca improvisada e ficar coberto de todo aquele colesterol e papeira crónica que nem uma japonesa num bukake show. A Coisa Disforme esbraceja, guincha, vive e respira que nem um bailado contemporâneo que faz amor com todos os nossos sentidos até cair para os dois lados morto sem deixar de largar um rasto de estrume elefântico. Basicamente existe todo um arco iris de sons que não consegues auferir apenas com uma "palheta" e que é difícil de abdicar.

Pedra, como é que tens conseguido manter esse grunhido ao longo destes anos, ou seja, que cuidados é que não tens com a voz?
Não sei do que falas, porém a única voz que reconheço é do Guru falecido Sinatra. Ele é que me ensinou tudo o que eu não sei até hoje, desde gargarejar semanalmente com pólvora seca até estalar os dedos dos pés para desafinar as cordas vocais.

Pedra, já alguma vez tiveste alguma “branca” quando escreves as letras e pensaste no porquê de trabalhar tanto nelas se ninguém vai perceber ao ouvi-las?
Não uso drogas, mas já tive brancas sim, porém, ocasionalmente, também tenho cremes, creio que até serão mais estas que me acompanham nestes momentos. Contudo, tudo faz mais sentido quando sinto que os ensaios com a Afrodite Estrela, onde corrijo os erros de fonética, me ajudam a elevar a autoestima vocal perante os olhares esgazeados daqueles que procuram seguir as letras ao vivo e não conseguem. 

Alguns de vós já têm filhos pelo que a questão impõe-se: quando é que acham que será altura de lhes dar a conhecer algumas das vossas músicas como “Cannibalistic Devourment”, “Raped by a Virgin” ou “Hanged by the Cojones”?
No nosso caso isso já acontece, dado existirem adaptações infantis feitas, e outras em calha, para essas músicas. Temos conhecimento de uma pessoa que as faz e estamos a pensar usa-la, numa primeira fase, como isco vivo (mas por pouco tempo) para continuar esse trabalho. Numa segunda fase, dependendo da resistência deste artista esfolado, enquanto atado pelos mamilos dentro de um aquário de osgas esfomeadas, logo vemos se há necessidade de o motivar ou não para mais colaborações.

"Abdominal contractions, aromatic fart, flatulent pig, haemorrhoidal shithead" (retirado de Sphincterized). Estavam a falar de que membro da banda?
Essa é uma informação estritamente confidencial, porém, podemos avançar que apenas o Alex não consta dos suspeitos porque se se peidasse  desapareceria.

Últimos comentários:
Um elevador cheio de gente tem um cheiro diferente para um anão. (Ivo)
O gordo que tem a minha fusca que ma devolva sff. (Alex)
Manamana! (Pedra)
Acho que sim, penso que não, no entanto talvez. (Rolando)



Género:
Brutal Death Metal/Grindcore

Line-up:
Pedra - Voz
Ivo - Guitarra
Alex - Baixo
Rolando - Bateria

Discografia:
1992 - The Bluuaaarrrgghh Rehearsal (Demo)
1993 - A Nauseating Sweet Taste (Demo)
1994 - Promo Tape '94 (Demo)
1994 - 95 Stabwounds in Your Throat (EP)
1996 - Macabre Requiems
1999 - Regurgitape (Demo)
2000 - Madness Horror and Guts Live (Demo)
2001 - Odes to the Carnivorous
2010 - Grog / Roadside Burial / Pussyvibes (Split)
2010 - Gastric Hymns Mummified in Purulency (Compilação)
2011 - Scooping the Cranial Insides

Páginas oficiais:
http://www.facebook.com/grogpt
http://grogpt.bandcamp.com/



06 julho, 2014

Laughbanging entrevista Legacy of Cynthia

"Renaissance" é o 1º álbum dos Legacy of Cynthia, uma banda de metal alternativo / progressivo de Sintra. Vindos da terra das famosas queijadas, soubemos que até nem são tão consumidores desse alimento, tendo como preferência outro tipo de alimentos que até ajudaram na composição do álbum. Aqui vai a entrevista à banda.


Então digam-nos lá como é que 5 rapazes de Sintra decidiram formar uma banda? Onde é que vocês se conheceram? Foi no D'lirius Azuis?

Por acaso não foi no D’lirius Azuis que nos conhecemos, mas até podemos ter-nos cruzado por lá umas quantas vezes em busca de inspiração. ahahahaha
Mas a sério tudo começou de forma simples como maior partes das bandas, amigos que querem fazer música juntos, beber uns copos, comer uns caracóis e jogar sueca nas horas mortas.

Simples não é? Sendo vocês de Sintra, no final dos vossos concertos atiram as vossas palhetas e baquetas para o público ou queijadas?
Gostávamos era que nos atirassem queijadas. Com esta crise há anos que não provamos uma. O máximo que podemos partilhar com o público é vinho, mas até para isso têm que nos oferecer umas garrafitas, como foi o caso da festa do lançamento do nosso álbum de estreia (e isto não é a gozar… é mesmo verdade).

Afirmam que o vosso primeiro álbum que sairá em breve terá uma sonoridade mais pesada. Mais uma vez, isso deve-se ao facto de comer muitas queijadas?
Outra vez?! Nós não comemos queijadas há uma data de anos... A sonoridade pesada vem dos litros de cerveja e vinho juntamente com as feijoadas e churrascos que fizemos durante as sessões de gravação. No início até tínhamos previsto ser um álbum de pop, mas olha… deu nisto… assim mais roliço e pesadito… mas achamos que ficou uma coisa apetitosa.

As letras das músicas são em inglês e o nome do álbum é em francês. Decidiram isso porque no Verão em Sintra só se ouve falar essas línguas ou é por outra razão?
Boa questão. Em Sintra falam-se muitas línguas mas na verdade nós odiamos os turistas que por lá andam. O nosso sonho era renascermos como pombos para lhes cagar em cima e eles deixarem a nossa vila em paz. O nome do nosso do álbum vem dai… ahahaha
Agora a sério, o nome do disco tem a ver com um processo de “Renascimento” da banda em si e está directamente ligado às letras das músicas. A data de lançamento do álbum também tem ligação, pois lançámos o álbum na primavera, uma altura em que a natureza se renova.

Quem é o barbudo na capa do álbum?
Toda a gente da banda diz que é o Oz, até porque foi ele que fez o artwork do álbum, mas o gajo cortou o cabelo e tentou escapar-se a essa acusação.
Na verdade é uma variação do Green Man. O Green Man pode ser encontrado em muitas culturas à volta do mundo e está muitas vezes ligado a divindades da natureza em diferentes culturas ao longo dos tempos. Essencialmente, ele é interpretado como um símbolo de renascimento, representando o ciclo do crescimento a cada primavera. Nós achámos que seria a “personagem” ideal para representar aquilo que este álbum significa, não só para nós, mas também enquanto obra musical.

Que tipo de bebidas a banda sorveu enquanto gravavam o álbum?
Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii… Cerveja (muita), vinho (bastante), água, licor chinês, moscatel, sumos detox, bagaço, ice tea… eh pah… basicamente era virar tudo o que lá aparecesse. A garrafeira do Caesar ainda chora cada vez que ouve a nossa voz… ahahahaha

Podem dizer-nos como é que acaba “Os Maias”? É que nós nunca lemos aquilo até ao fim…
Então perderam a melhor parte… O gajo come a irmã sem saber que é irmã de ele e quando descobrem chateiam-se… fim…

Um à parte... Xutos e Pontapés: Sim ou não?
NÃO!

Qual dos seguintes três motivos é que pode justificar o adiamento de um ensaio vosso:
1) Porque joga o Benfica
2) Porque foram a uma manifestação anti-troika
3) porque um dos elementos da banda comeu cozido à portuguesa ao almoço e os restantes elementos do grupo receiam estar numa sala fechada com ele?

Fuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!! A última é sem dúvida a mais válida… Imaginem reunir nesse dia Nagasaki, Hiroshima, Chernobil e o Rio Trancão num espaço com 20 metros quadrados … Vocês alinhavam nisso? Nós fomos enganados uma vez… mas à segunda só cai quem quer. ahahahahaha

Considerariam dar um concerto em Sintra, organizado pelo Sousa Cintra, com o patrocínio da cerveja Cintra a abrir para Mónica Sintra?
É um dos nossos sonhos!!! Vocês podiam tratar disso… e a Mónica Sintra alinha de certeza. Ela é fã do nosso trabalho.

Últimos comentários:
Antes de mais agradecer-vos pela iniciativa e pela abordagem diferente em modo de entrevista.
Convidamos todos a visitarem o nosso facebook – www.facebook.com/legacy.cynthia - e ouvirem o nosso trabalho e estarem atentos ás novidades e datas de concertos que vamos divulgando.


Género:
Alternative Metal

Line-up:
Peter - Voz
Oz - Guitarra
Mário Lopes - Guitarra
Caesar - Baixo
Paulo Adelino - Bateria

Discografia:
2011 - Voyage (EP)
2014 - Renaissance

Páginas oficiais: