A Necrosymphonic Entertainment é uma editora que já lançou bandas de vários géneros musicais, desde o black metal, ao gótico, passando pelo rock e pelo punk e devem estar a pensar qual o género musical que ainda não lançaram.
O fundador é o Charles Sangnoir, que, entre outras bandas, lançou os registos da sua banda La Chanson Noire bem como dos Martelo Negro e dos Tiro no Escuro. Como se pode ver, ter a escuridão como nome da banda é uma constante na Necrosymphonic Entertainment.
Tanto o Charles Sangnoir como os Martelo Negro já foram entrevistados no Laughbanging. Podem ler ou reler aqui:
Entrevista a Charles Sangnoir
Entrevista a Martelo Negro
A edição mais recente é da banda punk Tiro no Escuro, com o 2º álbum "Aqui escondido". Foi produzido por Charles Sangnoir, gravado nos estúdios Tcha Tcha Tcha sob o olhar de Ramon Galarza e conta com a participação de Kalú e de Nuno Calado.
Se quiserem saber mais sobre os Tiro no Escuro ou das outras bandas do catálogo da editora, não fiquem aí escondidos. Acedam a:
http://www.necrosymphonic.com/
13 março, 2015
Novo lançamento da Necrosymphonic Entertainment: Tiro no Escuro
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Etiquetas: charles sangnoir, Necrosymphonic Entertainment, tiro no escuro
09 março, 2015
Laughbanging entrevista Bizarra Locomotiva
“Escumalha”, prestem bem atenção! “Mortuário” é o titulo do novo álbum de Bizarra Locomotiva, bem como um péssimo nome para um hostel.
Cruzámo-nos com Miguel Fonseca num apeadeiro e aproveitámos para revisitar os 22 anos de carreira desta Locomotiva. Caramba! 22 anos é obra, ainda para mais se tivermos em conta que nunca fizeram greve (chupa Refer!).
Nesta locomotiva há algum “pica”? Se sim, qual a pena para quem viajar sem bilhete?
Tivémos uma vez o Tó Pica como convidado especial no Vagos Open Air.
Temos uma boa série de vagões de carga, por isso há sempre espaço para as almas que queiram viajar conosco. Mesmo que vão de pendura por causa da crise...
A banda começou somente com 2 elementos, depois foram um trio, agora são 4 que compõe os Bizarra Locomotiva. Esperam ser um octeto daqui a uns 20 anos ou param por aqui?
Vou ligar para a Maya para me ver isso no Tarot. Agora que falas nisso também gostava de saber.
De há uns anos para cá somos um quarteto mutante.
Temos um baixista apêndice - Carlos "Twiggy" Santos, que grava os nossos discos e toca conosco ao vivo por vezes quando as condições se proporcionam.
Temos o nosso habitual passageiro siamês - Fernando Ribeiro (Moonspell), que também faz uma ou outra aparição nas nossas estações.
Por isso se calhar tens razão..., daqui a uns anos seremos um Freak Show octeto mutante repleto de apêndices.
É impossível ficar indiferente a um concerto de Bizarra Locomotiva. Para quem estiver a pensar perder peso, é coisa para mandar abaixo quantas calorias?
Eu perco na boa uns 2/3 quilos por concerto. Se tocasse todos os dias desaparecia...! Ou então o nosso rider do catering teria de passar a incluír mais refeições para compensar.
Além dos vossos registos discográficos, vocês também têm t-shirts à venda no vosso merchandising. Porque é que não oferecem uma ao Rui Sidónio?
Nunca viste as BDs do Hulk? Quando se transforma rasga a roupa toda...! Para não falar que por vezes o Rui Sidónio ainda atira os boxers suados para o público. Tem sido uma despesa em Merch que não calculas...
A vossa maquinaria já alguma vez crashou em palco?
Já, várias vezes. Em palcos grandes não aguentava a pressão dos infra-subs e falhava. A última vez que falhou foi no Festival Metal GDL, logo na primeira música. Tivémos de comprar um motor novo. Desde então nunca mais falhou. Sempre afinadinho.
A música "Insulto à Besta" é dedicada a algum banqueiro em especial?
O eixo que oprime é certamente um dos motivos da nossa revolta. O novo disco "Mortuário" fala disso mesmo. É a situação de limbo em que nos encontramos, privados das nossas liberdades e onde esta caixa da morte é tudo menos física.
Se tivessem um convite para tocar 3 músicas num dos programas da tarde da tv, que músicas escolheriam?
Por acaso já tocámos no programa SMS da Serenela Andrade da RTP1 em 2004 que dava ao final da tarde. Foram vários dias seguidos só com Bizarra Locomotiva até.
Foi uma experiência magnífica. Estão no YouTube os vídeos se quiseres relembrar.
(O Laughbanging foi à procura e encontrou um desses vídeos)
Miguel, olhando para o teu percurso musical, a tua evolução para sons mais rock e industriais foi uma coisa natural ou uma recomendação do teu médico de família para evitares as tendinites que aqueles riffs de Thormenthor já te deviam causar?
Já fazia sonoridades industriais muito antes de estar na Bizarra Locomotiva. Sempre habitei na Margem Sul em frente à Lisnave. Aqueles sons cresceram comigo e entranharam-se nas minhas influências e na minha forma de compôr.
A fase tecnicista de Thormenthor, essa sim, foi a evolução posterior.
Quanto às tendinites, quanto muito serão da utilização do rato ao computador nas longas horas de estúdio. Mas desde que começei a fazer Yoga que nunca mais tive.
Um exercício de matemática e de memória: 22 anos de carreira equivalem a quantos recibos verdes?
Equivalem a 22 anos de puro roubo por parte do estado. Sem regalias e sem garantias nenhumas de futuro.
O facto de terem recorrido a Thomas Eberger para a masterização do “Mortuário” é, como se diz no futebol, “Pusemos a carne toda no assador”, “Jogámos para ganhar” ou mesmo “Acarditámos na vitória”?
O Thomas Eberger foi sem dúvida o nosso CR7 para esta jornada. Toda a equipe está motivada no terreno. Temos as tatuagens de guerra, o bigode e barba do Eça de Queiróz. E o Linic faz toda a diferença no remate.
Últimos comentários:
Insulto à Besta
Insulto o eixo que oprime
Suplico-lhe o abandono
Atiço-lhe a oleosa multidão em fuga
Que lambo de língua aguçada
Em luxuriosa cadência
Ao meu toque as palavras murcham
Cataclismos volvidos
Sacudo a poeira em distintas caracteras onde dormitam prazeres idos
Intoxicado
Um país de nómadas estarrece e é devorado pelo sol
Lanço o cordeiro
Sacrifico o pesado falo evocado de miséria
Estremecendo o profundo alicerce
Alternando o soalho de brasas
Ao tecto de lua sem estrelas
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04 março, 2015
Laughbanging entrevista Neoplasmah
Começaram com o nome de Systematic Collision, mas foi como Neoplasmah que gravaram 2 álbuns. “Auguring the Dusk of a New Era” foi considerado por muitos como um dos melhores álbuns do ano transacto. Músicas rápidas, técnicas, melódicas, cujas letras lidam com o espaço e cosmos, fazem de Neoplasmah a banda favorita de Neil deGrasse Tyson.
Como se isto não bastasse, são liderados por uma mulher, pelo que as comparações a Amor Electro são bastantes frequentes. Ou talvez não…
Aqui está a conversa com a banda.
O vosso álbum foi lançado a 22 de Novembro, no mesmo dia em que os Beatles lançaram o álbum "With the Beatles" em 1963 e o "White Album" em 1968. Estarão vocês a tentar ter o mesmo sucesso e com isso conseguir ter uma multidão de pitas desvairadas aos gritos onde quer que toquem?
Pela primeira vez temos um jornalismo de elite que finalmente estabeleceu o paralelismo da nossa data com o “White Album”! Foi mesmo propositado por diversos factores, é lançado 46 anos depois desse clássico dos Beatles, e se esmiuçarmos bem, 46 + 620 dá 666 que é o famoso numero da besta. Se tocarem o nosso cd num gira discos com uma agulha esterilizada vão ter uma faixa escondida que abre um portal no espaço temporal que ressuscita o John Lenon a cantar na integra, o “With the Beatles” que é um álbum com 51 anos, 51 + 615 dá mais uma vez 666. O porquê deste trabalho todo com esta data não se deve a algo mundano como angariar mais pitas aos berros nos concertos mas sim uma experiência astral cósmico satânica. Esperamos que gostem!
Sentiram aquela coisa do problema do 2º álbum ou depois do 1º álbum ficaram muitas ideias a marinar e foi só levar ao lume?
Não houveram dificuldades entre o 1º e 2º álbum dado que o tempo e o espaço é relativo, apenas a gravidade é real. E nesta banda gravidade é o que não falta, temos elementos que são autenticas galáxias.
Muita gravidade, muitas ideias, muito apetite e muita estupidez.
Qual é a percentagem de álcool a partir do qual vocês arranjaram inspiração para compôr as músicas?
Para quem não sabe, quem compõe as nossas músicas é o Vitor Mendes AKA Carcass. O Carcass quando bebe não fica alcoolizado, o álcool é que fica Carcass… portanto as nossas músicas são sóbrias como beatas, mas muito álcool ficou contaminado durante o processo e não houve reuniões interventivas nos AA que o salvasse. Carcassiomia é uma realidade, por isso tomem as vossas vacinas.
Muitas bandas gravam álbuns com orquestras sinfónicas ou com outros agrupamentos. Sendo vocês da Margem Sul, para quando um álbum com os Tocá Rufar?
Se os Tocá Rufar conseguissem acompanhar o Rolando teríamos um colapso das placas tectónicas a nível mundial. Vulcões emergiam do fundo mar, a terra ficava coberta de lava e os céus de cinzas abrasadoras. A polaridade da Terra invertia e entravamos em colapso gravitacional. Toda a vida na terra seria eliminada para todo o sempre engolida em caos, loucura e sofrimento.
Por mim, devíamos experimentar.
Têm concorrido à “Factura da Sorte” ou a ideia de serem a 1ª banda do mundo a fazer uma tournée de Audi não vos seduz?
Não nos seduz porque temos o José Marreiros na banda… ninguém andaria de Audi, o Audi é que andaria de José Marreiros.
As vossas letras rondam à volta de temas sobre o espaço, cosmos, buracos negros, vórtices, etc. Já foram criticados por algum "nerd" com óculos de aro espesso e asma severa a dizer que o que vocês escrevem não está de acordo com os parâmetros espaço-temporais?
Muito pelo contrário, nós é que criticamos os “nerds” por não estarem de acordo com o espaço-temporal gravitacional geocêntrico e não se enfiarem num buraco negro cheio da Kizomba.
"Ravishing Theatre of Chaos", "Realm of the Lost Souls", "Ruins of a Sham Empire", "Absorbed in Perpetual Torture"... Como é que vos surgiu a ideia de citarem frases do memorando da Troika?
Mais uma vez, jornalismo na mouche! É pura propaganda subliminar, tal como se faz nos reality shows da TVI, estamos a fomentar a desordem mental para conseguirmos uma total e irrefutável escravatura dos sentidos. Isto utilizando a formula da Troika que demonstra ser funcional! Todos vão baixar as calcinhas e não vão piar… a diferença é que apenas queremos impingir… Carcassiomia! Todos ficarão felizes… mais retardados… mas felizes mais nada.
Toalhas aquecidas, uvas sem grainha… A que caprichos a organização de um concerto tem de ceder para poder contar com os Neoplasmah?
Ora bem muito bem, excelente questão, fica já aqui registado como ata: Casas de banho com louça Valadares, feno, telescópio para obter inspiração cósmica, cerveja (c/agente anti-Carcass),comida suficiente para uma batalhão de 10 homens e 20 porcos, 2 frascos Chanel 5 mas só os frascos, um unicórnio e um Batman. Estamos a brincar, é basicamente tudo o que referi exceto o “excelente questão”, a questão foi uma merda.
Sofia, como são os men groupies?
Justiça feita, são iguais às girls, a diferença é que não ficam tão bem de stilettos e corpetes. Mas não fazemos julgamentos, fans são fans.
Gostávamos que deixassem uma palavra de amor e carinho a todos aqueles que já disponibilizaram ou tencionam vir a disponibilizar o vosso álbum por completo na internet…
Pela siderante poeira do espaço sideral,
O teu corpo será lançado
Que nem um feio cometa animal
O teu cabeço disforme jamais será lembrado.
Últimos comentários:
Muito obrigado ao Paulo e ao outro rapaz, o seu namorado penso, os únicos que vão ler esta entrevista. Vocês são muito amorosos. Continuem o bom trabalho e apareçam nos concertos!
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Etiquetas: death metal, entrevista, entrevista-laughbanging, neoplasmah
02 março, 2015
Laughbanging entrevista Vitor Mendes "Carcass"
Continuando as entrevistas a personalidades, o Laughbanging decidiu falar com Vitor Mendes. Ele é um metaleiro de longa data, uma enciclopédia humana no que diz respeito a este estilo de música e já tocou em bandas como Psycoma, The Invertebrate, Fecal Expiration e actualmente está nos Neoplasmah, o que faz dele um dos músicos com maior pegada ecológica, pedimos desculpa, metaleira. Tem a alcunha de "Carcass" e, tal como eles, também tem uma mente doentia.
Deves ser o metaleiro com a colecção mais completa de demo-tapes de bandas portuguesas. Terás por acaso alguma demo-tape de uma banda que ainda nem sequer se tenha formado?
É curioso que perguntes isso, há muitos anos escrevi a um tipo para comprar a demo da banda dele. O facto é que o rapaz nem sabia o que era metal e recebi de volta uma carta com vários insultos.
Alguns anos mais tarde vim a saber que o tipo deixou a catequese e formou uma banda de grind-core e que ensaiavam numa bomba de gasolina abandonada em Cascos De Rolha, essa aldeia mítica,
e gravou a tal demo que eu lhe havia pedido. O maluco sou eu? Porque é que a bomba estava abandonada??
Coleccionas Cds, Vinis e K7s. Os dois primeiros ainda percebemos. Agora, K7?! Porquê? Ainda é possível ver-te no banco de trás do autocarro para o trabalho, a curtires o teu Walkman?
Walkman?? Que é isso?? Ainda ontem tive que comprar pilhas e levei o meu rádio deck-duplo com gira-discos acoplado. Ouvir vinil no autocarro é uma experiencia porreira.
A merda é que o rádio também paga bilhete como se fosse uma pessoa, não é justo. Já não basta a vergonha que eu ás vezes passo quando ponho a tocar o split de Vitor Espadinha com Sore Throat, sou obrigado a mudar e a pôr o split de José Cid com Napalm Death... É que eu não tenho mais nada em vinil, é mesmo só isso...
Atendendo ao peso que a Margem Sul teve e tem no Heavy Metal em Portugal, não achas que tal como o vinho, a Margem Sul devia ter o estatuto DOC em relação ao Metal? Consegues ver algum motivo em particular para a casta do Metal se dar tão bem pelas terras do Sado?
A Margem Sul já tem estatuto, não sei do quê mas já tem. Vinho? Onde?
É conhecido o teu gosto pelo death metal mais técnico e complexo, transparecendo essa complexidade para os riffs que compões para as bandas em que pertences. Posto isto, pergunta-se: com quantos graus de febre é que são precisos para se poder criar esses riffs?
Mas eu nem sei o que é isso de death metal técnico... tu tens a certeza que estás a fazer a entrevista à pessoa certa?? Mas afinal quem és tu??
Como irás no futuro explicar aos teus filhos que já pertenceste a bandas como Fecal Expiration, Lobotomized Ejaculator e Vagina Grotesca?
Sem qualquer problema, eu depois arranjo maneira desses ficheiros serem apagados dos registos da música em Portugal, tipo conspiração com o FBI quando eles vão fazer emboscadas e apreender cenas na Praça.
Dificil será explicar-lhes que existiram bandas como Delfins, Deolinda, GNR, como é que alguém consegue compreender isso??
Imagina que terias a oportunidade de gravar um álbum a solo, mas tinha de ser de um destes estilos de metal: glam-hair-metal ou metalcore. Qual escolhias e que nome davas ao álbum?
Nunca entendi isso dos álbuns a solo... Porque é que não há albuns a ar, albuns a água... Se gravasse, seria um album a vinho!
Tendo em conta a comunidade africana existente na Margem Sul, como explicas nunca ter existido uma banda de Rap Metal?
Então os UHF tocam o quê? Death metal??
Tendo tu acompanhado a evolução do underground português, conta-nos a coisa mais amadora e hilariante que já testemunhaste, estilo “Liga dos Últimos”?
Esta entrevista. Isto é de um amadorismo levado ao extremo. O meu leve atraso também não ajuda muito, mas pronto...
Qual destas marcas te diz mais ao coração e porquê: BASF, Smat, TDK, AGFA ou Skyrol?
Skyrol. Centro Comercial Saturno forever! 2 lojas vulgares, um café e uma loja de musica!
As Scotch também eram porreiras. Nas férias levava algumas dessas lá para a terra dos meus pais e a minha avó confundia e pensava que eram esfregões da Scotch Brite, muitas vezes apanhei-a a tentar lavar a loiça com as cassetes, ainda me deu cabo de algumas.
Imagina-te no “Prós e Contras” da RTP. De que lado da barricada te sentarias em relação a estes três temas e porquê?
1) Cds Vs. Vinyl
2) Metal Anos 80 Vs. Metal Anos 90
3) Cerveja Vs. Vinho
Preferia sentar-me ao balcão duma tasca qualquer. Já me disseram que na RTP cobram balurdios pelos amendoins, tremoços e azeitonas.
Últimos comentários:
De grão a grão, bla bla, whiskas saquetas... não tem piada...
Bandas no seu currículo:
Neoplasmah, The Invertebrate, Black Hammer, Systematic Collision, Ultrapodre, Fecal Expiration, Lobotomized Ejaculator, Project Six, Psycoma, Vagina Grotesca, Antiquus Scriptum, Grog, Martelo Negro, Raw, Firstborn Evil, Putregod
Página oficial (Neoplasmah):
https://www.facebook.com/neoplasmahofficial
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